garcianeto

garcianeto

n. 1957 -- --

Graduado em Letras e pós graduado em Comunicação, atua profissionalmente em canais de televisão e produção audiovisual independente.

n. 1957-02-13, Rio de Janeiro - Brasil

Perfil
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DEZ VEZES EU NÃO QUERIA

Eu não queria que o teu
relógio
ditasse o meu
tempo
 
Eu não queria que o teu
batimento
acelerasse o meu
coração
 
Eu não queria que a tua
audição
registrasse da minha boca
“ eu te amo “
 
Eu não queria que você
soubesse
que eu preciso
precisar de você
 
Eu não queria que o teu
sonho
sonhasse o meu sonho
de sonhar você
 
Eu não queria que a tua
saudade
fosse aprendiz da minha
obsessão
 
Eu não queria que o teu
sangue
circulasse em minhas
veias
 
Eu não queria que a tua
paixão
desvirginasse a minha
razão
 
Eu não queria que o teu
sexo
fosse o parceiro desejado do meu
amor
 
Eu não queria ter que te admitir
eu
não posso viver sem
você
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Poemas

1

O RISCO DE CORRER RISCOS

Uma vez fiz um risco
No papel de criança
O risco era longo
Quase infinito

Risco como o da linha a vida
Em minha mão magra

Cresci adicionando riscos
O de querer ser diferente, especial,
Um tipo próprio,
Ainda que não soubesse
O que poderia significar isso

A cada risco superado
Novo risco eu adicionava
Riscos ora com traços mais leves
Ora mais fortes, intensos

O risco de ser marido,
Pai, de passar dos 40
De superar a mim mesmo
Na maratona de ser homem

E sonhar novos riscos
(mesmo os que ainda não sonhei)
De ter a mulher que desejei ter
E correr o risco de ela ser multo melhor
Do que arrisquei

Mas o maior risco que sempre corri
Nessa minha breve longa vida
É o risco insubstituível de ser feliz.
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