Gi

Gi

n. 1978 -- --

n. 1978-10-30, RJ

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Meu Poeta!


Meu poeta!
Só estou esperando que apareças,
Pois a certeza já está firmada,
Sua voz eu já escuto,
Suas palavras por mim tão sonhadas,
O simples toque soa suave,
Seu sonho e o meu entrelaçados,
A vida sem rumos determinados,
O amor pelo puro prazer de amar,
O doce do beijo só por tocar,
A mão que me desce e me desenha,
Meu sorriso sincero sem nada pedir,
O puro prazer que a palavra não diz,
Viver apenas para ser feliz,
Sem hora, sem pressa,
Sem noite nem dia,
Realizando a vida em poesia!


Gizelle Amorim
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Poemas

6

Acordei do Sonho


Eu jádormi para sonhar,

Rompero cadeado da mente,

Esquecera razão,

Roteiristado que sente.

Uminfinito insano!

Eudanço, canto, declamo,

Amodespida de falsos valores,

Sou eude verdade.

Orgulhei-mepor não ser covarde,

Mesmosendo em uma falsa realidade...

Coragemativada pelo inconsciente!

Nesseuniverso incoerente,

Fuipara uma floresta encantada,

Vifadas, Gnomos, bruxas e ninguém se escondeu.

Aocontrário, quem se esconde sou eu.

Agoraacordei para a vida!

Dossonhos trouxe magia,

Ilusõese utopias.

Sonhadoraeterna,

Pensadorainquieta,

Artesã depalavras,

Sou a Gisele,Poeta.

-Gi Amor-

896

Sem medo da guerra

Cadê as palavras?

Não encontro como escrever o que quero dizer,

Estou fazendo,

Mas esquecendo o meu ser!

É uma suruba com o tudo e o nada,

Indefinida.

Uma alma sufocada.

As respostas se mascaram,

Certezas ideais temem o engano...

Sorrisos por baixo dos panos.

E a vida segue, já seguiu e sempre seguirá.

Para ser feliz, reviro o roteiro,

Decifro acharada para ninguém me devorar.

Desafiando os entraves,

Não me esgota sonhar!

- Gi Amor-

824

Amor... Amar...

Ama-se por amar,simples assim.

Amamos de graça,sem pesos ou medidas.

Amamos eerramos, mesmo ao amar.

Perdoamos esomos perdoados,

Igualmenteerrados.

Ainda assim oamor não morre.

Amadurece,cresce, aprende.

Surpreende,magoa, se arrepende.

Amor, é querer obem.

Um sentimentopara poucos corações.

Para váriasreações...

Amor, quando éamor, nunca será apagado.

Gi Amor

996

O Escorpião que não podia matar

No meio de uma mata

Havia um enorme buraco

Uma grande população de escorpiões,

E todos assassinos natos


Porém, um deles,

Não tinha a índole para matar,

Foi expulso por seus companheiros,

E pelo mundo foi a vagar.


E ao vagar pelo mundo,

Passou tempos ao pensar,

Descobriu que queria uma família,

Ser amado e também amar.


Mas sempre que se aproximava,

Todos corriam desesperados,

Com medo que aquele “terrível monstro”

Causasse algum estrago.


Triste, sozinho e cansado,

Encontrou uma Baratinha,

E docemente perguntou:

Por acaso estás sozinha?


Certa que iria morrer,

Ela suplicou aflita:

Por favor, Sr. Escorpião,

Não acabe com minha vida!


Ele suspirou baixinho,

Revelando toda a verdade,

Falou que era do bem,

E só buscava a felicidade.


A Baratinha olhou com temor,

E não escondeu a desconfiança,

Mas abriu um lindo sorriso,

Dando-lhe um voto de confiança.


Começaram a conversar,

E ficaram muito amigos,

E de repente ela indagou:

Quer vir morar comigo?


Chegando a sua toca,

As baratas se desesperaram,

A Baratinha anunciou

Um escorpião como namorado.


E assim foram vivendo,

As baratas e o Escorpião,

Que conquistou o amor de todos

Com seu enorme coração.


O Escorpião estava completo

Tinha tudo que queria,

Não precisou matar ninguém,

E era amado por sua família.


Mas nem tudo sai como esperamos,

E alguém viu o Escorpião,

E com medo de um ataque,

Organizaram um mutirão.


Muita gente juntou...

Cercaram a toca,

Queriam matar o Escorpião,

Pondo veneno em sua porta.


O Escorpião se desesperou,

Viu sua família em perigo,

Buscou uma solução,

Para tirar todos do risco.


Olhou para todos com amor

E imponente saiu da toca correndo,

Cravou seu ferrão nas costas

E matou-se com seu veneno.


As pessoas foram saindo,

E a todas as baratas salvas,

Mas elas o amavam tanto,

Que não admitiam sua falta.


Em um momento de silêncio,

Viu-se um clarão na mata,

Era o espírito do Escorpião,

Falando com as baratas...


“Eu nunca matei ninguém,

E só vivi para amar,

Por isso a minha arma,

Por ironia foi para salvar.


Não importa de onde vens,

E sim seu coração,

O amor é capaz de tudo,

Até dar alma a um Escorpião!


Gi Amor


1 063

Fadinha Mulata


Em um mundo encantado,
Cheio de seres mágicos,
Um deles vivia uma crise.
Em todas as histórias fantásticas,
Nunca mencionaram sua existência.
Até mesmo na imaginação,
O preconceito é velado,
O conceito é formado.
Mas com a certeza de sua importância,
Nossa amiga lutou contra as regras...
Apareceu de surpresa em um Conto!
Todos se espantaram com a sua audácia!
E ouviram seu relato.
Na ilusão a mente desata,
E hoje, entre as encantadas,
Também está a fadinha mulata!

Gi Amor

1 015

Amor sem tempo

Tenha meu amor eterno,
Sincero e puro,
Sem perguntas,
Sem respostas.
Não importa o passado,
Não sei o futuro.
Meu presente,
Agora é sempre.

Gi Amor

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Comentários (1)

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Honório Roque

Adorei suas poesias... Me chamou muita a atenção O Escorpião que não podia matar...