gioliveira

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n. 1981 BR BR

Sou uma apaixonada por livros desde criança, incentivada pela minha mãe que era professora. A escrita veio naturalmente como forma de aliviar a ansiedade que sempre me acompanhou. Meu sonho é publicar um livro com meus poemas.

n. 1981-02-01, Franca/SP

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O eterno fingir!

Você finge estar bem
Finge que ama
Finge no trabalho
E finge na cama.

Você finge tão bem
Que chega acreditar
Que tudo está bem
Só que não está.

Mas quem te conhece 
Finge não perceber
Que todo seu fingimento
É só um meio de sobreviver.

E fingindo todos estamos
Uns sem querer, outros querendo
E seguimos a vida assim
Num eterno fingimento.

(Gi Oliveira)
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Poemas

8

Amor livre.

Podem duas pessoas 
No silêncio da noite escura
Se amarem sem receios
Esquecendo as amarguras.

Podem dois corpos
Se unirem em um beijo
Desprezando as convenções
E se entregando ao desejo.

Livre de julgamentos
Desprovidos de preconceito
Sem espanto sem dedos apontados
E cheio de respeito.

Que sorte seria a nossa
Se existisse tanto amor
Que o amor do outro não seria um tormento
Nem motivo pra qualquer horror!

(Gi Oliveira)
318

A morte não encerra a vida.

A morte é inevitável
A única certeza da vida.
Mas para alguns é questionável
O que acontece depois da partida.

Existem aqueles que crêem no nada
Que depois que morremos  tudo se acaba
Se for verdade então eu  me pergunto
Qual o sentido de vivermos nesse mundo.

 Se formos bons vamos ao céu
Se formos ruins vamos para o inferno
E se formos humanos eu te pergunto
Qual será o nosso término?

 O medo da morte eu não tenho
 Pois não a vejo como algo ruim
 Vejo apenas como mais uma etapa
De uma existência que não tem  fim.

(Gi Oliveira)
665

Arrastando o sofrimento feito uma corrente.

Me conte sua história
Quero saber da sua vida
Quero testar sua memória
Quero entender sua ferida

Conte-me seu segredo
Quero entender o seu passado
Todas as dores que já sentiu
Pra quem vai deixar o seu legado
.
Use os meus ouvidos
Prometo ser um bom ouvinte
Quero saber porque sofres tanto
E se flajela com tal requinte.

Já passou o sofrimento
E sua dor já durou demais
Consiga se perdoar
E não sofra nunca mais.
(Gi Oliveira)
319

A dor da vida o sucumbiu!

Alguém não suportou o peso
De ser ele mesmo e sucumbiu.
Alguém não se sentiu com coragem
De seguir viagem e sumiu.
Uma corda serviu de transporte
Para dar fim a má sorte
Para aquele que tanto se feriu.
Mas aqui todos choram sua partida
Sentem culpa pela vida
E pela felicidade que ele nunca sentiu.
No entanto, não existe um culpado
Ninguém pode carregar o fardo.
Da dor que o outro não suportou.
Agora é seguir em frente
E entender que lá na frente
A verdadeira felicidade se fará presente
E toda dor terá um fim.
(Gi Oliveira)
491

Sonhos, pra que te quero?

Os sonhos nunca tiveram tanto valor
Como nesse momento de tristeza e dor.
O que fazer pra manter acesa a esperança
De que voltaremos a sorrir como crianças.
Uma infinidade de questões 
Atormentando nossas mentes
Como em noite mal dormidas
Por pesadelos recorrentes.
Não deixemos que os sonhos morram.
E daqueles que tentarem os matar, corram!
A melhor parte de nós é aquela que sonha
Mesmo que as vezes essa parte nos exponha.
É a única coisa que pode nos manter normais
Fugindo, nem que seja por um minuto
Da realidade cruel que estamos vivendo
Sem deixar de ser fiel, a todo o bom sentimento.
(Gi Oliveira)
330

O mundo tá chato!

São tantos padrões 
Que nem consigo me enquadrar.
São tantas regras que não consigo decorar.
São tantos blefes
Que não consigo acreditar.
O mundo tá chato
As coisas estranhas
Ninguém é de verdade
Aquilo que sonha.
Tem que se enquadrar
Tem que seguir o padrão.
Não se pode mais escolher
Seguir o próprio coração.
Te colocam rótulo
E esperam que siga
Não importa mais
Que é a SUA vida.
Ah, o mundo tá chato
Ser livre custa caro
Não viver dentro de um padrão
Tá cada vez mais raro.
(Gi oliveira)
370

Ela não era uma mulher vazia!

Mais uma vez ele se foi
E ela não sabe se ele vai voltar.
Depois dos olhos tortos
Depois dos lábios mortos
Não sabe se voltará.
Talvez esteja realmente exausto
De insistir em se fazer amado
Talvez só tome fôlego
E retorne ao seu amor renegado.
Mais uma vez ele se foi
E não houve lamentos
Não houve grito
Nem ressentimento
Só um olhar distante
Aquele mesmo olhar vazio de antes.
Não antes de tudo ruir...
Antes de tudo ruir ela sorria,
Ela não era uma mulher vazia
Ela florescia!
E mais uma vez ele se foi
E ela se deita esperando a morte
Porque não se sente com sorte
A ponto de crer
Que ele nunca mais volte.

(Gi Oliveira)
656

Sobre lições aprendidas.

Dias e dias tentando entender
Qual a verdadeira razão de ser.
Dias e dias buscando respostas
Para questões que nem sempre estão expostas.

Oportunidades de nos tornar melhor
Nem sempre são compreendidas por quem se sente só.
Porém, nenhuma folha cai ao chão
Se o PAI, maior e soberano disser não.

Por trás de tudo há um grande chamado
Que infelizmente nem todos atenderam
Aqueles que desejam fazer a diferença
Auxiliem seu irmão em toda sua carência.

Somos todos irmãos, mas vivemos em guerra
Brigando por questões que só existem na Terra
Fazendo com que a vida seja desperdiçada 
E o que realmente importa, parece não valer nada.

Mas cada dia vivido é um grande presente
Ao qual aproveitamos pra seguir em frente.
Façamos aquilo que o PAI nos ensinou:
Amar seu irmão, como ELE nos amou.

(Gi Oliveira)
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CORASSIS

Parabéns Gi, acompanho suas poesias escreves com o coração. Parabéns! Abraço.