Poeta
Sou poeta! Poeta! Poeta! Poeta!
Sim! Portugal! Brasil! E tu que és profeta!
Não o era! Não o era! Não o era!...
Mas aos poetas fazia guerra!
Mas oh profeta, que não és poeta!
Mas apenas um homem.
Neste mundo de desordem.
Eu que ao inferno, a minha dei, em vida esta!
E tal foi a tormenta que me veio,
Que minha alma mudou, para ser poeta.
Para vir a ser, o que, sempre rejeitei. E agora em cheio.
Porque eis que sensível fiquei e cantei,
Versos, sonetos, poemas, ao som de música de orquestra.
E em poeta, poeta, pois dei e me tornei!
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Cantar
Canta o que te vai na alma!
Com essa voz tão calma...
Oh homem anjo e arcanjo!
Canta! Canta! sim meu anjo!
Vai dar vida aos mortos!
Às pedras frias...
Aos caminhos tortos,
Dá-lhes, as dessa alma, alegrias!
Continua Com Deus!
Então! irás lá... Lá!
Aos, eternos lugares seus!
E eu que não canto! Contigo cantarei...
Uma canção, eterna, que já está, cá!
Pois, contigo ao lugar eterno irei e ali louvarei!
PARA ROBERTO CARLOS : UM INCENTIVO PARA IRMOS OS DOIS LÁ...
Mozart
Mozart! Mozart! E tua arte!
Compositor fostes e maestro.
Homem de música e arte celeste.
Porque assim, o provou Descartes.
Pois é evidente que Deus existe.
Porque Descartes pensou!
E a essa conclusão chegou.
Ele Deus, para sempre persiste!
Tua música , oh Mozart! É de Deus!
Ela criou o universo e a terra!
Essas notas, são dons seus!
Porque ele é paz!
E não é guerra!
Por isso tua música, tanto satisfazMozart
Portimão
Portimão! Cidade onde cresci,
Mas em ti não nasci…
Foi por te amar, contudo,
Que eu por ti ainda, canto p’elo mundo.
Canto-te, um poema, como Aleixo.
Que cantava, seus poemas de amor.
Assim, também não te deixo.
Minha alma, te exalta, com clamor!
Em ti me formei,
Nesse teu liceu.
Poeta António Aleixo, onde estudei!
Por ti, choro, por te amar,
Porque esse Arade, teu…
Um dia, vim a deixar!
Milénio
Pombas brancas voam!
Hinos de harpas, os homens entoam!
O céu é branco e azul!...
Os cordeiros pastam, sem barulho.
Há erva verde, onde os lobos a comem.
E coelhos brancos, saltam no seu meio.
Um menino e um homem…
Abraçam um leão, em cheio…
Vento, mal sopra!
O sol não queima!
Cavalos brancos, há-os sem sobra.
Para cavalgarem neles, os homens
E correrem, de um rio à beira.
Onde os meninos, brincam e são sempre, jovens!
Eternidade
Vi um dia sem fim!
Deste modo assim...
Dia de ordem e de verdade
Dia de infinita felicidade.
Pois o tempo, não o há.
Gozo e paz, real, sim e que satisfaz.
Como não há, pois nesta hora, cá.
Mas só ele o fez e foi capaz.
Não há enfado!
É como era no principio!
Não há triste fado!...
Anjos e homens voam.
Mais o rei e príncipe,
Hinos, agora, eles entoam!
Carlos


Carlos é teu nome!
Mas também, Roberto.
Esse, ser está aberto...
E Deus, o sabe, como!
Para acalmar, os ventos...
Deste mundo, que são, tormentos.
Com esse cantar, tão lindo.
Cuja paz, não tem findo.
Vai! Por esse Brasil e voa...
Sobre, ele, cantando, cantando!
Oh anjo de Deus, entoa!
Esse cântico de amar...
Que entoando...
Ao Senhor, nos faz chegar!...
Depois
Eu sei, que depois de morrer,
Terei valor e serei louvado.
E também amado e pranteado.
Nesse tempo terei, esse merecer.
Meus poemas, serão lidos!
E muito queridos…
Mas agora não!...
Não o são! Não o são!...
Agora sou o lixo do mundo!
E da «Eclésia» pois…
O mais imundo!
Mas depois ! Depois! Não!
Não! Meus poemas serão publicados, depois.
Porque afinal, eu era de Deus, então!...
Terras Ibéricas
Oh terras Ibéricas,
Que do Iberos nome tendes!
Amai-me como a vossos poetas,
Vós e vossas gentes!
Reinos de: Portucalen,
Galiza, Leão,
Navarra, Castela
E reino de Aragão!
Terras de Afonsos reis;
De cavaleiros de Borgonha,
Que de condes, o título dado haveis.
Ficai ao meu lado,
Sem vergonha...
Pois mais que Henrique e Raimundo por vós amor sinto!
Fora
Vós que me lançaste fora.
Do vosso meio, o fizestes.
Sabei, então que Deus permitiu, que tal acto, cometêsseis.
Porque, ele está nisto, também agora.
Ele me disse:
Faz isso, que te mando!...
E eu fiz, isso!
A Deus, amando!...
Sim! Sou de Deus!
Oxalá, vós sejais!
E não fosseis, ateus.
Sim! Sou santo!
E um dia, ambas as partes, portanto:
Eu e vós estaremos, nos átrios, seus!...