helderduarte

helderduarte

n. 1963 -- --

Sou um escritor de poemas! Que não publicou ainda nenhum livro, mas gostava de o fazer.

n. 1963-04-30, Monchique

Perfil
17 226 Visualizações

POR CÁ

Canto o meu cântico, qu'em minha alma está,
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.

Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.

E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.

Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!
Ler poema completo
Biografia
Escrevo  já  há  algum tempo.  Não publiquei  nenhum livro, mas gostava de fazê - lo.  

Poemas

300

Mãe


Não tenhas medo mãe!...
A Primavera vem,
Caminha então...
No caminho, que o teu jardim tem.

As flores do campo já perfumam,
Os passarinhos neidificam,
O sol brilha!
Pasta o cordeiro e a ovelha.

Por isso vive tua vida...
Porque o teu sol é eterno...
Tua luz é eterna...

Caminha nesse jardim,
Tão calmo...
Que não tem fim!...
38

Irmãos

Lembro-me de todos os que morreram,
às mãos dos Comunistas, dos Nazistas
e pela Inquisição, alguns também pereceram.
Tinham as suas convicções estabelecidas.

Eram pessoas de valor muito, isso sei.
Uns por fé, outros por valores vários,
foram mártires, disso eu muito recordei.
Tais pessoas foram torturados e mortos.

Pensai neles,  pois assim fazei então.
E em nós  também, neste mundo,
de tanta mas mesmo muita podridão.

Que mudem os homens e os corações,
Isso eu me empenho e faço tudo,
para que  todos sejam irmãos!
74

A Marca

E a segunda besta, fez com que fossem mortos,
todos os que não adoraram a imagem da besta.
E fez com que a todos: Pequenos e grandes, ricos,
pobres, livres e escravos, na sua mão direita ou testa...


Lhes fosse posto, uma marca ou sinal, marcado.
E ninguém podia comprar alguma coisa,
que disso necessitasse no público mercado.
Nem mesmo de vender sem isso, alguém ousa.

Há que muita sabedoria nisto ainda ter,
Todo o que tem muito entendimento,
Descubra o número da besta, com a mente.

Pois, número de homem, vem a ser...
Isto vós digo, pois a todos vocês!...
O número é seiscentos e sessenta e seis!


Baseado em Apocalipse 13:15-18
47

Vários



vale do Linho

Ai que saudades de ser menino!
Naquele, de Monchique, «Vale do Linho»...
Ai que dor e ansiedade!...
Como quem, perdeu a liberdade!

Laranjais, trigais e flores de mil cores...
Consolavam, minha alma, com caridade.
Naquele tempo, de minha tenra idade.
Também, pássaros eram lindos cantores!

Minhas ovelhas!... Onde estais!?...
Ai, que tanto, vos perdi!...
Mas ainda estarei, convosco, lá e ali.

Vinde ! Oh tempos eternos!... Vinde!
Vinde renovar, o que já não contemplais!
O" Vale do Linho"... Dos laranjais!


ESTAVAS LINDA INÊS

«...Estavas linda Inês...»
Nesse teu amar.
Quando os algozes tua vida vieram tirar,
Por amor teres.

Os filhos de Portugal,
E do Norte,
Te mataram de morte.
Para por Pedro, tirar esse teu amor total.

A mim não me mataram em concreto.
Nem por amor desse género teu,
Antes me matassem de morrer certo!

E nunca com esta morte minha,
Em que me mataram por amar Deus meu!
Assim sofro mais que se de morte morrera!!!






Mais vida

Já estou morto!...
Morto! Morto! Morto!...
Mas estou morto para a morte.
Porque não há, em mim, alguma com sorte.
Para este meu ser, tomar…
Eis qu’ele disse:
«…Em mim, ninguém morrerá»!
Por isso, morrendo, com este negro, em mim, mar.
Estou vivo! Vivo! Vivo! E tu viverás!
Estou podre! Podre! Neste corpo.
Mas tenho vida. Muita vida «Nele»!
Eis, que não há mal, em mim,
Nem nada em mim, torto.
Porque, já tudo brilha…
Pombas voam! Voam!... Com ele.
E eu estou levitando. Voando…
Para a eterna ilha!..


NADA I

Quem sou eu?
Quem és tu? De quem é o que é teu?
Quem é ele e sua casa?
E nós humanos, nesta vida de azafama?

O que é o humano ser?
O que é o Ser existir?
O que é o tudo ter?
O que é o nada ou tudo sentir?

O que é a paz?
O que é a guerra?
O velho e o jovem rapaz?

Eis que tudo é nada.
Nada é a terra.
Mas pergunto: Existe alguém, antes e depois do nada?

Adeus

Adeus mundo e tu tempo!
Adeus terras e longes terras!
Adeus Portugal, Algarve e guerras.
Bem-vindo sejas, tu «Todo o sempre».

Adeus pai, mãe e Monchique.
Também tu Alvor e vós Alcobaça.
E vós que me odiais, pois eis que aqui não fico.
Vou para uma terra, que nunca passa.

N'ela só há flores e pássaros.
Não há serpentes...
Há pombas, que formam arcos.

Há lá um cântico suave.
Para sempre, sempre, sempre...
Como o do rouxinol ave!


POETAS III


Poetas, poetas, poetas!

Neste assunto, continuo,

Não, que tenha mais moral ou éticas!

Isso, também assumo.

Mas sabeis uma cousa;

Nem só terra e homem,

Estão em desordem.

Mas também, existência outra...

Para equilibrar tudo:

Equilibrar o homem;

E pôr tudo em ordem;

Real e mundo...

Sim para equilíbrio, haver,

No existencial, Ser...

Caminho, alto, o humano poeta,

Deve ter, como profeta...

Não baixo e relativo,

Mas absoluto e activo.

Caminho, de ventos, de verdade.

Caminho, de águas de liberdade!


PLANTAR

És meu amigo?
Então, porque, não m´auxilias a replantar,
Este campo já antigo?...
Com rosas da cor da paz, para o mundo, perfumar!

Vamos! Vem então.
Eu sozinho, pouco faço, com tremula mão...
Bem que eu queria fazer...
Mas nem água, em paz posso beber.

Plantemos! Plantemos! A paz.
Para que o menino,
Esta acção, continuo e em homem, seja também capaz.

E sendo homem, seja também, pequenino.
E então, eu já sem tremer e todos, com emoção,
Cantaremos uma nova canção!



ELE VIRÁ
Naquele dia tudo mudará...
O que estava no coração de Deus será...
Pois ele virá...
E em acção ele reinará,
Fará sua vontade.
Nesse dia, vencerá sua verdade...
Nesse dia seu povo dirá:
Eis que finalmente, veio, o mal derrotou,
E de todo triunfou,
Sobre: a morte, maligno e inferno,
Que no lago
De fogo lançou.
Eis que ele é rei,
De toda a existência.
Dá-me: força Senhor,
Para meu louvor,
Te dar, sem impedimento,
Algum, cheio de contentamento, te adorar.
Porque nesse dia...
Assim vai ser, com absoluta alegria.
E com toda a autoridade,
Meu ser cheio de liberdade,
Te dirá, o que até então,
Este meu espírito,
Nunca na dimensão,
Humana te houvera dito!!!...

RIOS DE BABILÓNIA
Ai vós rios de Babilónia!...
E vós terras do Éden...
Terras da Suméria!...
E tu Assíria também!

E vós outras nações...
Que dessa torre de Babel...
Saíste, por erradas acções,
Como as que fez, Caim a Abel.

Estais alegres, neste momento.
Talvez, todos os filhos de Noé...
Ao mesmo tempo!...
Dizeis, que tendes fé...

Temos fé!!! Tanta fé!!!
Que o mal acabou.
Um mundo melhor, começou...
O bem, veio, enfim até...

Com verdade vos digo:
Com autoridade, vos afirmo,
Que por matardes Sadam,
Esse, que é filho de Adam...

O mundo, bem não terá;
Paz, não haverá.
Porque, quer do Sul ou do Norte...
Como ele merecemos a morte.

Somos todos maus...
Ninguém, pode matar...
Nem se gloriar,
Pois naturezas, temos iguais.

Por isso estou triste!
Por convicção ter,
Que matar, só a Deus consiste.
E não a quem o quer fazer...

Lamentai... Lamentai!
Chorai... Chorai!
Porque todo o homem, está no mal!!!
2
TERRA DO MEU NASCIMENTO

Ai minha linda Lamego!
Cidade do meu coração.
Como te ama meu ego,
Mais além da razão.

Em ti não nasci,
Mas é como tivesse sido.
Logo que cheguei a ti,
Fora como houvera ai nascido!

Apesar de tudo,
Quando os filhos do alto,
E do mundo,

Me mataram.
Não sei se a meu lado,
Teus filhos estavam?!


MENINO


Menino, menino!
Dorme meu filho,
Nesse teu sono, tranquílo
De pequenino...

Dorme, dorme criança!
Nessa tua infância...
Dorme! Porque o vento, ainda não sopra.
Só o rouxinol, música sua, toca.

E quando fores homem,
Sê menino, ainda,
Nesse estado de ordem...

Ouve música d´arpa!
Por campos, verdes, faz tua saída!
Continua, brincando


Mae

Não tenhas medo mãe!...
A Primavera vem,
Caminha então...
No caminho, que o teu jardim tem.

As flores do campo já perfumam,
Os passarinhos neidificam,
O sol brilha!
Pasta o cordeiro e a ovelha.

Por isso vive tua vida...
Porque o teu sol é eterno...
Tua luz é eterna...

Caminha nesse jardim,
Tão calmo...
Que não tem fim!



SABEI

Sabe tu terra e universo!
Que estando, como estou.
Num abismo, tão perverso!
Nesta vida e morte que sou!

E tu Pai e Deus meu!
Sim criador e vós criatura!
Aqui fala a vida que, Deus nos deu.
E que é mais alta, que minha amargura!

Estou mal, mal, mal!
Nem morto, nem vivo!
Nem nada em mim sou afinal

Mas sabei ainda: Vós Pai, Filho
E Espírito Santo, divo!
Em vós creio! E convosco, vida eterna, partilho!


AMAR

Eis, que é o vosso dia!
Sem que a noite, seja fria…
É dia de amor, nesse longo escurecer.
Mas que o vosso amor, faz nele, a luz nascer…
Amai! Neste jardim de rosas brancas.
Nesse amar, infindo, onde as pombas,
Voam ao vosso redor e cantam…
Sim!... Cânticos dos anjos, entoam…
Não façais … como eu fiz!
Que fui infeliz, no meu amar!
Mas amai! Amai!... Sem parar.
Pois, eu vosso amigo…
Também, assim fazer o quis!...
Mas vós! Sede! Zelosos e amigos…
Levai esse ramo de rosas, juntos!
E olhai para os Brancos cisnes,
Porque, vede! Como nadam,
No lago dos juncos…
Onde também!...
Há andorinhas!
E coelhos saltam, até ao ar…
Em redor, desse lago,
Que é vosso e das avezinhas.
Fazei, vosso ninho, oh rouxinóis!
Vós os dois, nesse eterno amar!...

Dedicado aos noivos…


PORTO

Porto! Porto! Cidade!
Se o soubésseis!...
Talvez me amasses!..
Pois tu tens caridade!

Oh filhos do Porto!...
Oh filhos do Porto!...
Porque a outra me fez isto?!
Porque eu nisto ainda insisto!

Ela me fez mal…
Mas tu não, afinal…
Tu não!... Não!...

Tu oh cidade! Eu te amo…
E a ela também. Ai como!..
Nem eu sei, a razão!
301

David

O reino de David o de Israel rei,
foi um tempo de respeito à lei.
Único deste modo, enfim...
Pois foi homem, de bem, sim!

Deu ao povo de Israel...
A glória da nação...
Um símbolo do reino de Emanuel,
onde haverá uma linda canção.

Bendito o que vem em nome do Senhor,
O príncipe bom e manso pastor...
O rei santo dos Santos.


O Deus grande em encantos.
Restaurou o reino de David,
nesta terra mesmo aqui!
65

Alegre

Cantam as aves no campo,
Cantam os peixes, no mar!
Cantas tu alto canto!
Canto eu por te amar!

Toda a terra adora,
a Deus nesta hora.
É tempo de adorar,
Vamos todos cantar!

Louvai a Deus!
povos seus...
Ele é Santo!

Louvai-O tudo e todos!
Nestes tempos!
Com alegre canto!
311

Minha Alma

Minha alma não se cala,
De do bem ter mensagem,
Por isso disto muito fala,
que os tristes tenham coragem!

Eu tenho boa palavra,
Para os tristes de coração.
Invoquem a Deus na aflição.
Pois só ele nos salva!

Deus vive e nos ama,
Com amor eterno.
E por todos chama.

É dia de Salvação.
No Deus tão terno,
Há ainda solução!
293

A multiplicação

Os apóstolos, havendo regressado,
contaram-lhe tudo, que haviam realizado.
Indo com eles, foram para um lugar,
chamado Betsaida, para aí ele ensinar.

Logo que a multidão soube,
que ali estava, veio ter com ele.
Para ouvir seu ensino, do reino sobre.

Ele aos doentes curou em amor.
E pão deu aos que ouviam dele,
a palavra, com muito temor!

Baseado em Lucas 9:10-17
328

Pecados

Eu tanto queria te dizer, a todo o tempo,
Estou contigo, em todo o momento.
Mas eis que não te disse nada disso.
E se o disse, não fiz mesmo isso.

Eu queria estar contígo na tua aflição,
mas eis que não te dei a minha mão.
Quando estavas a muito chorar,
Eu fingi que te não vi a clamar.

Quando não tinhas o teu pão,
eu também não te dei a tua porção.
Eu no fundo queria, sempre te amar,
mas eu, fiquei no meu só lugar.

Eu senti muito, quando estiveste, na prisão.
Mas de visitar-te, não tive tal ação.
Nem quando estiveste, doente,
eu junto de ti estive presente.

Eu te peço perdão, por isso tudo,
Eu falhei, mais que todos no mundo,
Eu te peço também a ti oh Deus,
que me perdoes, pecados meus!
319

Amor

Amor é um pensar muito em ti,
é um ausente, sempre presente,
é um sofrer, sem mal dizer, sempre.
É um estar, muito longe daqui.

E um gozo no tempo permanente,
que liga duas vidas eternamente.
É um estado de toda a perfeição,
que vem à mente e ao coração.

Mas para sentir, este clamor,
sabe, oh, gentil alma humana,
que tendes antes de ter dor.

E em vosso ser alto clamar,
com força que jamais engana,
a quem com esta dor, se diz amar!
321

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.