Hegemonia
Ouvi vós torres altas da cidade do comércio imundo,
vós que dizeis, esta cidade é minha, eu a edifiquei,
todos os altos montes e vós que sois donos de tudo,
que dais passos largos, e dizeis isto fui eu que criei.
Vós que dizeis sou melhor do que tu, não vou à prisão,
sei muito, leio muitos livros e tenho uma boa educação.
Todos vós grandes da sociedade, que ides às festas sociais,
e que pelos homens, sois adorados e considerados especiais.
E vós pobres, de espírito, que sois muito altivos,
E vos considerais sempre, muito desventurados.
Confiais no vosso muito estado diminutivo.
Vós todos diante do rei do universo, que já vem,
vós que diante dele estais nus, sereis julgados.
Vesti-vos das roupas dele, que só ele tem!
Ancião
Vai vir um tempo, em que os tristes saltarão de alegria,
assim como o Sol, dá luz ao azul lindo e suave dia.
Nesse dia haverá flores de amendoeira em abundância,
Há um bom perfume no ar, que vem de uma alegre fragrância!
As aves essas, assobiam em verdadeiro musical de notas,
Até que um ancião de dias, se sentou no trono dourado,
outras aves vêm, neste dia sem nenhum fim, agendado.
E cantam a canção, com a música que tocam as aves outras.
Aí muitas criaturas alegres e com toda a sua força,
exclamam:Tu rei eterno és digno de nosso cântico lindo,
porque tu nos deste este dia de luz, sem nenhum findo.
Depois o ancião levantou-se do trono e saiu pela terra sem mar,
E disse: Aves do céu! É esta terra para sempre toda vossa!
Possui esta terra, em vossa posse agora, terra do verdadeiro amar!
Leis
E vêm leis para tudo, leis de vida e de morte,
Tem tempo em que se queimam os Cristãos,
tempo em que se matam os judeus das nações,
como ciganos, comunistas sem nenhuma sorte.
Depois são os comunistas que matam os cristãos,
Neste mundo, há tempo de matar e de dar a vida,
de poupar os animais e tempo de lhes dar destruição ,
Tempo de aborto legal e aborto de punição ainda.
Os homens fazem leis de matar e leis de dar a morte,
de direitos e de deveres humanos, no sul e no norte
Leis justas mas também muito injustas em todo o tempo.
Mas ó tu pensamento humano! Sabe que eu creio, num tempo,
em que haverá uma lei, que jamais tem alguma mudança,
uma lei de Jesus Cristo, uma lei que é a nossa esperança!
Santo
Seus passos eram lindos, por entre a multidão,
seus olhos brilhavam de fogo e luz, e mansidão,
Sua voz era amiga, nas palavras que dizia a todos.
Aos outros só abençoava, e curava a todos.
Chorou por Lázaro e por outros como humano,
por onde ia só fazia o bem, por ser só amor.
Cansou-se como os homens e teve dor,
sofreu perseguição com ódio tamanho,
Foi zombado como um enganador e maltratado.
Lhe disseram: Tens demónio tu és maldade.
Mas ele não teve nenhum do homem engano.
Estas mãos santas que só o bem fizeram
cravejadas numa cruz elas, por nós foram.
Morreu e ressuscitou. Mas é Santo! Santo!
Verdes Pomares
Oh vós verdes pomares,
E verdes serras de Lamego!
Provai me amares,
Pois eu amor por vós tive cedo.
Escondei-me por entre vós,
De ventos do litoral vindos!
Eles com o seu soprar,
querem que fiqueis sós,
Do meu amor privados!
Mas ficai sabendo!
Vento estranhos,
Que eu e os bosques de Lamego,
não estamos de vós medo tendo!
Pois aqui os nossos bosques,
Têm a ajuda de outros ventos tamanhos,
Do alto vindos, e mais que os vossos,
estes são fortes!
Maldade
Eis que a humanidade é só morte e maldade.
No coração do homem, não há sinceridade.
Em todo o mundo, todos são agressão.
E das palavras, fazem uma maldição!
A sociedade está corrompida totalmente,
O muito sábio em letras é o mais malvado,
tendo o desplante de dizer-se sapiente,
mas nada sabe, nada tem de bondade.
Não acrediteis nos homens que prometem,
é só muita mentira, não há nenhuma paz.
As nações contra outras arremetem.
Quando disserem agora há paz de verdade,
de repente volta tudo para o tempo atrás,
E mesmo só há má humanidade!
Dormi
Estava cansado.
Então adormeci...
Foi um dia de enfado.
Parecia, que jamais teria fim.
Dormi, dormi...
Não sei por quanto tempo?!
Não me lembro.
Dessa noite em si...
Uma cousa sei.
Passou o enfadado dia.
A longa noite, terminei.
Assim acordei...
Ao som de uma música que ouvia.
O dia esse! n´ele jamais cansaço terei!
Aí de Vós
Ai de ti Jezabel!
E tu Atalaia,
E tu que mataste Abel!
E Tu dos Hunos, Átila!
E vós outros: Calígula e Nero.
E tu príncipe, do reino do ferro,
Hitler, Mussolini
E tu outro in...
Tu seiscentos e sessenta e seis;
Tu Nova Era...
Vós, que comigo, reinar não quereis.
Para vós venho...
Em hora, que já se abeira.
Para vos castigar, me empenho.
Judeus
Tu povo de Israel, ouve-me agora nesta hora,
vós deveis vos converter a Jesus Cristo, todos,
vede o que vos aconteceu nestes dois mil anos.
Depois de Cristo fostes obrigados, a ir embora.
Para todo o mundo fostes enviados, e maltratados.
Isto porque vossos pais disseram, diante os irmãos.
"Que o sangue de Jesus Cristo caia, em nós aqui deixados,
e sobre os nossos filhos, com todas as maldições.
Vede o que vos surgiu, perseguidos por todos fostes,
e por fim, o Hitler vos tentou totalmente destruir...
Acordai do vosso sono, Deus vos fez a Israel reunir.
Para que possais endireitar vossos caminhos tortos,
aceitando o Messias, que o é de verdade...
Fazei pois isto, se quereis de facto ter liberdade!
Fruto
Meu amor de algum dia que já passou,
Foste o único amor que meu ser amou.
Estás na minha mente e nos momentos,
de alguma inquietação, e de tormentos.
Lembro o passado, que eu já não tenho,
mas que fica a recordação, eu isso mantenho.
As vezes lembro o passado, para consolar,
Esta alma que agora não tem nenhum amar.
Foste linda e corajosa até ao meu lado,
conseguires estar, apesar do meu ser tolo.
E de muita asneira minha, na minha doença.
Mas entre nós ficou o fruto do nosso a amor,
o nosso filho, que eu amo muito, com vigor.
Tu és a sempre amiga, que meu ser não dispensa!