Himeros

Himeros

n. 1978 PT PT

n. 1978-01-21, RIBATEJO

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MELANCOLIA





Melancolia é saudade
De algo que já não temos,
É tristeza é desencanto
De fortuna que perdemos.


É sentimento que corroe
O coração e os sentidos,
É dor que dói e não dói
De um amor que está perdido.

É chaga, ferida, tormento,
Que cura já não alcança,
É amor em desamor
É peito ferido por lança.


É desespero sem fim
Em corpo que lateja ainda,
É dor que dói e não dói
E faz a morte bem vinda.

Himeros



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Poemas

6

Despedida



Ante os meus olhos
Fascinados de te vêr
Sublime e bela do meu mundo
Vais partir,
Recordações e saudades
Vão ficar,
Feridas insanáveis
No meu peito vão abrir....
A cada instante
Vou sentir-te em pensamento
Em cada canto vou achar o teu lugar,
Em cada flor vou mitigar a minha dor
O teu encanto no meu peito
Vou guardar.
Poemas te farei
Na solidão do meu queixume,
Jardins inventarei pr/a não esquecer o teu perfume.

Himeros


1 341

O Beijo


Beijo o teu pé e a tua mão
Beijo-te a boca e o coração,
Tomo o teu cheiro, lambo-te a pele
Sorvo o teu corpo, favo de mel...

A ti me dou, contigo grito,
Voamos os dois ao infinito,
Depois regresso, caio em mim
Somos um só, foi sempre assim...

Mas de manhã, sem o achar
Procuro teu corpo ao acordar,
Sinto que sim, que tu fugiste.

Fico sem fala, mas tudo em vão,
Foi só um sonho
Eis a questão...

Himeros


1 415

Versejador

Eu sei que não sou poeta
Mas gosto de versejar,
Gosto de arrumar palavras
E assim o tempo passar...
Sou como tu, natureza
No teu constante fluir,
Somos o tudo e o nada
Ontem, hoje, e o que há-de vir...
Nesta, ou noutra qualquer,
Somos forma intemporal,
Agora somos assim
Amanhã seremos tal....
Um tal que não entendemos
Nem sabemos explicar,
Somos sujeito e verbo
Somos amor e amar...
Hoje seremos só sonho
Mas sempre especulação,
Nós somos só natureza
Em constante evolução...
Somos barro, somos artista,
Somos tela, tinta e pintor
Somos poeta e palavra
Somos alegria e dor...
Não somos princípio nem fim
Nem tão pouco solução,
Não nascemos, não morremos
Somos arte em confusão.
Não sou poeta bem sei,
Poeta não escreve assim,
Sou simples versejador
Muito pior que ruim...

Himeros
1 260

OS TEUS SEIOS

Não são grandes nem pequenos
Fazem eles minha afeição
Seus biquinhos arrocheados
São divina tentação.
Eu bem que os queria beijar
Para meu gaudio e prazer
Eu bem gostava que fossem
Minha razão de viver.
Pla nesga daquela vidraça
Da janela que aberta deixas
Em cada noite eu os miro
No instante em que te deitas.
De assim ser culpa não tenho
És beleza, sublimação
Caminho para a loucura
É mal sem solução....

Himeros
1 208

Apenas te Amo

O que farei contigo Marta... Sussurrei-te enquanto me deitada ao teu lado na cama de alvos lençois de branco e perfumado linho.
Acomodaste-te encostando o teu corpo ao meu, eu senti no meu peito os teus mamilos hirtos.
Os teus olhos entraram nos meus e a sua intensidade deixaram-me sem fôlego.
Passei a minha língua lenta e deliberadamente pelos lábios. Tu olhavas hipnotizada para a minha língua que me percorria o lábio superior.
Inclinei-me e depositei um beijo casto e breve nos teus lábios sedentos.
Vou beijar-te em todo o lado Marta, disse-te suavemente, agarrando-te no queixo.
As minhas mãos percorreram-te o corpo, a minha boca perdeu-se na tua.
O teu pescoço tentava-me e não me contive, e nele depositei beijos sem fim, contigo já ofegante.
Desci até aos teus mamilos, que ternamente beijei. O prazer e o desejo já se havia apoderado de nós.
Desci até ao teu ventre e no teu umbigo depositei beijos de ternura,
As tuas ancas começaram a remexer-se.
Aproximei-me do teu sexo, tu perdeste o controlo de ti mesma e mais parecia que entraras em delírio.
Coloquei-me no meio das tuas pernas e pedi-te que as levantasses em angulo próximo dos 90º e tu acedeste.
Agarrei-te nos tornozelos, e suavemente, os dedos dos teus pés, um atrás do outro, foram entrando na minha boca, que sem pressa, os ía sugando.
Em baixo, no fundo das tuas pernas, agora colocadas ao alto, o teu sexo, visivelmente intolerante, esperava-me.

Para a Marta com todo o meu amor
Himeros
1 401

Eu endoideço

Eu, endoidecido pela impressionante beleza do teu corpo, deliciando meus lábios no polegar do teu pé direito, que, de quando em vez entrava na profundeza da minha boca, o que, ainda que momentaneamente, me levava a imaginar-me num mundo irreal, onde só a beleza e o amor tinham guarida.
Tu arfavas e davas largas ao teu prazer, de quando em vez os nossos olhos encontravam-se, e nos teus eu via o sorriso da tua gratidão.
Mudei de pé, e contentei o polegar do pé esquerdo para que não ficasses zangado. O êxtase repetiu-se...
Cuidadosamente te distendi as pernas, que sobre os lençóis de linho, eu quiz que ficassem entreabertas.
O teu sexo, belo como se de obra de arte se tratasse, estava agora ante os meus olhos de espanto, esperando o beijo desejado.
Mas eu queria saborear aquele momento muito à minha maneira, e nos teus joelhos eu depositei beijos quentes, mordisquei-te um atrás do outro, e empreendi o caminho que traçara na minha mente.
Eu havia ficado fascinado com a beleza interior das tuas pernas quando as tiveras naquele ângulo de 90 graus. Como me podia esquecer.
Empreendi o percurso beijando cada uma delas centímetro a centímetro daquela pele macia. Parei ao chegar às tuas virilhas, abri-te mais as pernas, tu não resististe.
Deliciei-me lambendo, em movimentos muito lentos, cada uma das tuas virilhas, tu contorcias-te, tu imploravas que parasse, que não aguentavas aquele delicioso prazer.
Em tuas palavras de paixão me dizias, vou ser tua, não resisto, é muito, muito bom, para meu amor...
Levantei a cabeça, olhei-te nos olhos, e soerguendo o meu corpo, fui depositar um beijo profundo na tua boca... .
Com todo o meu amor
Himeros
1 248

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