Isabella Nascimento

Isabella Nascimento

n. 1987 BR BR

n. 1987-08-11, Em algum lugar do mundo

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De hoje em diante

De hoje em diante
Meus olhos não olharão mais
Teus olhos
Minhas mãos não entrelaçarão mais
Tuas mãos
Meus ouvidos não ouvirão mais
Tua voz
Até doce do teu sorriso
Será esquecido
Não quero mais ouvir
Tuas palavras vãs
Não quero mais sentir
Tua respiração
Agora eu vou
Pegar meu coração de volta
Pois dele tu zombastes
Ristes
Brincastes
Perdestes




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Poemas

5

JANELA

Olhe olhos tão negros
Tal qual um lago profundo
Águas paradas, porém densas
Deu medo, causou arrepio
Taquicardia repentina
Esses olhos não estranhos
Já o vira outrora
Ou será que não?
Em outra face talvez
Certamente era o mesmo brilho
Não corri, não me escondi
Paralisei...
Tão sério, tão fixo
Tão sóbrios e marcantes
Uma música cuja letra não conheço
E uma canção serena na mente
Olhos negros e profundos...
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PALAVRAS

Pergunto insistentemente
O que são palavras
Há tempos era a própria honra
Os conquistadores a usavam
Para seduzir lindas donzelas
Pra outros eram seladas
Com um fio de barba
Tem gente que nelas confiam
Sem nada questionar
Outros delas tudo duvidam
Folhas jogadas ao vento
Que quando está calmo
Quietas elas ficam
Mas basta um vento mais forte
São levadas embora
Perdem-se em si mesmas
Palavras inquietam-me a alma
Mas sozinhas, apenas uma coisa representam
Palavras, apenas palavras...
Palvras conquistam, de única forma
Com ações... precisam de ações
Porque sem ações, perdem-se pra sempre.
616

Pobre estrela tão alta

Pobre estrela tão alta
Brilha sozinha no seu céu tão escuro
De longe apenas observa
Outras estrelas a brilhar
Mas carrega a certeza
De que tamanho brilho como o seu
Em outra não há
Mesmo tão luzente e ardente
Sabe que só tem que ficar
Que o seu brillho tão lindo
é apenas para se contemplar
Pobre estrela tão alta.

615

SEGREDO

Um lugar que não sei onde
Um rosto que não defino
Um som que não posso ouvir
Um enigma a descobrir
Diferentes maneiras
De a vida perceber
Comum em algum sentido
Algum pensamento
Em alguma nota
Alguma leitura
Algum momento
Dois segredos
E uma intuição
498

CRISTAL

Calaram minhas palavras
Já não podem soar aos quatro ventos
Um prenúncio de boas novas
Que se desfez qual bruma
Um toque, trincou-se
O que era, já não é
Tentar reparar,
Quebra e sangra
Arriscar é preciso
Talvez se restaure
E não se despedace
Ou talvez vire pó
E não haja outro fim
Senão um canto qualquer
Que torne um lindo cristal
Guardado, esquecido













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