Isabella Nascimento

Isabella Nascimento

n. 1987 BR BR

n. 1987-08-11, Em algum lugar do mundo

Perfil
26 586 Visualizações

De hoje em diante

De hoje em diante
Meus olhos não olharão mais
Teus olhos
Minhas mãos não entrelaçarão mais
Tuas mãos
Meus ouvidos não ouvirão mais
Tua voz
Até doce do teu sorriso
Será esquecido
Não quero mais ouvir
Tuas palavras vãs
Não quero mais sentir
Tua respiração
Agora eu vou
Pegar meu coração de volta
Pois dele tu zombastes
Ristes
Brincastes
Perdestes




Ler poema completo

Poemas

7

Mudanças

A cada dia somos um novo ser
Hoje diferente de ontem
E amanhã diferente de hoje
E não há nada que se possa fazer
Para evitar essa mudança
É inconsciente
Involuntária
Irrevogável
Somos outros porque
Cada dia é um novo dia
Que nos molda
Nos modifica
Nos esculpe
Cada dia com seu sofrimento
Cada dia com desilusão
Cada dia com sua dificuldade
Cada dia sua alegria
Tudo nos marca e nos transforma
As pessoas que estão em nossa vida
Também influenciam no ser que somos
Aceitemos ou não
Seja com uma ação
Uma palavra
Um sorriso
Um silêncio
Somos obrigados a mudar pelas circunstâncias
Mudamos porque o tempo muda
E também porque não podemos ficar estagnados
Mas mudanças doem e ferem
Porque requer sair da zona de conforto
Ir ao encontro do novo
Ou de encontro com ele
Mas o mais importante
É que mudemos
Mudemos pra melhor
489

NÃO VOU MAIS FAZER PLANOS

Não vou mais fazer planos
Não vou mais esperar
Não vou mais me iludir
Não vou mais sonhar
Vou seguir conforme o momento
Porque eu já fiz planos
Eu já esperei
Eu já me iludi
Eu já sonhei
Os planos falharam
A espera nunca chegou
A ilusão me cegou
E o sonho tornou-se pesadelo
Então vou viver o momento
Vou me conformar com o que vier
Confiarei apenas nos meus olhos
E os sonhos, trocarei por realidade
Quem sabe assim as coisas aconteçam
Os momentos cheguem
Eu seja surpreendida
E seja feliz, não somente nos meus sonhos
Mas na minha realidade!









1 010

O passar do tempo

Os anos passaram depressa
Quase não percebi
Ainda ontem era uma pequena
Cuja boneca era uma flor
Falava sozinha
Pensava alto
Na palma da mão
Uma joaninha
Passaram tão rápido
Esses anos tão longos
Vinte e cinco
De um século, um quarto
Uma pequena história
Escrita no tempo
Uma coisa se mantém
Desde outrora
E persiste até agora
O mesmo olhar
Os mesmos olhos
Doces e pacíficos
Quentes e intensos
Antíteses frequentes
E assim se manterão
Até que se fechem
Ou que em sono retornem

465

INTROSPECÇÃO

Hoje, apenas hoje
Irei me recolher, me esconder
Como um caramujo que se guarda
Em sua concha
Não quero falar
Não quero ouvir
Não quero ver
Me trancarei dentro de mim
Viajarei dentro de cada veia
E de cada célula de meu corpo
Analisarei meu coração
Olharei minhas feridas
Minhas cicatrizes
Pensarei em meu proceder
Reverei meus sonhos
Reinventarei minhas ilusões
Contarei mortos e feridos
Farei como uma águia
Rancarei as penas pesadas
Que apenas pesam meu vôo
Tirarei as unhas quebradas
pela luta
Deixarei apenas o que de proveito há
Então reunirei minhas forças
Sairei de minha alcova
Para um renascimento
Ser um novo ser
Fazer um novo começo
Mas a essência
A essência sempre será a mesma

540

Viajar no meu barquinho

Eu queria ter um barquinho
Pra remar, remar, remar
Quando chegasse ao meu destino
O meu amor poder encontrar

Vou fazer esse barquinho
Com muito zelo e anelo
Pois sonho diariamente
O momento em que irei vê-lo

Pra chegar ao meu destino
Terei uma longa viagem
Mas aumenta minha força
Quando penso em sua imagem

Não quero que meu amor se assuste
Por tamanha ousadia
Por querer tanto revê-lo
Penso nisso noite e dia

Fico imaginando
O que meu bem irá pensar
E se ele não me quiser
Muito triste vou voltar

E se sozinha eu voltar
Uma certeza eu vou ter
Fiz tudo o que pude
Para perto dele viver


Mas se ele aceitar
Uma coisa podes escrever
O farei muito feliz
Enquanto ele viver

Seja sim ou seja não
A certeza irei ter
E a vida continua
Na dúvida não se pode viver






517

Noites de tormentas

No leito do meu mar
Tento dormir, não consigo
Os lençóis são águas profundas
À frente e atrás de mim
Nadar não sei, e água sufoca-me
Ir adiante não consigo
Voltar já não posso mais
Escuridão, nada vejo
Tenho sede, bebo dessa água
Que apenas faz-me mais sedenta ainda
Numa prece peço ao Senhor
Que me mande uma ilha
Preciso de terra firme
Que meus pés toquem o chão
Pois em águas tão profundas
Não sei até quando aguentarei...

614

Metamorfose

Sinto-me qual lagarta
Dentro do seu casulo
Pobre lagarta sem forma
Sem liberdade, sem brilho
Sente muita dor em seu aperto
Não conhece o mundo
Não sabe o que a espera
Uma hora de uma forma
Outra hora de outra
Qualquer tentativa de ajudá-la
Apenas causaria mais sofriemento
Trata-se de um processo natural
Repentinamente sente uma profunda dor
Chega a imaginar que não mais viverá
E no clímax do seu sofrimento
Algo maravilhoso acontece
Uma frecha de luz
Ameniza-lhe a dor
A brecha abre-se mais e mais
Sua dor esvai-se lentamente
Mas ainda sente-se fraca
Não reconhece seu corpo
Percebe asas brilhantes
Ainda tímida esboça voo
E num súbito ato de coragem
Abre suas asas e voa
Voa, voa, voa
596

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.