Isabella Nascimento

Isabella Nascimento

n. 1987 BR BR

n. 1987-08-11, Em algum lugar do mundo

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De hoje em diante

De hoje em diante
Meus olhos não olharão mais
Teus olhos
Minhas mãos não entrelaçarão mais
Tuas mãos
Meus ouvidos não ouvirão mais
Tua voz
Até doce do teu sorriso
Será esquecido
Não quero mais ouvir
Tuas palavras vãs
Não quero mais sentir
Tua respiração
Agora eu vou
Pegar meu coração de volta
Pois dele tu zombastes
Ristes
Brincastes
Perdestes




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Poemas

37

Profundidade

Ouço constantemente palavras vazias
de sentido, sentimento e profundidade
Gente como muitos objetivos e nenhuma direção
Labutam por labutar
Amam por amar
Fazem por fazer
E e o pior de tudo
Vivem por viver
Querem boa labuta
Mas esforço nenhum empenhar
Querem um grande amor
Mas nenhum amor querem dar
Querem tudo na vida
Mas nada compartilhar
Buscam todos os amores
E a nenhum se permitem amar
A mim agrada a solidão profunda
À companhia superficial
Agrada-me o nada
À labuta sem suor
Agrada-me amar sozinha
A amores sem razão
Agrada-me viver cada segundo
A passar pela vida sem sentido profundo

541

De hoje em diante

De hoje em diante
Meus olhos não olharão mais
Teus olhos
Minhas mãos não entrelaçarão mais
Tuas mãos
Meus ouvidos não ouvirão mais
Tua voz
Até doce do teu sorriso
Será esquecido
Não quero mais ouvir
Tuas palavras vãs
Não quero mais sentir
Tua respiração
Agora eu vou
Pegar meu coração de volta
Pois dele tu zombastes
Ristes
Brincastes
Perdestes




656

Astro-Rei

Todos os astros desejam me amar
As estrelas anseiam por minha pele
Mas nenhum desperta em mim
O desejo de amá-los também
Exceto um
O sol

O sol irradia alegria
Toca minha pele
Penetra no meu peito
Me rouba inteira
Me mantém refém
Me faz prisioneira

O astro-rei é exuberante
Desnuda tudo
Que guardo no peito
Me seduz inteira
Me faz escrava
Do seu calor

Quando estou aquecida
Me faz esquecida
Esconde-se em densas nuvens
Distancia, esfria
Congela
Deixa me fria a pele








612

Única

Dizem- me que sou normal
Entretanto, fujo insistentemente à normalidade
A simples ideia de ser comum
Apavora-me

Como posso ser normal? Ou comum?
Se a própria natureza
Desenhou em minhas mãos
Traços únicos que jamais serão vistos em outras mãos?

Como posso ser igual?
Se o próprio brilho dos meus olhos
Não se encontram
Em nenhuns outros olhos?

O mundo que eu vejo
Certamente não é
E não será
O que outro vê ou verá

Cada dia, cada minuto, cada segundo
Apenas eu os poderei narrar
Cada memória, cada lembrança, cada sentido
Apenas em minha mente poderão regressar


590

Ganhar ou Perder

é um jogo, sim é um jogo
Que embora eu use todas as cartas
Certeza não tenho
De que irei ganhar

As cartas estão na mesa
Sentamos frente à frente
Dois astutos jogadores
Com estratégias opostas

Um blefe luminoso
Mostra me quem é
O melhor jogador
De perdedor a ganhador

Mas será que quem perde
Realmente perde?
Será que quem ganha
Realmente ganha?

Ganha-se por perder
O que não tem valor
Perde-se por ganhar
O que por suposto se ganhou
540

Sede


Espero,
Indecisos pensamentos
Cercam-me
Como sombras

Ignoro,
Suaves lembranças
Vem-me
Como sono

Afasto,
Doces desejos
Aguçam-me
Como fome

Procuro,
Amargo sabor
Corrói-me
Como veneno

Oh Senhor da razão,
Dize-me, qual copo
Saciar-me
A sede?


632

Poeta da Alma

Entre mares profundos
Mentes conectam-se
Conhecimento atrai
Personalidades distintas

Grande pequeno mundo
Com suas fronteiras invisíveis
Rompidas por vontades uníssonas
Doce imaginação

Linguagem da alma
Desperta o desejo
De desvelar imaginação
Comprimida nos olhos

Um rosto, um olhar, um sorriso
Um momento, um lugar
Aonde? Digo avidamente
Não sei

O que importa?
A voz da alma é só uma
Aqui, ali, agora, depois
Tanto faz
604

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