Poesia
Sinto-te, poesia,
como a um ente autônomo,
meu outro
que não volta a ser este,
visto que em ti não me reconheço.
És como um deus que crio,
que então me cria
e me abandona.Sinto-te, poesia,
como a um ente autônomo,
meu outro
que não volta a ser este,
visto que em ti não me reconheço.
És como um deus que crio,
que então me cria
e me abandona.Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.