Izabella Zanchi

Izabella Zanchi

Izabella Zanchi, autora de O Garçom B. (heterônimo Alma de Assis) e Respiração Boca-a-Boca/ poema romance de poliamor (pseudônimo poético Flor de Maria d'Alma e Saudade).

n. 0000-12-31

Perfil
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LUA PRÁVIDA

M E U A M O
R E N T R E V A D O N A
M E L A N C O L I A



LUA PRÁVIDA



Lua de gás

Se move

No norte

Açoite

Ou vórtice

De sombra

Lilás...



Lua

Me rouba

A serenidade...

Lua viva

Cor de mate



Luz que anima

A minha alma

Luz alva

De matiz doentio

Gira no rio

Vago da noite



Lua de linho

Ao norte

Deserta e fria

Frígida, funesta



Me abraça

Assombrada

Vaga, vasta,

Na mata

Da saudade tua



Agora trágica

Právida

Lívida

Lua...
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Poemas

4

DESEJO

DESEJO

Olhos teus violáceos

Os teus lábios lassos...

Ardentes beijos meus

Arfam à luz do adeus.



Teus olhos violáceos

Rescendem a morte

É o amor, fel mais forte,

Que teus olhos baços...



Teu olhar de brilho roxo

Tem uma alma escura

Chama trêmula e pura

De lentos ventos frouxos.



A tua alma esgazeada

Tremeluz em tom lilás,

Morte-cor desesperada

De dores e paixões más.



Magenta é o teu frio
desejo

Entre o fogo dos meus
beijos.



Lenta a alma que sangra
azul

Sobre as geadas mórbidas
do sul.


MEU AMOR ENTREVADO NA MELANCOLIA






802

SONETO DO AMOR MORTO

SONETO DO AMOR MORTO



Flores roxas sob o teu
rosto

Morto na fotografia

Resplendem quais círios
tristes

De face siderada e
doentia.



Vã quimera deste meu amor

Um cadáver que eu carrego

Junto ao meu peito
inquieto

Túmulo de devastadora dor.



Triste fim de quem amou os
ventos!

Vazia é a minha ilusão
soturna

E débeis os mais puros
sentimentos!...



Olhos teus perenes e
inertes

Na moldura dourada e fria

De um amor morto numa
fotografia...







817

ALMA

ALMA





Alma tua: uma lua escura

De ardente fel, impura,

Castiga-me a alma, dura

Com olhos de loucura.



Alma triste, devota

A minha que se volta

Ao véu da morte, e corta

A noite, branca e morta.



Almas selam as naus

Do Deus profundo; a cal

Entre a beleza e o averno



Do amor, o gelo eterno

é tua alma, flor vernal

O meu amor, o meu mal.



832

LUA PRÁVIDA

M E U A M O
R E N T R E V A D O N A
M E L A N C O L I A



LUA PRÁVIDA



Lua de gás

Se move

No norte

Açoite

Ou vórtice

De sombra

Lilás...



Lua

Me rouba

A serenidade...

Lua viva

Cor de mate



Luz que anima

A minha alma

Luz alva

De matiz doentio

Gira no rio

Vago da noite



Lua de linho

Ao norte

Deserta e fria

Frígida, funesta



Me abraça

Assombrada

Vaga, vasta,

Na mata

Da saudade tua



Agora trágica

Právida

Lívida

Lua...
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joao euzebio

SEUS POEMAS SÃO MARAVILHOSOS HOJE VOLTEI A POSTAR OS MEUS VISITE ME ME

Michel Gailard

UM NOTÁVEL TEXTO DE SUA AUTORIA Poeta Izabella Zanchi, bom dia! Li este seu texto “ROSÁRIO” e gostei bastante de sua forma de se expressar. Você é uma daquelas pessoas que sabem o que, e do que está falando. Mesmo sendo agente literário, e prestando serviços para várias editoras, recentemente publiquei alguns de meus escritos em uma antologia produzida pela Editora Palavra é Arte. O sistema que eles utilizam para o edição de livros é algo inédito. Nós autores não gastamos nada com produção da obra. Os exemplares nos são disponibilizados no sistema de venda consignada. Isto quer dizer que se alguns exemplares não forem vendidos, podemos devolvê-los, e estes serão doados a bibliotecas públicas e presídios, inclusive das cidades onde moramos. Como gostei muito da forma como você escreve, pedi permissão à editora para convidar você e mais oito outros autores, para participarem de uma das próximas edições. Se um de seus objetivos quanto à Literatura é ter seus textos publicados em forma de livro impresso, acredito que esta seja uma boa oportunidade. Por isto peço permissão para que façam contato com você e lhe enviem o material referente à publicação. Espero que desta forma, eu esteja retribuindo a sua amizade. Se for dar resposta a esta minha mensagem, gostaria de pedir-lhe que, por gentileza, envie sua resposta para o meu e-mail pessoal que é este: [email protected] Um abraço fraterno, Marc Burnier