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Palavras autorais a serem compartilhadas.

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Pessoas Ruínas

81. Pessoas Ruínas | 10.09.2020 | Autoral de izasmin

Aqueles traços que nos aproximam,

Envolvem de forma indescritível,

Por um tempo nos animam,

Até explodirem o míssil.


A luz do dia vira escuridão,

Atrai para perto e ataca...

Armadilha para a solidão.


Tamanha areia movediça,

Mais movimento, menos saída

Surgem para nos deixar em ruínas

Labirinto que promove desgaste total.
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Biografia
A arte das palavras concretiza os mais diversos pensamentos, trazendo profundidade e identificação com os sentimentos do autor. Não que eu seja a pessoa mais indicada para falar sobre composições literárias, mas compartilho aqui alguns versos sinceros.

Poemas

4

Sem chão.

100. Sem Chão | 28.11.2020 | autoral de izasmin

Desnorteada,

Sombras do nada,

Permeiam-se ao redor.


Já não há conforto,

Aparência é mero adorno,

Distância entre ter e querer.


Inconformada.

Sou feita de falhas,

Cada vez mais fraca.


Decisões errôneas,

Pouco contestadas,

Difícil de serem contornadas.


É escuridão,

Escolhi um caminho cego,

Vivo do medo e do perdão

Para preencher meu ego.
2 189

Sou.

Sou filha,
Sou certinha.

Sou mais velha,
Sou maturidade.

Sou vela,
Sou só.

Sem teu conforto, me abrigo em mim mesma.
Tão perdida e inconformada com tal situação.
143

Amarela

Menina Amarela | autoral de izasmin

É ela,

Nem morena,

Nem branquela.


Singela,

Medo de viver,

No fim amarela.


É aquarela,

Em tom monocromático,

Meio-termo, vivendo por tabela.


Quer ser aquarela,

Mas se perde nas cores,

Deseja uma realidade paralela.



Não é pelo tom loiro ou tom de pele,

Representa apenas a palidez do ser,

É aquela cujo nome você esquece,

Sem ter um porquê de conhecer.


09 de Novembro de 2020.
1 004

Estrelas

94. Estrelas | autoral de izasmin

Alguns se referem às estrelas,

Outros afirmam ser apenas poeira,

Quando tudo se apaga, haja nevoeiro.

Em outra vida existe assim tanta tristeza?


Em um pânico indescritível e apático,

Poderíamos ser mais simpáticos,

A cada segundo eu me mato,

Por conviver nesse estado.


É um mal necessário, difícil aceitá-lo.

Queria poder ter ajudado.

Mas era inevitável.

A vida é frágil.




02 de Novembro de 2020.
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Comentários (3)

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luisa_a
luisa_a

intensa!

CORASSIS

Tão jovem e tão poética! lindo ler te .Parabéns poetisa.

joaoeuzebio

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