Jamaveira Marx

Jamaveira Marx

n. 1954 BR BR

J-untando os cacos A-ndo no compasso M-edindo o tempo A-procura da eternidade... V-ersos aos ventos E-m águas turbulentas I-mponho o timão R-odo a rota A-lém mar...

n. 1954-06-19, João Pessoa

Perfil
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Foi assim

Foi assim

Sugaste tudo que eu tinha de melhor
O amor que era minha estrutura
Fizeste dele mera cabana de palha
Qualquer ventania sacode as paredes
De barro e areia o alicerce
Estou a mercê de cair a toda hora
Desde que voce foi embora

Os caminhos que rodeiam os jardins
Hoje meros corredores sem flores
Na verdade nunca existiram
Foram criados na minha imaginação
Ali onde me juraste amor de verdade
Vejo agora a arvore da mentira
Frondosa balança cheia de vida

Jamaveira
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Biografia


J-untando os cacos

A-ndo no compasso

M-edindo o tempo

A-procura da eternidade...

V-ersos aos ventos

E-m águas turbulentas

I-mponho o timão

R-odo a rota

A-lém mar...



Jamaveira®

Poemas

1

A flor do medo

A flor do medo


Sobressaltei de madrugada

Olho assustado pros
lados

Aquele olhar de justa
causa

Faz-me tremer de
medo...

A razão chegava
sem-hora

Marcando em juízo as
provas

O leito agora minha
alcova

Todas as sombras
aflitas

Ecos escapam pelas
frestas

Correm em direção
certa

Buscam perdão
comunhão

Os olhos arregalados
espreitam

No parapeito gato
preto

Seus gemidos sinfonia
fúnebre

Meu coração triste
regência

O vazio é tão grande

Vejo todos os sonhos
caírem

O tempo túnel escuro

Pensamentos em
purgatório

Clamam perdão em
agonia

Vampiros malditos
sugam o lirismo

Resta apenas a
realidade

Na ventania gélida se
foi à utopia

O inferno abrigo pungente.



Jamaveira®
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