jbcampos

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n. 1946 BR BR

Escritor best-seller - psicanalista - teólogo - aposentado.

n. 1946-02-27, Tatuí SP

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Somente o aprendizado se eterniza

Somente o aprendizado se eterniza

Estive pensando profundamente nos fundamentos da existência, uns nascem, enquanto, outros se extasiam, uns choram e outros riem. Assim a vida e trazida e varrida sem o menor constrangimento.

Lamento a minha falta de entendimento. A natureza apresenta sua fria realeza, na realidade nua e crua de sua própria natureza. Sua beleza em sua fortaleza não anuncia o norte da morte, apenas cria dissolvendo a sorte. Nessa minha ignorância, tento; apalpando o intento compreendê-la em minha ânsia azia, azulada pelo beneplácito de generoso dia. Porém, somente faço ensacar o vento do meu arreliento e arredio pensamento. Ao levantar a taça do lado do firmamento ensaco fumaça também, do cachimbo de algum ser que acha graça ao gozar do padecer cinzento afetado por alguma desgraça. O pleonasmo traz o azo da mais pura fantasia em um arraso de anunciar atraso. As controvérsias arrasam na fria dicotomia. Nasci a ouvir um farfalhar de quente inverno e de aguardente fria de trincar os dentes nessa vida de agonia. Realmente não dá para se fazer transparente, mormente quando o parente é o paciente que mente na inocência de herdeiro derradeiro a se fazer de primeiro.

Mais ou menos assim é o mistério da existência, de transparente intransparência a nos obrigar a ficar contente.

Porém, percebo que somente o saber perdura a eternidade consciente. Como o sonhar permanente, tão contundente como se fora o próprio viver da gente.

Como pode uma filha matar o próprio pai, sem o menor arrependimento, quiçá, a mãe em aflito sofrimento ao emanar cheiro de chiqueiro repleto de bodes e ali mesmo fazer sexo com seu companheiro?

Genocídios de nações contra nações, sem noções, assim sempre foi a vida humana de desumanos líderes que cauterizam a mente anuviadas de tantos ao fazerem suas matanças em ociosas pregações religiosas.

Sou mais um velho encalhado, já encarquilhado de tanto estudar o comportamento de meus irmãos desajustados com o apoio da natureza ao lado e eu neles mesclado para pegar o meu atestado. Afinal, atestado de que se meu futuro em apuro não sei antever?

Sem hipocrisia vejo o leão estraçalhar uma bela gazela sem a menor preocupação em seu coração humano, ou ao riso de hiena a devorá-la ainda viva, sem o apoio da querida morte a amenizar o sangrar de sua sorte.

Nunca pude entender o padecer da vida, porém, pela minha franca ignorância ela avança a defrontar a morte com quem fez aliança.

Parece-me que ninguém entende vintém do que significa essa existência, e vão me tachar de negativista, porém, enxergo a verdade da minha vista. Não quero cometer a hipocrisia de mentir à minha mente com grande mentira que a mim me atira no ilusório frenesi dessa mentira.

A ignorância muito me ajuda nessa jornada, à cego andejo por essa estrada na esperança de um dia entender o motivo sério desse meu viver. Creia, meu companheiro, aprender sem querer, eureca é o melhor saber sem sentir o bater na peteca.

Contudo, acho que após o sobretudo encontrarei com a felicidade, que deve ser tão inocente como minha ignorância,

Amar, somente amar, é o caminho que limita um pouco essas agruras.

Crer no bem traz a paz que satisfaz essa vida de mentiras, de enganos e desenganos.

Tudo se acaba com a morte macabra, mas o aprendizado fica marcado no volátil ser da gente.

É do nada sempre presente que se deve presentear com tal presente.

Seja apenas feliz, e já será um eminente sábio ausente.

O saber às vezes é ficar quieto.

jbcampos

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Poemas

7

Que olhar mais atrevido


Que olhar mais atrevido


Ao vislumbrar seu atrevido olhar,
confesso: Fiquei bastante inibido,
porém, fui abduzido pelo sonhar
de um violento amor descabido.
O seu olhar invadiu o meu mar,
ao marejar de minhas lágrimas
cintilantes, num rápido chispar
de uma emoção tão brilhante.
Agora você é atriz, e eu por
um triz, mero coadjuvante.


A paixão é mistério profundo
a corroer o peito do amante
galanteador galante-imundo,
ou de uma simplória mente,
de um apaixonado vacilante.


Como explicar sentimento tão nobre,
bronzeado de ouro sobre a alma presa
em laço lastro de humilhante desdouro,
o qual às vezes, covardemente alto valor
cobre, num suplício de um coração pobre
em pleno desespero desequilibrado, cheiro
de amor odiado e já voado pra outro lado.
amargurado ao pensar ter conquistado,
porém, atraiçoado pelo bem-amado.


O amor sempre é nobre quando bem interpretado,
mesmo que o choro sobre, sobre um coração culpado.
Até quando o erro erra o amor encerra por todo o lado
a dor doada pelo doador o qual será sempre coroado.


Olhar atrevido.

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213

Vida bela


Vida bela

Quão bela é a vida
Vida, sentida pelos sentidos,
realmente faz sentido diferente.
Não temos mais que o merecido.
Ainda assim o sol nasce para gente.
O sol nasce para todos os viventes,
porém, nascem árvores frondosas
também, nos Oásis mais quentes.
Veja como a natureza é bondosa,
Apenas num modesto canteiro
pode-se ver o seu mundo inteiro.
O Universo numa gota de orvalho,
ou pela mente, uma nova semente.
Para a felicidade não existe atalho,
o motivo aparente é viver contente.
O universo dá-lhe por encanto
o sentimento farto de espanto,
ao nobre e bem afinado canto
à canoro dentro de um viveiro,
livre do laço do passarinheiro.
À velhaco mundo passageiro.
Fazendo-se distraído,
e, revestido de recatado
sentido. Verdadeiro e santo,
e o seu pranto fica enterrado
num canto ao lado, fertilizado
de enorme amor sem fim
no afofado canteiro pronto,
vai plantar você só para mim.
É apenas força de expressão,
você já vive no meu coração.
Deixo afogadas as mágoas
em lágrimas desaguadas,
e moldadas em amores
ao colorir de belas flores.
Inebriado em seus odores
a Deus elevo meus louvores
por vislumbrar-me no paraíso
de lírios e; odoríferos pendores,
refertos dos mais finos sabores.
Você pode ser feliz,
e o poema mesmo diz:
Faça da sua vida, querida
matriz, esquecendo as feridas
matizadas em suas plumas lilás,
sem sofrer por querer enxergar
além do seu próprio nariz.
Não precisa ver mais.
Você, nunca verá o fim!
A terra fofa também cheira
aproximando o meu próximo,
desta morada derradeira a mim.
Igual ao bruto diamante
a ser tratado como brilhante.
Não importo, posto que tosco,
ou refinado, faço o que posso,
nas ilusões de um plano fosco.
Quero ser feliz sem egoísmo,
na felicidade do próximo.
Restar-me-á o heroísmo
sem depender do destino
se o meu próximo for próspero
tal qual a inocência de um menino.
Pode-se viver eternamente, porém,
sem jamais ver todas as belezas da vida...
Quão bela é a vida!

jbcampos

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185

Colina encantada


Colina encantada

O poeta de tanto escrever seus sonhos,
sonhou com um elevado monte a perder
de vista no horizonte, comparando-o com
sua vida naquela visão querida, consigo
resmungou: Estarei num paraíso tropi-
cal do mundo astral? Será que existe
mesmo o céu, onde tudo é o mais puro
vergel, e somente pra rimar uma rima mais
doce do que o doce mel? Não perdendo o divino
dom de rimar qualquer coisa que porventura achasse
na estrada de sua imaginação não dispensava o empoeirado
mote da criação. Não via anjos com suas asas brancas, tampouco,
arcanjos com suas ancas francas, e se perguntou: Afinal que diferença
há na canja desses arcanos; anjos e arcanjos? Não havia ninguém rezando
ladainhas naquele além, destituído de sinos e campainhas... Sequer ouvia a
alegria de qualquer criança... Encafifado olhava para os lados e nada de
anjos alados. Meio embasbacado, conjecturou consigo mesmo:
Que mundo é este que estou vivendo? Não dá nem pra
encher o saco de tanto rezar, é o norte da pura sorte,
isto aqui está longe de ser azar... Há pouco estava
escrevendo e agora estou do outro lado sonhando
acordado. Terei sofrido algum desastre atrevido e
estarei desmaiado. Estarei deitado ao lado de quem
mais amo, quiçá, no paraíso perambulando... Apesar de
tudo sua alegria superava o canto de qualquer sereia, quando
foi sacudido por Afrodite, sua antiga esposa que alardeia. - Só podia
ser você pra me tirar o sono mais uma vez... - Você resmungava
por demasia mencionando o nome de sua tia e eu escutava
o que Você dizia por repugnante insensatez... Ai o poeta
percebeu que o buraco era mais embaixo, e descartou
aquele seu sonho como se fosse o paraíso de Deus.
Porém, pensou seriamente em voltar outra vez
e, jamais acordar para este falso sonho de
viver a vida-estupidez...

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179

o abraço que cura



o abraço que cura


o simples ato de abraçar pode reduzir

a dor forjada pelo mau pensar. na sarjeta

da vida pode-se encontrar o exegeta do amor.

o verbo amar é muito enganoso, ponto. imprimir

sabedoria do verbo desvencilhar. somente pode amar

aquele que despe de si mesmo. no vicejar do velho olhar

pode-se antenar o prazer de curar pelo amor do sincero abra-

ço como traço de conjugar a si mesmo. não se trata do verbo

para o qual tem sua hora, porém, agora é abraço do amor per-

feito, sem racismo criminoso. abrace seu filho, sua esposa,

seu amigo, até o seu inimigo, mesmo com o pensamento

sincero e sem lamento, deixando o orgulho e o medo

da frustração, aliás, será que não é você que está

necessitando desse abraço amorável, é cura

da humanidade porque nele se encontra

a verdade do próprio e verdadeiro

amor. não tenha medo, abrace

a todos com amor e a sua

energia será mais forte

para protegê-lo e

ajudá-lo na sua

cura

psicossomática.


pode crer!


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159

quando o sino dobra o destino


quando o sino

dobra o destino


você

pode

ser e se

ver aos moldes angelicais

divinos ao badalar de vários sinos,

quiçá, sentir o revoar de anjos advindos

voando sobre os cais de canais divinos

de lugares lindos, vendo-se bom menino.

quem sabe se: bela donzela. porém,

jamais seja, mais um cretino. foi você

que fez o seu próprio destino. plantou

amora e não vai colher pepino agora.

preste atenção para não se ver valdevinos.

não gosta de se imaginar na peleja, tampouco,

sequer que assim seja. porém, esta vida também se

presta ao além de mais uma festa pela fresta da mais

gloriosa e universal seresta. uns despistam a vida com

igrejas, outros a regam com cervejas, há os que disputam-

na com força maluca e bruta. há os fracos desistentes da luta.

existem os barbitúricos com sabores de frutas, embora, sejam

sulfúricos como cicuta. não vai dar uma de Sócrates, à biruta.

também há trutas a pescarem suas trutas. dizem que há gente

inteligente também as malucas. não vá agora, por isso também,

fundir sua cuca. seja como for: "Viver não é flor que se cheire".

porém, o forte resiste a vida até à morte e com pouco de sorte

se esforce no equilíbrio do dom do amor o qual também advém

do além. muito além do Sul ou do Norte. porém, a vida ainda é

matizada à cor esmaecida, no laboratório do amor o qual lhe dá

vida colorida. você é o grande mistério, realmente um caso sério

deste nosso hemisfério. mas sua luta e desespero será verdadeiro

tempero da evolução, sem exagero. faça da luta seu entretenimento.

e se você não gostou dessa frase, sinto muito, ao lhe falar de lamento.

pode acreditar, não estou a esperar agradecimento, pois, tenho missão

a completar meu irmão, qualquer escrevente escreve o que lhe vem à mente.

é a prazerosa missão a qual deve se cumprir graciosamente, sorridente-contente.

é uma questão de expressão, na realidade é a Musa que usa a privacidade da mente

do missioneiro-escrevente.

porém, espero

que lhe passe

essa fase de

lastimável

tormento,

lamento.


jbcampos
119

quando o sino dobra o destino


quando o sino

dobra o destino


você

pode

ser e se

ver aos moldes angelicais

divinos ao badalar de vários sinos,

quiçá, sentir o revoar de anjos advindos

voando sobre os cais de canais divinos,

lugares lindos, vendo-se bom menino.

quem sabe se: bela donzela. porém,

jamais seja, mais um cretino. foi você

que fez o seu próprio destino. plantou

amora e não vai colher pepino agora.

preste atenção para não se ver valdevinos.

não gosta de se imaginar na peleja, tampouco,

sequer que assim seja. porém, esta vida também se

presta ao além de mais uma festa pela fresta da mais

gloriosa e universal seresta. uns despistam a vida com

igrejas, outros a regam com cervejas, há os que disputam-

na com força maluca e bruta. há os fracos desistentes da luta.

existem os barbitúricos com sabores de frutas, embora, sejam

sulfúricos como cicuta. não vai dar uma de Sócrates, à biruta.

também há trutas a pescarem suas trutas. dizem que há gente

inteligente também as malucas. não vá agora, por isso também,

fundir sua cuca. seja como for: "Viver não é flor que se cheire".

porém, o forte resiste a vida até à morte e com pouco de sorte

se esforce no equilíbrio do dom do amor o qual também advém

do além. muito além do Sul ou do Norte. porém, a vida ainda é

matizada à cor esmaecida, no laboratório do amor o qual lhe dá

vida colorida. você é o grande mistério, realmente um caso sério

deste nosso hemisfério. mas sua luta e desespero será verdadeiro

tempero da evolução, sem exagero. faça da luta seu entretenimento.

e se você não gostou dessa frase, sinto muito, ao lhe falar de lamento.

pode acreditar, não estou a esperar agradecimento, pois, tenho missão

a completar meu irmão, qualquer escrevente escreve o que lhe vem à mente.

é a prazerosa missão a qual deve se cumprir graciosamente, sorridente-contente.

é uma questão de expressão, na realidade é a Musa que usa a privacidade da mente

do missioneiro-escrevente.

porém, espero

que lhe passe

essa fase de

lastimável

tormento,

lamento.


jbcampos




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poeta digital


Bem-vindo

poeta digital


poeta, não leve a mal, eleve

suavemente sua leve mente

ao mundo virtual-espiritual.

um designer digital e poeta,

é verdadeiro atleta do bem

quando se atém ao digitar

além da bondade natural.

tem como missão o soldo

do prazer no lazer de amar.

é de um outro fino linguajar

másculo menino, html-afinco

ou html cinco, é silenciar a chu-

va num telhado de zinco, faz a luz

brilhar no ofuscado olhar, é a arte a

digitalizar. php faz o olhar tremer ao

embelezar blog no vloguear do site-

sítio dum vergel espetacular. é até

difícil de se explicar. java, no por-

tal da imaginação não trava na

trave dessa real ilusão, é pe-

la palavra que o poeta lavra

sua fala em verso adverso,

e ao digitar faz o verso se

proliferar no universo de

muitos lares, nas lingua-

gens espetaculares. na

realidade é poeta atual,

mesmo que não queira é

poliglota natural, enquan-

to a maquineta interpreta

com tamanha rapidez dois

números tacanhos, binário

extraordinário, eis a faceta

mostrada ao poeta digital.

poeta de mundo cibernético?

o poeta rima até nanopoesia.

e até no macrocosmo sideral.

agora o poliglota poetisa em

em diversas linguagens e

profetiza até na mais

longa estiagem

emocional.


hei... você é pura poesia

na noite afoita, no dia

de muita maresia.


se "sonhar é viver",

quem ousa contradizer

mundo virtual da poesia?

aliás, vamos esclarecer,

o viver é plena poesia.


vamos deixar de heresia

poeta nosso de cada dia.


jbcampos



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