Farol
Aquele vento que sopra no sul
Me lembra da noite no farol
Aquela estrela que brilha no céu
Me lembra da noite no farol
E eu ao teu lado ouvindo a tua voz
Me lembra da noite no farol, me lembra da noite no farol
Já é bem tarde muito tempo já passou
Mas na memória aquele fim de semana
E eu te peço, volte lá no verão
Volte, volte, volte no verão
Eu canto por este momento
De te ver de novo
E sentir no peito esse vento
Fico só
Toda noite você vai embora
E eu fico só, fico só
Quando falta luz
ligo a tomada nas estrelas
Ligo e não faço mal algum
Penso em você a noite inteira.
É um jeito meu
de só te amar,
de me entregar,
e ver as coisas de outro lugar
Ando só
Eu ando só
não tenho medo
sei o segredo de viver só.
Desfiz o nó
quebrei o tempo
domei o vento
limpei o pó.
Sou menino, sou um rei
Sou um mago da floresta
Crio o meu próprio deus
meu caminho não tem pressa.
É do mal que vem pro bem
tiro a força do pecado
eu não cruzo com ninguém
sem sentir o que interessa.
Sério
Eu fico caminhando quase sempre no seu calço
Eu fico disfarçando que não estou de pés descalços
Eu olho para os lados e só vejo seus problemas
A minha vida é enrolação dos meus sistemas
Eu tremo é muito louco ver você fora do espaço
Eu perco o traço, a voz, eu perco o sonho dos meus passos
Cadê a natureza, estou morando em seu mistério
E eu não me sinto um cara sério
Voltei
Voltei,
mas foi por uma razão
eu nunca lhe disse não
e não vou lhe dizer agora, não
não vou jogar tudo fora, não
não vou cortar a sentição por idéias ultrapassadas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas mágicas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas peças trágicas.
E prá falar de amor, você é sempre bela
E prá falar fazer amor, você é sempre fera.
Mas vai virar vapor, e você não vai se molhar.
Não vai causar dor, vai se vaporizar.
Vou de cabeça
Não é cinema que me satisfaz
Qualquer sujeira que criança faz
Eu quero ver aquele olhar maduro e certo do que o vento traz.
O meu problema é o mesmo dos mortais
O seu emblema é morte e é paz
Quase sempre você olha o mundo, viaja e perde o cais.
Esse absurdo, esse mistério em torno
dessas migalhas minhas de seu corpo
sempre me chegam como ironia...
mas hoje não me chegam mais...
Ou é o seu orgulho, ou é o meu mergulho.
Vou de cabeça e quero muito mais.
Muito mais!
Tá no cio
Tá no cio o que eu queria te dizer
Tá no cio o que eu sentia por você
E nunca mais me olhe não te quero nada
Acostumei sozinho ao som da madrugada
E não há mais segredos, não há mais pecados
Telefonema só se for pra dar recado.
Tá no cio o que eu queria te dizer
Tá no fim o que eu sentia por você
E num instante eu via você era errada
No próximo instante você era amada
Agora a experiência de minha mancada
Me trouxe a certeza de ficar com nada
Tá no fim o que eu queria te dizer
Tá no cio o que eu sentia por você
Jamais este problema vai ser compreendido
Eu faço um som você escuta um zumbido
Retruca o que eu penso por não ser capaz
De enfrentar seus sentimentos em plenitude e paz
Tá no fim o que eu queria te dizer
Tá no fim o que eu sentia por você
Outra estação
Antigamente quando o tempo mal passava
E o blues tocava em outra estação
Sempre que o teu olhar me condenava
Em minhas fugas pela contramão
Eu lutava contra os anseios da solidão
Escuros, desejos cegos do coração
E sonhava com teus loucos beijos, louca paixão
Tristeza de um perdido olhar na imensidão
Um só toque
Eu gosto tanto dessa menina e ela de mim
Ela sabe que me domina, e me fascina
Ela sabe que com um só toque, ou com um sorriso já consigo respirar
Eu posso até parecer um demente, um louco qualquer
agora mais consciente que sente o gosto de uma mulher
Se você me entendeu, espere um minuto
dê mais uma chance, preu acostumar
a verdade é que eu estava por fora
tanto que eu errei e só vejo agora
Na verdade
Na verdade, na verdade eu sou um desejo sem grilo
A verdade é que você me deixou.
O que faço comigo?
Eu não tenho segredo
Eu não tenho grana
Eu não tenho medo, meu dedo é minha ponta cigana.
E a minha mente é indigente
Quando falo não sente
Assustaram a gente
Ah, tô andando prá trás
E o meu cabelo é castanho
Eu tenho cara de estranho
Não me misturo com gente
Que não pretende a paz