Quero ser teu par
Não vai dar,
A pé nesse caminho
Acho que não dá.
Vou chorar,
Se eu fico sozinho
Posso até chorar
Caminhar,
De encontro ao teu caminho
Agora é caminhar
Perguntar,
Se ser o teu vizinho
Vai me saciar
Vou negar,
A solidão do espinho
Eu quero ser teu par
Pensando bem...
Pensando bem...
Faz tempo que eu não te escrevo.
Quero te amar,
Mas não sei quem tu és
E não vou saber tão cedo.
Não saio de casa,
Mas durmo só na madruga
Eu não te procuro,
Mas te quero em meu mundo
Preciso que me chegue um dia.
Mágoa
Quanto tempo se passou?
Eu não me lembro, não me lembro quanto tempo faz.
Tudo se modificou e a magoa que você criou já não existe mais.
Passo a perna no meu jeito,
Passo fevereiro,
Peço me ajudar.
Outro sonho, fuga da verdade
E eu acabo sempre por me machucar.
Se der
Se der eu ligo pra ouvir você
você dizer que não vai dar
Sentir prazer, arrepiar
E navegar em teu olhar
E como asas revoar
E pelos céus te desenhar
E como um sol te iluminar
Pelas esquinas te encontrar
E teus segredos decifrar
E novos mares navegar
Nem tudo acontece em Paris
Nem todos caminhos me levam prá casa
Nem todo o final é feliz
Nem sempre a ciência é exata
Nem sempre a morte está por um triz
Nem todo nó cego desata
Nem toda a dama é uma atriz
Nem sempre quem dá ordens acata
Nem sempre quem faz é quem diz
Nem toda a profana é vaca
Nem toda a senhora é matriz
Nem sempre o que arde não mata
Nem tudo acontece em Paris
A mão se queixa
Você sabe que é mais fácil falar do que fazer
Não me diga o que é certo e o que é errado
eu tenho muito tempo prá aprender
O que é errado, dá errado
e a gente aprende sem querer
O meu joelho é um calo
de rezar por merecer
Todas estas peças da noite
quase sempre me fazem bem
Todo esse silêncio morto
solidão
não tem ninguém
não tem ninguém
E no escuro acordes soam bem mais forte
a mão se queixa
Pena de mim
Pena, pena, pena, pena, pena de mim
Pena, pena, pena, pena, pena de mim
O vento levou-te pra longe de mim
Senti teu calor, senti o meu frio
O vento levou-te pra longe de mim
Senti o amor, senti o meu fim
Nem tudo é azul
nem tudo é um mar
nem tudo é um blue
um flerte na cara
Nem tudo é azul
nem tudo é um mar
nem tudo é um bofete na cara
O amor secou
O amor secou
e o pano acabou
não quero deixar este ano
sem o meu próprio engano
O amor secou
você me olhou
do you tem cabeça molhada
cama suada, carne de bixo
Eu quero tudo na veia
eu quero tudo na mente
eu quero toda a garrafa
e quero toda a serpente.
Quero tudo na vida
eu quero tudo fazer
quero nada dizer
e quero você a me compreender
Por isso poeta
Ele é poeta porque bebe
E bebe como ninguém
Ele é poeta porque bebe
E porque bebe poeta bem
Com o samba mata a sede
Com o conhaque faz amor
No balanço de uma rede
se deleita com o licor
Dá o drible na agonia
Janelinha no rancor
Cruza prá melancolia
E a solidão é o seu gol.
Gol!
Meu pai do céu
"Ai meu Pai, meu Pai do céu
De cachorro da moléstia
E da gota sereninha
Pequeninha, pequeninha"
Você foi o braço forte
Você encontrou a morte
Não teve o tempo certo pra sua história me contar
Você foi o vento norte
Você me mostrou a sorte
Provou que o resultado da vida é você quem faz