João António Palma Ramos

João António Palma Ramos

n. 1957 -- --

n. 1957-09-23, Palmela

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Silêncio da Paixão




Silêncio da Paixão



O silêncio é a eternidade da paixão

... que funde os nossos olhares numa expressão única

e que transforma os nossos sentidos em exaltação



O silêncio da paixão é intenso e arrebatador,

o caminho breve para o amor



Este silêncio é a coisa mais bela

...aquilo que nos transforma e nos enlouquece...

até se alcançar a entrega total.





O silêncio da paixão é aquele momento ...

quando tudo deixa de existir e

se transforma no nosso amor



João Palma Ramos

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Poemas

5

Princípio do Outono




Princípio do Outono



1.

As tardes trazem os novos tons da vida

Pairam brisas intensas no além ...

Os odores da terra renascem

E os campos envolvem meigamente as sementes

A chuva é uma bênção urgente

Pois tudo vai acontecer com mais fulgor



2.

Resplandece o nosso encanto por esta beleza

Renascem beijos e abraços nos novos sons da madrugada

E as nossas lágrimas de ternura dão vida...

Sentimos que o tempo ainda espera, calmo

Mas já se ouve a sinfonia do Outono nos nossos peitos

A compasso...





João Palma Ramos

564

Mistério da Vida




Mistério da Vida





Sempre o mistério da vida

Quem marca o tempo do nosso relógio interior

Os anos, os dias e as horas do pulsar do nosso coração

Quem controla a nossa dor

O tempo do nosso sofrimento



Hoje, o mistério da vida permanece

Não se alcança o porquê deste fim

Hoje, a dor transfigura perante o mistério

A tristeza do tempo marcado para cada ser





João Palma Ramos











561

Jardins de Outono




Jardins de Outono



1.

Nos teus jardins há sempre flores

Flores que renascem incessantemente

Flores de pétalas suaves e odores únicos

Flores de felicidade, alegria e encantamento



2.

Nos teus jardins há sempre música

Música que transforma a vida

Música que nasce da paz dos silêncio

Música que embala até à realidade do sonho



3.

Nos teus jardins é sempre Outono

Porque há sempre flores e música, vida e silêncio

Porque nasce sempre uma flor

que perpetua a beleza....



4.

Acabou de nascer uma flor nos teus jardins

Ao som da música dos silêncios



João Palma Ramos



729

Decreto


Decreto



Decreta-se,

Amanhã não serei ninguém

Por não ter o teu olhar

Por não ouvir os teus silêncios

Por não poder escutar o calor dos nossos peitos



Amanhã não haverá Pôr-do-sol

E as aves deixarão de cantar

Por estar só, por não suportar estes dias



João Palma Ramos

657

Manhãs de Domingo




Manhãs de Domingo



1.

O ar está mais leve e solto

A brisa inunda tudo de sons

A partilha dos silêncios

permite o aplauso da vida

E a intensidade do bater dos

nossos corações transforma os campos



2.

Abrem-se as portas, damos as mãos

Os sentimentos estão a compasso

Os campos entram nas nossas casas

Há, agora, a harmonia de tantas belezas



3.

As manhãs de domingo têm o fascínio que envolve tudo

As paixões da natureza agarram-nos e transmitem felicidade



João Palma Ramos



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