Joathã Andrade

Joathã Andrade

n. 1991 BR BR

Leito compulsivo, cinéfilo, amante do oculto, e um pouco de influência de Leminski aqui e ali.

n. 1991-12-28, Massapê-Ce

Perfil
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MUDAR


Melodias.
Sons de passos.
Escadas sem corrimão.
Escuro sem luz.
 
Passeios sem risos.
Bancos vazios no parque.
 
Velhos olhos sobre antigas estatuas de mármore.
O navio a zarpar.
 
Não sei por que estou aqui,
olhando para o fundo de uma existência sem volta.
 
Seguro uma carta sem nome:
nela tinha algo que poderia mudar-me,
mas mudar-me já não se faz mais necessário
 
Precisaria mudar o tempo,
precisaria mudar as palavras,
precisaria mudar o coração,
mas, mudar por mudar, não tem sentido.
 
(Joathã Andrade)
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Poemas

74

VI



Vi tudo. 
Vi o fim. 
Vi a vida.
Vi o tempo.
Mais não vi a mim!

Massapê 21/02/2020
265

PRESSA



Quem tem sede tem pressa!
Quem tem fome tem pressa!
Quem não tem nada tem pressa!
 
A vida tem pressa!
A necessidade tem pressa!
 
Quem não tem pressa, aguarda sua prece.
Quem não teme a pressa, destrói sua prece.
Quem tem tudo, pressa não existe!
 
(Joathã Andrade)

Poema retirado do livro Elegia, que será publicado em breve! 
264

MUDAR


Melodias.
Sons de passos.
Escadas sem corrimão.
Escuro sem luz.
 
Passeios sem risos.
Bancos vazios no parque.
 
Velhos olhos sobre antigas estatuas de mármore.
O navio a zarpar.
 
Não sei por que estou aqui,
olhando para o fundo de uma existência sem volta.
 
Seguro uma carta sem nome:
nela tinha algo que poderia mudar-me,
mas mudar-me já não se faz mais necessário
 
Precisaria mudar o tempo,
precisaria mudar as palavras,
precisaria mudar o coração,
mas, mudar por mudar, não tem sentido.
 
(Joathã Andrade)
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Um longo caminho


A estrada é longa,
Pista sem sinalização,
Não tenho para onde voltar,
Apenas marcas no corpo,
Ouvindo uma velha música,
Não tenho lugar,
Meu coração se tornou frio,
Não culpo ninguém,
Nem pretendo,
Os dias não são tão firmes quanto antes,
Meu velho carro ronca com o motor sem óleo,
Minhas lembranças voam junto com as aves,
Uma velha guitarra no banco traseiro,
Notas solitárias em minha mente,
Perdidas além do tempo,
Além das eras,
Como lágrimas numa chuva,
Esquecidas para sempre,
Fecho meus olhos e piso no acelerador,
Não escuto mais nada, não sinto mais nada,
Apenas vazio..................

(Joathã Andrade)
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