Jonathan Freitas

Jonathan Freitas

n. 1965 BR BR

Sobre mim... Não tenho muito a dizer... Sobre minha poesia.... Ah! Poesia... Escrevo poesia para provocar... Emoções, alegrias e lágrimas... E amor, principalmente o amor! Minha recompensa, Apenas o brilho provocado em teu olhar...

n. 1965-12-16, São Sebastião - SP

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Canção de acordar

Acordo ouvindo
As piores canções que gosto.
Rementencia as lembranças
Que machucam de saudade.
Prazer, saudoso relembrar,
Re-sentir...
Me venho todo de volta
Para mim.
Platos...
Equacionar-me no de agora sentido,
De momento vivido,
Que de certeza sem volta.
Em causa lamento misto,
Dor doce sofrer alegre lembrar...
Janela dos quinze anos
Em nova lembrante abertura,
Sofrendo de mim mesmo,
Instantes doces momentos
Da exata melhor vivencia
Do mais puro ser perdido alcançado.
Onde a ademais alma passada
De agora atentada vivenciada,
Discorre ante olhos.
Busco novo infortuito abraço,
Que de cada vez mais longe
Afasta-se de mim.
Até desaparecer, sumir de mim,
E das vista que alcanço em lembranças,
Ao findar canção de acordar.
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Poemas

6

Músicas e flores.

Sinto-me ofertando-te uma rosa...
Ofereço-te com terno carinho,
Com afago de olhar,
Com tremor de mãos
Em distorce à real formosura floral,
Mas em vibrações de sentimentos
Emanados por paixão,
Irradiados...
A todos que se vitimarem
Por minha explosão de amor,
Sofram todos de alegria plena,
Rogo-lhes tal sina,
E que todos padeçam das sensações
Do meu gozo por amor.
E que neste complexo universo
De sentimentos e energias,
Tenha eu criado o jardim
Da perfeita morada,
Do doce aconchego,
Do nosso lugar de amar.
240

Utopia

Quero parar um pouco agora,
Estou muito cansado,
Muito está cansado,
Muito está pesado,
Pesando...
Quero somente na próxima
Vez que acordar,
Estar em tudo diferente,
Pisar descalço,
Num assoalho frio de madeira,
Ouvir o ringir numa canção de começar,
Começar a andar o dia,
Querendo não largar
A preguiça boa da manhã...
Caneca com água da quinta de cerâmica,
Cambalear até a janela,
Puxar as cortinas,
E num bom-dia de luz,
Sorrir...
A brisa fresca com cheiro de dia novinho,
Ainda a beleza das cores
Embriagadas nos olhos de sono,
De sonhos...
É tudo tranqüilo assim,
Que quero acordar viver...
216

Estrelas.

Cerrei meus olhos,
Deparei-me com o mais
Lindo sorriso imaginado.
Olhos de carinho...
Semblante de luz...
Aproximei-me,
Mãos em suave toque as minhas.
Terno e longo abraço.
Boca...
Doce boca a minha tocar,
Beijo de rasuras temporais,
Emocionais, racionais...
Estrovengando sentidos.
Calor do corpo.
Coração junto ao meu,
Pulso compasso sentido.
Quero-me sempre assim,
Junto...

Em dormente sono,
Em sonho te vi ao longe,
Horizonte,
Ao por do sol.
Junto ao astro se indo,
Em ofusca silhueta.
Desaparecendo em chegada escuridão.
Estrelas em lento surgimento.
Olho-as em adivinhação,
A qual contemplar?
A qual dedicar meus versos e canções?
A qual dedicar flores
Com beijos da alma?
Do coração...
De amor...

Vago noites,
Olho e aponto estrelas,
Faço-me em canções,
Noites serenatas...

Canções estrelais busco ouvir.
A voz...
O brando som...
Desejo de branda voz a clamar-me.
Uma só vez que seja...

Coração de teu ser...

Faço-me em orações de bem querer...
Guardar-te em carinho.
Na oculta,
Desconhecida,
Ou inexistente estrela.
No imaginário sonho do som
Que espero ouvir...

Anseio de noitificar-me
Por estrela.
Estrela da flor.
Estrela da canção.
Estrela...
250

Só assim.

Chego perto de novo,
Há tempos...
Paro em olhar estático,
Indescritível sensação estorvante,
Inumeráveis emocionais...
Encontro, ver, olhar, tocar, trocar...
Calor, frio, rubor, tremor, temor...
Estar, sorrir, sentir, abraçar...
Impassáveis poucos segundos de tomar tino...
Reagir de olhos mirantes
Compulsionados de coração
Empurrando pés, mãos e braços...
Sorrir por encontrar,
Lágrimas doces por alegria,
Fazendo valer cada tempo de saudade...
Todo sentido rebentando do cerne,
Do âmago da alma...
Guardado em maior zelo, cuidado, velo...
Despejado no abraço
De satisfazer saudade,
Enganar ao tanto desejo
Escondido em não desabraçar do abraço...
Pare o mundo,
Acabe o tempo,
Infinitando momento...

Só assim...
212

Anjos vivenciais.

Acaso anjos contigo
Presentes soneiam?

Acaso anjos à volta
Revoltam fantasias?

Acaso anjos ministram
Magias para deleite encanto?

Acaso anjos luminescentes
Emanam clarescencias noturnas?

Acaso anjos matinos
Decretam luz, sons e aromas alvorecentes?

Acaso anjos laborais auxiliadores
Alegrarão a compulsa?

Acaso anjos medicais
Profilaxiarão tristezas dores e mágoas?

Acaso anjos risonhos
Dançaram envoltos na alegria?

Acaso anjos de lágrimas
Derramarão juntos em emoção?


Acaso anjos de amor e paixão
Frissoneiarão em arrepios medulais?

Acaso anjos de conforto
Aquecerão o âmago?

Acaso anjos carpideiros
Tristearão em afagos e consolos
Selando por fim a paz?

Acaso anjos jazigoais
Velarão pelo eterno sono?

Acaso anjos espoliais
Cuidarão dos germens descendentes?

Se assim o for, talvez,
No concernente olhar,
Terá sido plenamente feliz.
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Alegria.

É sempre assim doce,
Vira tudo feliz de novo...
Adversidades vez por outra,
Só pra referenciar,
Não deixar descuidar muito,
Reciclar a malemolência,
Em mais uma emoção,
De lembrar, contar,
Cantar...

Guardar alegrias
Das boas safras,
Para dias tristes...
E somar ao combustível
De recomeçar.

Asas de voar,
Pés de caminhar,
Mãos de cuidar e afagar,
Alma de sentir,
Dom comum de amar...

A rocha rompe-se
Na última investida,
O polimento se dá
No último carinho,
O horizonte é sempre
Lindo e distante...
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