josedocarmo

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Não resisti, embarquei no seu face levando na bagagem desarrumada, uma mistura de curiosidade, admiração e encanto.

Curiosidade pela disponibilidade de pouco falar de si, quase nada de autopromoção, mas envolvendo-se de forma cuidadosa e cuidadora na vida de quem por certo e por inteligência decide seguir suas orientações.

Admiração pelo conteúdo e pelo desprendimento sem abrir mão da qualidade, tipo, altivez sem arrogância e simplicidade sem submissão.

E por fim, o encanto pelo sorriso farto, pela criança sapeca e pela bela e sensualíssima mulher.Tive o cuidado de não parecer uma cantada barata, mas enumerados, são fortes motivos que justificam essa invasão, claro que de forma respeitosa, porém, sem deixar de registrar tamanho interesse numa oportunidade de uma convivência mais próxima. Você deve ser o tipo de amiga que todo mundo quer e precisa, assim como tenho certeza, que é o tipo de mulher que todo homem deseja.




Continue assim, parabéns!
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Biografia
José do Carmo Alves, nasceu no dia 28 de outubro de 1962, na cidade de Inhapim, MG, onde viveu até os onze anos. Com o falecimento do pai, mudou-se com a mãe e com mais quatro irmãos para a cidade de Barra Mansa, RJ, onde teve seu primeiro contato com a arte, através do teatro amador, tendo se destacado como autor e diretor de inúmeras peças. Escritor e compositor, o autor é membro do GLAN-Grêmio Literário de Autores Novos de Volta Redonda; do GREBAL - Grêmio Barramansense de Letras; e do CCB - Clube dos Compositores do Brasil. Conheça melhor esse artista lendo suas poesias e ouvindo suas composições musicais, que falam de amor, amizade e da vida.

Poemas

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AMOR SEM JUÍZO

Tasca-­me um beijo molhado e escandalizado, de altíssimo teor alcoólico!
Lança-­me o teu lábio de vinho Imediatamente ao mergulho em taça,
E que partículas tintas, em toneis envelhecidas,
Permita-­me degustar a acidez da uva outrora pisoteada!
Mostra-­me toda raça feminina,
Toda graça e meiguice de menina!
Suplica-­me um ápice nem nunca visto, nem nunca sentido,
Beijos roxos, cristalinos, evolventes!
Uma embriaguez planejada, explosiva, desejada!
Vá! Atire-­me o teu olhar de malícia,
Exercite a cobiça que existe aí dentro.
Crava na minha carne suas garras,
E depois,
Depois, deslize o teu beijo molhado na minha cara!
Deixe-­me tonto!
Embriaga-­te igualmente nessa aflição desenfreada
E não temas os olhares alheios.
Não te iludas às filosofias medíocres,
Nem aceite conselhos de gente “normal”.
Eu te ofereço e prometo olhos fechados,
Mãos dadas, estradas,
Corações ligados sem pensar no amanhã.
Sim, o depois não interessa,
o sofrer não interessa!
Pois, só quem já viveu seus amores,
Normais como eu,
É quem sabe quantas dores, já sentiu e já sofreu!
Rebelar é preciso!
Viver sem culpas, um amor irresponsável,
Um amor sem juízo.
Sem rima, sem nada!
Só amor!
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FALSA FLOR

Sinto-me um beija-flor num jardim de plástico

Beijando a falsa flor carente sem me contentar,
Meu pensamento sob efeito elástico,
Vaga sonso e volta tolo pro mesmo lugar!

 Na ilusão de encontrar o néctar da flor real,
Disparo-me em voos rasantes e suicidas sem temer a dor
Consciente de que a dor carnal;
Faz menos mal que a dor de amor!
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