LeeMercês21

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n. 1998 BR BR

Ja faz tempo que

n. 1998-01-21, São Paulo

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Psicodelia

Psicodelia dentro de mim, dentro de todos
Dentro dos vários eus que vagam pelo universo
Conversão de poeira galática em partes do meu ser
Terra, fogo, aguá, ar e espírito

Flui
Flui
Transparente
Escorrendo
Pelo corpo
Branco
Vazio

Sai pelo pulmão em forma de vibração atônica
Colorida, depois em preto e branco
Tornando-se uma só corrente contra o vento
Se misturando entre todos os caminhos,flúidos

Coração
Bate 
Para
Bate 

Atomos a delirar caoticamente
Explodem, 
Em forma de arcos brilhantes no caos inifinito de ser
Organizam-se e tornam a se movimentar
Movimento infinito da alma, do espírito
Gritando em nome da liberdade
Liberdade que não enxerga nos corpos

A querida matéria prende atomos
Corpos prendem mentes
Mentes deliram a se debater em busca do ser transcendental
O ser que irá transpor as mais lindas montanhas
mares, cores e estrelas e árvores

Viver
Rir
Chorar
Escutar
A dor
Dor
Latente
Late
Ninuém me escuta

As paredes,só elas guardam configurações dos pensamentos
Os objetos falam através deles, rangem
Escutam os gemidos de prazer,dor, calor
Transfusão de seres em conexão
Alquimia pura de todas as transas 

E se não houver o ser que irá tranpor as barreiras da mente
Tudo acabará como uma linda canção vazia a vagar
pelos confins do universo, pelos buracos negros e galáxias
No encontro de corações a evoluir pelo cosmos
a liberdade um dia irá chegar

Letícia Mercês
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Poemas

1

Amores

São muitos amores em cada esquina
Muitos rostos em meu coração, sem dissipação 
Muitas flores a brotar em meu peito 
Que sempre ao beijar os ventos
Me trás sede de novos temperamentos

Novos gostos, sabores e jeitos
Mais dores, mas sinestesia nos beijos
Mais orgias em outros planetas e transas espaciais
em galáxias perdidas, nunca vislumbradas a anos luz
Mais corpos entrelaçados em minhas árvores
veias e pensamento, sempre a brotar, crescer
cair e morrer, regados a paixões de súbitos 
momentos 

Em rodas gigante tudo morre,
em rodas gigantes tudo nasce
entre os meus eus imáginários e meus eus ativos
arde o eu que quer ultrapassar os limites 
do amor, da dor, das transas e agonias cotidianas
o meu ser já visceral, eloquente e quase demente
deseja se libertar
entre a ponte que nada se enxerga, mas tudo vê
com os olhos da alma, com os olhos de todos os seres
que vagam perdidos a procurar o amor em si e nos outros


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