marcelobessa

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n. 1999 BR BR

Uma personalidade contraditória em busca da verdade

n. 1999-12-14, Brasília

Perfil
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Eae

Eae, você pode me dizer se tudo continuou igual?




Eae, você pode dizer se você conseguiu seguir a sua vida, desde a última vez que eu disse tchau?




Eae, me fala, quando eu fui embora,como foi pra você depois?




Eae, você ainda vai naquele restaurante e pede um jantar pra dois?




Eae, aposto que você me esqueceu rápido também, mas teve seus momentos...




Eae, você também foi pro cinema, mas pagou a menos porque não pediu dois assentos?




Eae, depois de algum tempo, você também me esqueceu e viu que não era tão fraca assim?




Eae, você também depois olhou pra trás, coletou os meus erros e começou a nutrir um ódio sobre mim?




Eae, você também botou a culpa em mim por naquele momento estar sem chão?




Eae, você por acaso quis se aproximar dos meus amigos pra machucar meu coração?




Eae, pra parar de ouvir minha voz também procurou uma som alto de  balada?




Eae, mesmo  você sabendo que não tinha volta, chorou por minha causa na madrugada?




Eae?depois do que foi,  como vai ser?




Será que teremos uma oportunidade de se reconhecer?




Eae




























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Poemas

1

Reflexão

É estranho pensar naqueles tempos de madrugada

Onde eu chorei aos prantos pela pessoa errada

É estranho me comparar quando criança

Eu tinha certeza de tudo, e agora, a única constante é a mudança

É profundo pensar em tantas vezes que sem querer te machuquei

E não parei pra te socorrer, pois não sabia que errei

É revelador pensar que eu achava que só eu passava por esse terror interno

Quando cada um de nós, temos nossos dias de inferno

É decepcionante pensar

Que eu precisei de um parâmetro do resto para me curar

Como deus, vou escrevendo idéias certas por meio de palavras erradas

Falando dos meu demonios, que me cortam como lâminas afiadas

É como espremer uma espinha, você se machuca pra se libertar dela, mas é um alívio

As suas dores são frutas do convívio

Que impõe uma normalidade

que não há, na verdade
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