Márcia Costa

Márcia Costa

n. 1973 BR BR

n. 1973-10-24, Maricá - RJ

Perfil
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FLERTE!

Como rio que não se detém,
Frente á obstáculos...
Tua essência transbordou-me,
O pequeno frasco.
Lúbrico perfume que o ar embriagou.
Entre sorrisos, olhares copulavam.
Almas líricas deleitavam-se,
Num beijo que aquecia o corpo,
E o coração disparava desenfreado.
Paixão, Desejo sem palavras.
Ao redor, passos dormente.
Um mundo inerte... Faces de estátua.

Márcia Costa
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Poemas

29

FLERTE!

Como rio que não se detém,
Frente á obstáculos...
Tua essência transbordou-me,
O pequeno frasco.
Lúbrico perfume que o ar embriagou.
Entre sorrisos, olhares copulavam.
Almas líricas deleitavam-se,
Num beijo que aquecia o corpo,
E o coração disparava desenfreado.
Paixão, Desejo sem palavras.
Ao redor, passos dormente.
Um mundo inerte... Faces de estátua.

Márcia Costa
558

Perdoe-me, amor!

Tenho andado tão loba,
Que minha voz é uivo lascivo.
Receio lapidar versos vadios,
Ver palavras se perdendo em meu nevoeiro,
Enquanto tento convencer a saudade,
A abandonar o meu peito.

Perdoe amor por não te escrever,
Falta-me concatenação...
Tenho me embriagado com lembranças,
Em minha odisseia a gente se ama.
Sonhar é o que tenho feito.

Márcia Costa
453

DOIS EXTREMOS!

Na distância imensurável,
Criou-se um abismo intransponível,
Onde somos apenas o fôlego de um anseio.
Inacessível tornou-se o beijo, o abraço...
O calor de um almejado regaço.
Ao dormitar o corpo...
Desprende-se de frágil carapaça... A alma,
Na nau dos sonhos viaja.
O vento soprando-lhe a vela do destino,
Sussurrando-lhe as falas do amor ao ouvido.

Márcia Costa
470

SINFONIA!

Prefiro cantar o amor com o coração,
Versejar em folha branca a emoção.
Quiça as palavras criem asas.
E se assim for...
Deixe que pousem nos umbrais da tua janela,
Como se passarinhos fossem.
Ouça o amor que te canto hoje,
O amanhã é tão distante, posso não estar aqui.

Márcia Costa

Márcia Costa
429

Quarta-feira de cinza!

Sopra a brisa fria no ardoroso sorriso,
Usurpando da face a alegria - patente.
O dia cinza é a lente das vistas,
No suspirar da felicidade eloqüente.
Corre tempo! Vire a página.
Que o ano vindouro escreva novas falas.
Perdurando um enredo de cores
Extirpando perpetuamente as lágrimas.
Ah, alma cabrocha!
Perdoe a soturna cor da fantasia,
Os pés perderam o ritmo do samba,
O coração já não bate no compasso da bateria.
Que caiam do céu confete, serpentina...
Chuva de ilusão em minha avenida
O sonho acabou, tornaram-se cinzas.
Oh, poesia!
Restou-me a ressaca da alegria,
Enxugue o pranto desta colombina,
Na derradeira despedida.
Em meu peito o carnaval não termina.

Márcia Costa
460

PRENÚNCIO!

A língua é pena á falar os ditares do coração
Lampejos na escuridão, lampejos...
Chaves nos portais do pensar.
O silêncio prostrado como santo no altar.
Palavras á ressoar na intima câmara.
Trovas - versos, nos degraus da garganta.
Vitrais marejados de lágrimas, ótica embaçada.
Os sinos da inspiração á anunciar...
"Quimeras á versejar!"
"Quimeras á versejar!"

Márcia Costa

441

Prato Principal!

A face dos versos é indecifrável.
Mas, as palavras sorriem fantásticas,
Tão claras quanto o dia.
E num instante não há mais vazio,
Há um ser repleto de emoções que arrebatam.
A fragrância dos poemas frescos,
Vem acalentar as aflições da alma.
Por isso, trago sempre a mesa posta.
Pratos, talheres, taças de vinho...
Á esperar versos suculentos,
Malfadados, ao ponto...
Quentes ou frios.

Márcia Costa
455

Esperança!



Por ser vasto este sentimento que me domina.
Contentar-me-ia com migalhas...
Mas, não ficaria sem amor.
Se precisar, desfolho minha 'alma,
Jogo minhas páginas ao léu,
Na esperança de alguém encontrar pelo caminho,
Rascunhos do meu amor.

Márcia Costa
451

Amor platônico!

És meu sonho, minha insônia.
Angustiante desejo que pulsa fremente.
Sufocar-te no peito é preciso?
Como encontrar a paz dos teus braços,
Neste sentir platônico sem juízo?
Já não consigo fechar a janela do quarto,
A rua por onde passa é o meu paraíso.

Márcia Costa
478

O tempo não pará!

De repente, o passado lança-se sobre o presente.
Nossas mãos entrelaçadas,
Busco quem eu fui anteriormente.
O tempo passou, já não existe "a gente".
Nunca mais a inocência infante.
A inconstância da puberdade.
A rebeldia por quase nada.
Teus sorrisos, teus olhares ardentes.
Resta-me a saudade orvalhando na mente,
Lembranças da mocidade, no divã da maturidade.

Márcia Costa
440

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