marcioulisses

marcioulisses

n. 1979 BR BR

Amante da Literatura, Poeta, Biólogo, Mestre em Biologia Vegetal.

n. 1979-05-04, Carpina, PE

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RESILIR

Entre o conforto que enche
Meus dias de amor
Calor, cheiros, cores, sabores
Dormir    acordar

Sonhar pra viver
Atravessar nuvens júlias
Ainda que pai natimorto
Sofro

Sempre me perseguirá
A brisa felicidade  
O acalanto da bondade
Aonde for me procurará

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Poemas

13

CAMINHOS PARALELOS [para Claudia Souto]

Lembro-te menina
Linda, loirinha
Na igrejinha azul do Janga

Tão inacessível, impossível
De dentro do meu casulo

Amizade de infância
De primeira comunhão
De ética, inteligência, Direito e Ciência 

Das mesmas raízes fortes
De famílias da Mata Norte
 

149

A LUZ DO VERDADEIRO AMOR [à Mércia Moraes]

Quando o sol surge no hemisfério
Ela já está sorrindo em luz
Guerreia todo dia

A guerra do justo
A guerra do próximo 
A cuidar do universo ao seu redor

Impossível pensar vendo aquele sorriso

A ti amiga minha e de todos
Coração pro povo de rua
Pro povo carente no Sertão
Ou aonde for

Se todos fossem iguais a você...
Não haveria necessidade de céu

93

Uma Letra de Música

Se você quiser eu penso
Em realizar meus planos
De te procurar num sonho
Te rever... te cheirar...

Ver o teu olhar mirando
Te agasalhar no peito
E afugentar todo medo
Teu calor... desejo...

Nossa história nunca escrita
Na vida real não aconteceu
Mas no universo do prazer
Sempre haverá você e eu


 

95

ESPELHOS

Às vezes causa-te alumbramento
Pressentires que vivestes muito além
Do que conta tua longeva existência 
Encontras pelo caminho repetições

Pareces provar a teoria dos buracos de minhoca
E vês alguém que amastes
Em diferentes pessoas iguais
Os céticos vão dizer: DNA
Os crentes irão dizer: estais louco

Mas tu, dentro de toda tua cátedra
Em filosofia, genética, teologia e astrofísica
Terás tua conclusão estritamente científica
Está provado: hoje somos todos vampiros 

120

O FIM

Na finitude é que vês a parte mais bela
Quando és capaz de ver como enganou-se
Tudo que era lindo pra ti era nada pra o outro
Não eram tuas e de ninguém além de tudo

Sabotavam-te, galhofavam às tuas costas
Tudo era um jogo psicológico e sádico
Era tua inimiga oculta, e amiga obtusa
Estavas numa gaiola incandescente

Mas saíste, hoje quem não vê-las és tu
Por isso amor não é páreo para a amizade
Mais vale ter o coração vazio e a mente cheia
E escrever bonito sobre o que sonhavas
 

111

QUANDO DA INVASÃO DA HOLANDA [para Fernando Tiné]

Em 2024 aportou nas terras baixas um biólogo brasileiro 
Humanista, pai, versado em prosa e um exército 
Uma armada de um milhão de amigos

Um Garibaldi brasileiro disposto à guerra 
Mas só consegue levar a alegria 
Amor ao semelhante dissemelhante
 A risada na cara

Tantos amigos, família, o amam
Que a saudade corrói-lhe o peito 
De alguns é dolorido até lembrar:
O safado do Tiné! É a menção que consigo fazer 
Dessa nossa mãe

Meu grande amigo. 
Domine os Batavos
Tome as terras Mauricias 
Aguente firme, meu véi! 
Seu batalhão tá aqui...

126

A IA, YAYÁ E A MEMÓRIA DO DNA

Em estalo de iluminação
apontei José de Lima no Google
De súbito encontrei alguém
Tão importante que criou uma ponte mágica

Um herói da vida, do bom viver
Da simpatia, Orfeu da bondade
Alegria intrínseca de família
Era como se Açores, Pernambuco e o Rio
Formassem o maior continente do mundo

Faltava essa pessoa na vida de todos nós
aquela gargalhada da gente, nosso melhor gene
A gratidão dele por mim
E ainda maior de mim por ele
Sua gentileza em receber-nos, guiarmo-nos pelo Rio de Janeiro

Unir duas pontas de um terço
Que ainda desvendando-se já tem mais de quinhentos anos
Sem Wilson, não haveria essa ligação direta
Entre o Google e mim
De Izabel Pires a Manoel Cabral, de Açores
Passando por Antonio Marcelino de Lima Meirelles, de Açores
José Marcelino de Lima, Em Timbaúba

As duas contas que se uniram pela rede
Marcio Ulisses de Lima Rufino
E Wilson de Souza Lima
Meu primo? meu tio? meu irmão? todos!
Mas principalmente, a quem a graça de Deus
Pela IA ou Yayá, ou Ciabas, ou mar
Trouxe para nossas vidas com toda sua luz


 

126

RUA DO BONFIM

Quando me olhares do Bonfim
Ficarei mais gelado que cerveja
Esquecerei, esquecerás
De quem beijas
Incomodar-nos-emos como pedra no rim

Então lembraremos de quando no meu leito
Nas noites de carnaval
Depois de decifrares as ladeiras, curvas, becos
E vielas do meu peito

146

SOU

Sou cético e esperançoso
Exigente, despretensioso
Solitário e feliz
Experiente aprendiz

Paciente e ansioso
Leitor de história
A prever que tudo
No mundo, já vi ou fiz

98

VAMPIRO

Sofri na carne
Em minhas músicas
Meus livros, meus ídolos
As maravilhas e desgraças dos 60 e 70

Criei-me nos 80 e 90
Depois de ler Jorge e Gabriel
E decorar mais de mil canções
E abrir o ouvido

Hoje sou um vampiro 
Tenho na cabeça
Mais de cinco mil anos

97

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