Matheus Dantas

Matheus Dantas

Criado no ambiente urbano da metrópole paulistana, sou considerado um membro divergente em meio a normalidade que me cerca. Atualmente, sigo rumos alternativos para ter diversas experiências e contemplações diante dos aspectos vivenciáveis que essa existência me proporciona.

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Perfil
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TEMPORALIDADE AMÁVEL

A ternura dos nossos corpos se envolve livremente
Num compasso intenso.

Preenchendo, os campos inabitáveis das emoções que sentimos
Acima dos toques de prazer concedidos
Onde o desejo toma-nos conta.

E os aspectos do momento proposto,
Torna-se um deleite imutável.
Diante das vistas cansadas que obtivemos,
Entre as orientações defeituosas adquiridas
Para eternizar esse instante;

Alocado dentro de nós.

Tendo a objetividade de dissipar, a dor que construímos
Durante as relações conturbadas,
Sobre o efeito de um mero gesto de afeto
Delineando estes corpos envolvidos.

Na diversidade sensitiva dos beijos e carícias conforme o tempo,
Estende-se mediante aos sentimentos tímidos o qual depositamos
Nesse evento repleto de satisfações, 
Numa eficácia de prazer contido entre tantas desventuras.

Onde uma simples formação de fisionomias difundidas
Se caracterizou para suscitar os sentimentos perdidos,
Nas desilusões inteiramente dedicadas a uma frustração já vivida
Perante as transformações que adqurirmos.

E o que mais quero nesse instante,
É simplesmente esquecer, dos acontecimentos ruins
Existentes nos hemisférios atuais da minh'alma.
A fim de mergulhar nos teus braços,
Pedindo o abrigo necessário
Do qual não tive a oportunidade de criar convivência.


Devido as instabilidades, a qual ronda esse conjunto de trejeitos errôneos
Diante da temporalidade;
Que renova amplamente essa conexão de deslizes,
Mergulhando na intensidade apreendida.
Dentre a projeção das óticas que usufruímos
Quando olhamos pela primeira vez um para o outro.

São Paulo - SP
18/11/2019.
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Biografia
Não tenho muito para dizer. Só sei, que as vanglórias nunca fizeram parte da minha essencialidade e convivo com a dor da mudança árdua e os conflitos intensos dentro de mim. Para conceber um ato de insanidade em meio a solidão.


Criado no ambiente urbano da metrópole paulistana, sou considerado um membro divergente em meio a normalidade que me cerca. Atualmente, sigo rumos alternativos para ter diversas experiências e contemplações diante dos aspectos vivenciáveis que essa existência me proporciona. E não sei ao certo, se isso irá me destinar novas ações e concepções ante a cada dilema e erro que cometi. Entretanto, prossigo na sombra sem ter a confiança íntima no que nisso pode resultar no final.
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Poemas

2

SINAS DO RECOMEÇO

Observando incessantemente essas nuvens cintilantes
Percebo que elas incorporam este vazio;
Num encontro do anuviamento incompreensível de se entender
Assemelhando-se aos motivos tênues dessa dor,

A qual, se intitula como um parecer da estultícia constante
Internalizando-se na tu'alma certos contrastes minuciosos.

Possivelmente, a paciência é o principal fator ausente nesse período contínuo e vertiginoso
Durante a existência, sem consciência da tristeza ininterrupta
No qual, foi instaurada numa alma necessitada de afeição com traços álgidos.
Tornando-se a solitude, somente a consequência da exclusão arbitrária da felicidade
Que não pôde obter, mesmo tendo tantas tentativas frustradas
Acarretando a desistência premeditada, sem uma perspectiva a prosseguir.

Mas atente-se aos pássaros, que permeiam esse firmamento omisso a empatias
Veja que elas voam intensamente sem conter a característica ansiosa,
Ao qual essa sensação matiriza à muitos;
Propondo somente a vivência com sagacidade.
Prosseguindo mediante ao passado ou o futuro que as convém,
Transformando-se num ensinamento talvez simplista
Porém reconfortante, aos entusiastas que avistam à paz do porvir.

São Paulo - SP
05/01/2020
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A OBRA SEM CONCLUSÃO

Começo a reunir blocos e a argamassa para concretizar a construção dos meus ideais,
Mas, o destino permeia formas e métodos para que a sua demolição seja feita.
Para que os tijolos destinados a sua constituição sejam desfeitos,
Levando-se o sonho que tanto almejei tê-lo, por um momento.

Por entre vigas e hastes de sustentação,
Pensamentos e ideias se vão, sem nexo ou direção.
Encontrando-se afoitas em meio a falhas solitárias
E fissuras que evidentemente foram causadas, por tristezas deliberadas.

Poderia o presente arruinar a empreitada que encontra-se logo a frente?
Isto não poderei explicar pois as ruínas continuam intactas
Porém, sem alguma efetividade de reforma.

O que me resta é aguardar a conclusão dessa obra,
E poder ter uma convicção de que a eficácia existiu ou não.
Assim o marasmo continuará e as definições apresentadas não serão respondidas, 
Encarregando-se ao futuro de me sanar essas dúvidas, e calar a minha insensatez.

São Paulo - SP
01/02/2020.
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Comentários (11)

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MiCeu Freitas

Com tanta normalidade anormal ser-se divergente é uma virtude.

Matheus Dantas

Agradecido que tenha gostado!

Karina Manchur

Belas poesias, muito originais e descrevem sua essência, parabéns!

Matheus Dantas

Caramba assim fico sem reação! Agradeço muito pelo teu comentário, e não só por isso! Mas também pelo seu carinho e afago, que do seu modo tão singular são aconchegantes ao modo mais extremo que eu posso imaginar. Muito obrigado, mesmo!

Matheus Dantas

Fico agradecido que tenha gostado, muito obrigado!