Mia Rimofo

Mia Rimofo

n. 1987 -- --

n. 1987-09-06

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HÁ EM MIM

Há em mim uma quietude de morte
Que procura o norte
Um ser errante de lavrada poesia
Pois os sonhos são bússolas
Que me guiam por terras distantes
Em fantasia onde a minha alma mora
Raízes em solidão na terra de fontes pagãs
De desencantados contos encantados
Paisagens mágicas de verdes flores
Há em mim sonhos de embalar de terra lavrada
Que procuram o sol nas noites de lua cheia
Pois escrever é ter na mão o negro luto da caneta
Numa quietude de morte no peito coroada de rosas

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Poemas

5

MÃE

Ser mãe é parir com dor
Todas as lágrimas do mundo. ★

FELIZ DIA DAS MÃES...!
702

NÃO FIQUES PARADO

“Não fiques parado em espaços
Onde não cabe a tua alma
Muito menos os teus sonhos”
733

ONDE ESTÃO

Onde estão os que amei
Foram levados de mim
Num sonho de lívida espuma
Arrastados pela corrente
Que esperam a mão de Deus
Neste mar que descansa a alma
Palácio perdido de ilusão
Tronco seco de secas flores
Com que se enfeita o esquecimento
Onde estão os que perdi
Foram levados pelo musgo das fragas
De mortais sentimentos
Num mundo antigo de granito
Livre de angústias, de espinhos
Que esperam com felicidade a mão de Deus.
807

HÁ EM MIM

Há em mim uma quietude de morte
Que procura o norte
Um ser errante de lavrada poesia
Pois os sonhos são bússolas
Que me guiam por terras distantes
Em fantasia onde a minha alma mora
Raízes em solidão na terra de fontes pagãs
De desencantados contos encantados
Paisagens mágicas de verdes flores
Há em mim sonhos de embalar de terra lavrada
Que procuram o sol nas noites de lua cheia
Pois escrever é ter na mão o negro luto da caneta
Numa quietude de morte no peito coroada de rosas

744

CARDO DE MIM

Na minha morte talvez seja
Uma flor, uma lágrima, um sorriso, uma raiz
Nas tardes outonais por todas as palavras
Que nunca escrevi ou ouvi
Entre as suas paisagens em poesia
E quando a noite vem
As andorinhas palram em segredo
Na minha janela com as silabas em silêncio
Já os melros são a foice dos meus poemas
Pássaros alinhados das minhas penas
Nos sonos longos de inverno
Em que tu anoiteces ao meu lado
Onde teço o teu nome no que tropeço
Cardo que me abraça no meu próprio grito
Pois quando a noite vem peço a Deus
Que me acolha enquanto bordas o meu coração
736

Comentários (3)

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Letrando
Letrando

Fabulosa íntegra poética ,

CORASSIS

Mia boa noite! Estou encantado com tua poesia

joaoeuzebio

QUE BELO POEMA CADA PALAVRA SE ENCAIXA NA PERFEIÇÃO DO DESEJO