Ora, quanto tempo se passou desde o vero sorriso, Para o abraço de meus pais não mais encontro o caminho.
A máscara que me encobre eu não posso retirar, no céu agora vejo uma estrela a brilhar.
Tudo que menosprezava me tornei, sem perceber, o sorriso que brilhava já não torna a aparecer.
O pai, me perdoe, se é que podes me ouvir, pois o que lhe prometeste, se tornou tarde... ... se é que podes me ouvir.
Quem dera, eu pudesse, no tempo retornar... numa máquina do tempo o passado transformar.
O pai, neste momento coloco-me a escrever, memorando suas histórias, dentre as que me marcaste.
Nas noites de penumbra, recordo, como num sonho, sua voz doce e suave, me contando com encanto, - A máquina do tempo.
504
Paraíso
Oh, quão bela,
bela terra eu habito,
onde tudo é bonito,
bela terra,
paraíso.
Não conheço o mundo
como os longevos,
porém, como um menino,
vejo um paraíso.
Oh, quão bela,
bela terra eu habito,
porém, terra de nocivos,
bela terra eu habito.
Águas claras, cristalinas,
sob aves de rapina,
mas cuidado,
tenha tento,
pois a terra prazível
podes lhe fazer proscrito.
299
Ela passa
Ela passa esvoaçando eu apenas a olhar, ela passa esvoaçando sem ao menos me notar.
Ela passa olorante, eu apenas a sentir tão distante o seu perfume como as flores de um jardim.
Tão longínquo ela passa eu apenas a prezar, num relance os seus olhos, finalmente a me notar.
Num momento sempiterno nossos olhos a cruzar, ela passa, ela passa, seus cabelos a me tocar.
329
Guardião de segredos
Em meio a selva escura, Densa, a passos curtos, arrasta-se o longevo.
A passos curtos, a mente vaga, distante, neste mundo tão cinzento, neste mundo tão cinzento, que um dia relumbrastes.
A tempos relumbrara, lhe resta apenas memórias vagas, memórias fracas.
Caminha, Longevo, em meio a selva escura, a mente distante, buscando um instante, ao menos um instante de sua alegre infância.
Só, entre a turba, lamenta... - ó tempo, guardião de segredos... Me leve consigo, pois já estou esquecido. Me leve, Me mostre, ido, meus tempos de menino.