miguelarcanjo

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Estudante de Teologia Católica Maronita e Filosofia

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Ostov – O Monge – Legendado Filme russo do diretor Pavel Lungin.


Obra prima do cinema que nos convida a acompanhar a trajetória de um homem comum que soube usar seu sofrimento de uma forma transformadora.
 “O sofrimento pode ser o jardim da compaixão. Se você conseguir manter o coração totalmente aberto, sua dor pode se tornar a maior aliada na sua busca de vida pelo amor e pela sabedoria”, escreve Jalal-ad-Din Muhammad Rumi, poeta persa do século XIII.

Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, uma embarcação soviética que carrega carvão é capturada pelos alemães, no Mar Branco ao norte da Rússia. Os nazistas oferecem ao marinheiro Anatoly (Pyotr Mamonov) a oportunidade de se salvar caso ele mate o seu capitão Tikhon (Yuri Kuznetsov). Dominado pelo medo, ele atira no oficial, que se mantém firme, impassível até o final. Os nazistas destroem o barco com explosivos, porém o marinheiro sobrevive e é resgatado por um grupo de monges ortodoxos.

O filme conta a história deste marinheiro (Anatoly), que se tornou monge, e da sua busca em encontrar o perdão para o crime que cometeu.

No mosteiro ele é o responsável em alimentar de carvão o forno que fornece aquecimento para as dependências. Completamente corroído pela culpa, passa os seus dias em penitência e oração.

Anatoly nunca cumpre as regras do mosteiro, o que deixa particularmente indignado o padre Iov (Dmitri Dyushev), mas não há o que ele possa fazer, uma vez que até mesmo o abade-superior, padre Filaret (Viktor Sukhorukov), aceita Anatoly como ele é.

Os monges do filme não entendem como pessoas de todos os lugares o procuram para curar seus filhos com milagres. Nos momentos de solidão ele continua a rezar com o mesmo fervor, mantendo acesa, com a mesma intensidade, a culpa que sentiu anos antes quando cedeu à sua covardia para salvar a própria vida.

O filme conquistou seis prêmios segundo a Academia Russa de Cinema: melhor filme, direção (Pavel Lungin), ator (Pyotr Mamonov), ator coadjuvante (Viktor Sukhorukov), fotografia e som.

Assista neste link https://www.youtube.com/watch?v=_cYhxFzq4mY&t=81s
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Poemas

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Sentir-se mal ou triste não te torna mais fraco e sim mais humano


O sofrimento não deve ser temido e sim encarado, sentido, vivenciado, para que o entendamos e consigamos conviver com ele, superando-o aos poucos.
Existe uma mania de as pessoas quererem parecer fortes o tempo todo, como se tristeza fosse fraqueza, como se não pudéssemos nos sentir mal de vez em quando. Não somos obrigados a sorrir o tempo todo, isso não existe, ninguém consegue ser feliz desde o amanhecer ao anoitecer. O dia é carregado de surpresas, que nem sempre são boas. Além disso, a gente também fica amuado sem uma razão específica.
Há dias em que a gente acorda mais cabisbaixo, sem ânimo, sem nem saber o porquê daquilo que se sente. Talvez acumulemos tantas decepções e dissabores ao longo de nossa jornada, que chega uma hora em que tudo acaba pesando. Trata-se de uma questão de sobrevivência emocional, pois, caso deixássemos enterrado o que entristece, sem enfrentar e sentir aquilo alguma vez na vida, muito provavelmente iríamos explodir e implodir em algum momento.
Isso ainda fica pior em meio a essa ditadura da felicidade que os meios midiáticos e as redes sociais nos impõem, através de propagandas que atrelam a felicidade ao consumo desenfreado e de postagens de gente feliz, rica, bonita e viajada. Então, como nos é praticamente impossível alcançar aquele patamar material exorbitante veiculado diariamente, acabamos, muitas vezes, sentindo-nos menos capazes, menos afortunados. Sem contar o tanto de batalhas que cada um de nós enfrenta nessa lida cotidiana.
Não adianta, não há pílula, viagem, roupa ou smartphone capaz de afastar de nós a tristeza, a não ser o enfrentamento do que nos abala, para que reelaboremos, dentro de nós, os sentimentos e os afetos que nos constituem a essência. O sofrimento não deve ser temido e sim encarado, sentido, vivenciado, para que o entendamos e consigamos conviver com ele, superando-o aos poucos. É assim que ele nos transforma, tornando-nos mais fortes e seguros quanto ao que necessitamos para continuar prosseguindo.
Às vezes, você pode ficar triste, sim, pode se sentir mal, desanimado e sem vontade de ver ninguém. Mergulhar na tristeza, sem demora exagerada, traz entendimento e liberta, reorganizando os sentimentos, de maneira a nos trazer de volta a luz da esperança. Ninguém é fraco por se sentir triste algumas vezes; trata-se, simplesmente, de uma de nossas características humanas. Não podemos nos demorar na tristeza, mas é essencial vivenciá-la, quando necessário, para que não acumulemos pesos inúteis em meio à esperança que nos motiva diariamente.
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APRENDI

Chaplin
APRENDI


Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
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