Moacir Luís Araldi

Moacir Luís Araldi

n. 1963 -- --

Me encontre também em: www.recantodasletras.com.br/autor/ moacir luís araldi www.pensador.com.br www.kdfrases.com

n. 1963-09-18, Carazinho RS

Perfil
192 991 Visualizações

Sereno

E para formar o rio
O sereno se consumiu
Em suas margens fez brotam árvores poéticas
Impregnando cheiro de poesia no ar
Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta.

E o sabor da poesia
É saudável
Palatável
Colorido
Incomparável.
Ler poema completo
Biografia
Moacir Luís Araldi é gaúcho, residente em Passo Fundo- RS. Tem participações em várias antologias poéticas nacionais.
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)

Poemas

3

Meu natal eternizado

Um fato, em especial, me faz ver está época do ano de forma muito especial.

Antes preciso dizer que nasci e me criei numa comunidade pobre do interior sem nenhuma infraestrutura, inclusive sem energia elétrica.

Não tínhamos, talvez por isso mesmo, árvores enfeitadas. Não escrevíamos cartas para o bom velhinho pedindo presente e, raramente a gente ganhava algum.

Mas teve um natal; deste que quero falar, em que minha mãe estava muito mal. Eu, na inocência de criança queria fazer alguma coisa por ela. Foi a primeira e única vez que fiz uma cartinha para papai Noel. Era curta e pedia apenas que ele salvasse mamãe, sem nenhuma referência aos anos sem presentes.

Na minha ingenuidade coloquei a escrita entre galhos alto de um pé enorme de pera para que ele a encontrasse facilmente.

Na manhã seguinte, acordei com uma chuva torrencial. Mesmo assim, de imediato fui lá ver e a carta não estava mais.

Nossa! Tive a maior certeza que ele havia vindo buscar a carta.

Fui tomado de cheio por uma enorme e, de certa forma, efêmera felicidade. Era a certeza que mamãe seria curada.

Na família, evidentemente havia uma preocupação grande. Lembro que estávamos em lados opostos do fogão a lenha eu e um dos meus irmãos. Fitei-o. estava triste, pensativo.... Esbocei um sorriso e ele retribuiu de forma muito contida e nada nos falamos.

Tive vontade de dizer para que não se preocupasse pois eu já tinha resolvido o problema da doença da mamãe com a minha cartinha.

Ilusão infantil.

Mas há lendas lindas das quais nunca devemos fugir enquanto a ilusão nos seja possível.

Mamãe faleceu dia 02 de janeiro.

Para a criança que eu era aquilo era um enorme castigo. Por algum tempo me revoltei com o velhinho de vermelho e barbas brancas.

Depois de adulto entendi que realmente fui atendido. Pois foi um presente de papai do céu ou de papai Noel, ter a doce e insubstituível presença de mamãe para nosso último natal juntos fisicamente.

355

Natal dos imigrantes


É Natal...

O mundo comemora,

Data universal,

Famílias se abraçam

E oram,

Trocam presentes,

Imaginando me emociono...

E choro.

É Natal...

E eu não abraço meus filhos,

Não vejo a Árvore natalina da casa do meu apreço

Nem a enfeito, pois me sinto apenas um andarilho.

O Sino que ouço não é o do meu país.

As Guirlandas estão em portas que não conheço,

Minha Ceia é a solidão que eu nunca quis.

Alguns anjos me acolhem com voluntariedade

Nesta terra em que a estrela vida me largou

São Deuses grandiosos de generosidade,

Mas me faltam as tradições da terra que me gerou.

Natal não tem fronteira,

É o que se diz desde sempre

Mas até a língua é barreira

Com os de sangue todos ausentes.

Menos mal que a fé

Em qualquer lugar se sente

E crendo se tem sempre uma chaminé

E uma árvore de boas sementes,

Ano que vem se Deus quiser

Farei um Feliz Natal com Minha Gente.

311

Natal dos imigrantes


É Natal...

O mundo comemora,

Data universal,

Famílias se abraçam

E oram,

Trocam presentes,

Imaginando me emociono...

E choro.

É Natal...

E eu não abraço meus filhos,

Não vejo a Árvore natalina da casa do meu apreço

Nem a enfeito, pois me sinto apenas um andarilho.

O Sino que ouço não é o do meu país.

As Guirlandas estão em portas que não conheço,

Minha Ceia é a solidão que eu nunca quis.

Alguns anjos me acolhem com voluntariedade

Nesta terra em que a estrela vida me largou

São Deuses grandiosos de generosidade,

Mas me faltam as tradições da terra que me gerou.

Natal não tem fronteira,

É o que se diz desde sempre

Mas até a língua é barreira

Com os de sangue todos ausentes.

Menos mal que a fé

Em qualquer lugar se sente

E crendo se tem sempre uma chaminé

E uma árvore de boas sementes,

Ano que vem se Deus quiser

Farei um Feliz Natal com Minha Gente.

344

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.