Sereno
O sereno se consumiu
Em suas margens fez brotam árvores poéticas
Impregnando cheiro de poesia no ar
Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta.
E o sabor da poesia
É saudável
Palatável
Colorido
Incomparável.
De presente a estrada matinal
- De chão batido - relva.
Selvagem selva e paraíso.
Natureza, sol, belezas.
Sigo como sou.
Me encanto
- Nó na garganta -
Sou feliz;
Não esqueço!
Hoje não quero
Hoje é dia de não querer,
Sem contradizer minha hierarquia
Minhas ordens hoje - desconsidero.
Nem me insista: hoje não quero.
A estrela em que te vejo
brilhará eternamente
Nada é passado
és sempre presente.
Para a ternura materna
Acendo uma vela
A chama me queima,
Viveu por mim
Morreria por ela.
Me deito em véus
De insônias estrelares
Penso em ti
Brilhas no céu,
Mas te queria aqui.
Em dia de sonhos sou poeta
E busco com toda energia
Quando realizo nada me afeta
Sou a própria poesia.
O vento tocou-me suavemente
E disse-me sem pestanejar
Sou moldável conforme convier
E me transformo em que você quiser.
Posso ser o abraço que conforta
O sorriso que ilumina o olhar
A surpresa aguardando atrás da porta
A espera desejada que veio para ficar.
Posso ser a ternura a te envolver
O entardecer de um dia de calor
Posso ser o caminho a percorrer
Ou um lindo hino de louvor.
Posso ser um sonho de amor
Não duvides de mim.
Só não me peças para ser a dor
Não foi para isso que vim
Há um gosto de silêncio
No olhar que vejo em ti,
Um desejo dionisíaco
Que faz meu pensamento sorrir.
Deixe-me calado,
Hoje estou assim:
Sinto a chuva
E me basta.
Deixe-me quieto.
Banhar-se como criança -
Nas lembranças -
Faz bem.
A inocência floresce
Nas ilusões bonitas
Que a vida matou.
A tristeza passa
Como passa o tempo.
Deixe...
O que guardamos em nós
Quando fechamos os olhos
Podemos até ver.
Sensações que
Dizem ou nada dizem,
Deixe...
Basta-me o viver.
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