Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

n. 1995 BR BR

n. 1995-07-28, Minas Gerais

Perfil
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II-I In a Basement With Bertha Mason

In the shadow of a silent sin, a sense of discord grows within.

Long lost in a tale of old, in silence, my thoughts unfold.

Dreams are shaped by hands not mine, destined for him or the divine.

Evening prayers, a hope for peace, yet bring visions that never cease:

A world designed for you and me, yet from it, my soul yearns to be free.

I learned that kindness is my role, dreaming for others, a part of my soul.

Battles within, a constant fight, fade as I face my inner plight.

A common curse we all bear, my dreams shrouded in a common despair.

Life and death, themes I’d rather not ponder, seeking answers that within me wander.
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Poemas

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I-XXIII Jaezes de vida e morte

Intrigaram quem, um dia, questionou-me sobre minhas armas.
Disseram ter sido eu, um voluntário de devassas jornadas. 
Se colocarem-me a prova, inventarei um problema. 
Se tirarem meu tempo, direi-lhes ofensas. 

Assim, as coisas vão sendo o que são, dando-lhes
o que rir ao caminho do lar, onde ser mais um fez-me enfermar. 
Não me dê nomes piores então, se não os meus que já os são. 
Diga-me menos dessas bestices malditas. 
Mostre o feito, não o que faço,
livre-me de estar nas causas de quem não mato.

E cruzando o limite da alheia liberdade, há quem leve coisas aos outros 
apenas para ter quem o indague.
Se questionados, dirão trovas romanas e algumas de gálatas.
Se violentados, seremos nós os donos da famosa marca.

Assim vai esta vida, quase tão cara quanto os sapatos 
de quem a banaliza.
E orando por quem nos ampare,
sobra-a nós esperarmos que tais dias acabem.
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I-XXII Jaezes de vida e morte

Perdendo meu tempo transgredindo sete regras básicas,

quero perder o amanhã apreciando quem se diz bom,

apenas para lembrar-me que não melhoro.

 

Tenho motivos para não parecer convincente quando juro por esta vida,

pois anseio deixa-la enquanto a levo.

Aponte-me ao questiona-los, ouvirá o que eu disse com um pouco mais de besteira.

Já fui visto por aqui sem sequer ser ouvido.

Ao menos fui acusado sem antes ser agredido.

 

Com alguns delírios à noite, sobre um pai que cita estranhos em Dublin,

dizendo terem uns aos outros, vivendo bem certos ou não, termino mais um dia.

Resta-me sofrer o carma do que tenho dado atenção,

racionalizando ignorâncias de quem finge dar-me compreensão.

É um luto cômico, menos longo que o usual.
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