Observo a mim mesmo em silêncio.
Murmuro com desgosto, e repito o processo com minha caneca quente, refletindo minhas partidas e meus desamores. No fim, talvez eu os deixe por serem rasos demais. E então com escárnio quase que leviano, eu sorrio e concluo que os deixo por amor próprio, amargo e terno. No fim das contas, acabo fazendo algo por mim.
E de repente, o amargo se torna o sabor mais inebriante possível. E concluo bem, não sou cruel. Sou amável. Sou capaz de amá-los a ponto de reconhecer além de egoísmos quando sou ou não a pessoa que deve estar ali. Mas também sou capaz de amar a mim, sou capaz de ser fria comigo e tudo no fim, soa como amor. Prezo por mim. Sim, amar é mais do que é dito por aí.

