Desejos contidos
Desejos contidos que emolduram corações,
que os fazem endurecer como se fossem pedras,
pedras em lugar do coração dão vazão
a estagnação.
São pedras que deixam de bater
apenas por não esclarecer os desejos
que estão à esconder.
Desejos contidos, que são sentidos porém,
passam desapercebidos apenas por
acreditar que se neles falar humilhar-se à.
Sonhos perdidos, vontades escondidas, por
pura ignorância ou inconstância de olhar dentro
de si e perceber que o que fica contido e não
é vivido pro fim caminhará e com
a morte partirá.
Silêncio do poeta
Não se deixe abater,
não se deixe esmurecer;
faça por merecer o poeta,
que dentro de si se fez nascer.
Nas angústias e tristezas;
se fez calar; como pode deixar
sua mente controlar,
o que melhor faz pra encantar.
Acorde o poeta adormecido;
busque dentro de si o poeta destemido;
devolva aos nossos corações o poder infinito;
da poesia e dos versos por ora contidos.
Essas rimas inocentes,são apenas um pedido,
de alguém que te vê perdido; na decepção
de um coração sofrido; porém pulsando;
buscando na vida um sentido.
Meu poeta esquecido;
nos tire dessa agonia;
nos devolva a alegria;
de apreciar sua lindas poesias.
Desafios
Vida sem desafios é como o vento vazio.
Desafios nos amedontram,nos surgerem
confronto., confontro contra o que
queremos e não temos.
Desafios fazem o corpo estremecer,
e com a boca seca nos fazem temer.
Desafios nos levam por caminhos
desconhecidos; porém, fortalecidos.
Fortalecidos pela esperança; de
encontrar o que em algum momento
tanto nos fez sonhar.
Desafiar-se sem parar, buscar chegar,
sem duvidar; que com certeza sem
atingi-los não podemos voltar.
Vida sem desafios é triste, sem sentido.
Não importa quantos tropeços daremos
nesse caminho; lágrimas molharão nossa
face; dores atingirão nosso corpo; desânimos
surgirão a todo instante, e envolvidos em
suores, sentiremos um medo constante.
Desafiar-se é fortalecer-se; é acreditar
que tudo se pode ter ou ser; é não
desistir de sonhar; é ter a certeza de que
tudo pode conquistar.
Desafiar-se; nada mais é do que amar-se.
Renúncia ou Escolha
Na renúncia ou na escolha;
do amor ou da paixão; o que
manda é o coração.
A paixão fogosa, ardente, faz o
coração mais caliente.
Paixão atrelada ao prazer, no menor
toque faz arder,no sentir o dedilhar dos
dedos tocando o corpo; em brasas se
transforma; e na respiração ansiosa e
acelerada se conforta.
Escolha da paixão, renúncia do amor,
que só traz frescor; acalento apaziguador;
ao coração a calmaria, a vida a doce
nostalgia e ao corpo a alegria de dividir
os dias com outro ser encantador.
Escolha, renúncia; amor, paixão;
nada disso importa, pois o coração;
na doce ilusão do amor ou da paixão
só o que busca é deixar a razão e viver
a emoção.
Explosão de sensações
Quer saber;
Não importa o que esta acontecendo,
não quero saber o que esta havendo,
não quero procurar explicações para
o que não se explica, quero
apenas viver o que dentro de mim se agita.
O que o passado assombrou, o que a vida
me testou, a insegurança que me rodava,
hoje da lugar ha algo que não se iguala.
Algo de bom dentro de mim se instalou,
uma presença que me libertou, uma cura
que os sofrimentos fez cessar; uma benção
que fez você chegar.
Essa sensação não quero entender, apenas
quero sentir e viver; acreditar que viva estou
e com a sua chegada meu coração de novo
acordou.
Acredite moço, sua vinda trouxe um turbilhão
de sensações, de alegrias e explosões que sem
entendimentos, sobre esses acontecimentos fez
surgir dentro de mim novos sentimentos.
Saudades de outrora
Que saudades de outrora, dos tempos das fazendas,
que no raiar do sol, a janela se abria,
e uma linda flora em sua frente surgia.
Do cheiro do café colhido nos campos
e passado nos coadores de pano.
Do fogão a lenha exalando o cheiro
do bolo, misturando-se ao da abóbora,
que com o cravo deixava um aroma
doce pela casa afora.
Saudades das moçinhas, que na manhã fria, levantavam
felizes e coradas, vestidas em tecidos de algodão;
sonhando com o baile de mais tarde no salão.
Em seus quartos de costuras se fechavam,
buscando procurar, seus laçarotes e flores;
que a noite as iriam enfeitar.
Passavam o dia contando os segundos no relógio
cuco no canto da sala; esperando ansiosas, o
encontro com os moçinhos, qua ali estariam
para corteja-las.
A hora tão esperada chegava; e as moçinhas agora
e seus vestidos de renda e seda, com os rostos cheios
de pó de arroz e a boca com batom cor de carmim,
passavam sua água de cheiro que purificava a casa
com aroma de jasmim.
O sol se escondia, a lua surgia e o baile começava;
o som dos violinos no fundo do salão encantava
As moçinhas de um lado, os moçinhos do outro;
tão garbosos em seus ternos engomados, com as mãos
suadas, ansiosos pela valsa com sua amada.
Que saudades de outrora, dos bailes das fazendas,
onde; quando as mãos se tocavam e os olhares
se cruzavam, na mesma batida dos corações
disparados; as moçinhas e os moçinhos já sentiam
que pra sempre juntos ficariam; e naquela dança;
ao amor se renderiam.
Minhas loucuras
Das minhas loucuras e sandíces
brotam sentimentos de poder,
querer, saber, crescer
as minhas doidices tudo pode acontecer.
Uma imensidão de sentimentos
cheios de desejos que buscam
sempre além numa velocidade
feroz, sem medo de nada perder.
Nas minhas loucuras e doidices só consigo
me ater á possibilidades ao desejo incontido
de abraçar o horizonte de buscar na vida
tudo que ainda não encontrei.
Loucuras, doidices, sandíces
sensações de puro extasê, nem sempre
compreendidos, mas com certeza sentidos
pela alegria de viver.
Alegria da loucura em meio ao racional,
da doidice em meio ao real,
da sandíce em meio ao material,
Resumo do que sou, do que quero e pra onde vou.
Nem sempre foi assim, essa loucura
doidamente insândecida chegou a mim
atráves do azul dos seus olhos que me
trouxeram o céu e num encontro feliz,
brindaram aos castanhos da terra dos meus.
O imprevisível e o surpreendente
O que seria do pobre ser humano
sem o imprevisível,
no dia a dia que o torna tão sensível
na mansidão da rotina terrível.
O que seria do surpreendente
se nada acontece diferente,
e tão tristemente ocupa nossa mente.
Pobre ser, que às vezes sem perceber,
não consegue ver que o imprevisível
pode estar perto, tangível.
E que o surpreendente tão esperado,
pode estar ao seu lado, pronto
para ser alcançado.
Ser humano que olha sempre a sua frente,
e nem percebe; que o imprevisível e o
surpreendente, podem sim, estar presente.
O tempo
O tempo, as vezes nosso maior aliado,
por outras nosso carrasco.
O tempo, curador da morte e das decepções
tristemente inútil, diante das saudades e desilusões.
Tempo que nos impulsiona a seguir em frente
sempre mais rápido é o mesmo tempo,
que nos impede de alongar um momento
feliz, único e raro.
O tempo no amor eterno sempre será,
porém livre de sofrimentos e dores nunca estará.
Com certeza, o maior de todos os sentimentos
o amor; único que transcende todos os tempos.
O tempo regente da nossa história, longa ou curta
não importa. No fim graças ao tempo seremos
só memoria.
Amor é...
O que é o amor senão um complemento,
que nos traz acalento, e a alegria de um envolvimento.
O amor se faz presente, quando o coração sente;
em seu interior um arrepio ardente uma alegria
transcedente.
O amor não tem medidas, não escolhe, não obriga,
não se destina; apenas se entrega e se enebria.
O amor de verdade, não exige igualdade nem sequer
reciprocidade; só se entrega com veracidade;
sem buscar em troca lealdade.
O amor se doa, sem nada em troca esperar;
permanece dentro do peito, fazendo o coração disparar.
O amor nem sempre é inteligente, deixa-se levar de
uma forma independente; e as vezes nem percebe
que não é correspondente.
O amor é uma energia; que contagia até mesmo o
ser mais ateu; que quando menos espera já
se comprometeu.
Amor é um sentimento por todos vivido; porém indefinido;
sem explicação ou entonação; apenas sentido.