Olga Kawecka

Olga Kawecka

Poetisa, escritora, tradutora. Escrevo em inglês e russo. Aqui eu publico as minhas traduções dos meus poemas, que foram originalmente escritos em inglês. Moro na Rússia.

n. 0000-04-13, Tver, Rússia

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A oração


Um abismo chama outro abismo;
um pesar chama outro pesar...
Ó Senhor,
que o Seu nome possa soar
neste vazio de dor,
iluminando a minha alma de esperança!
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Poemas

24

Tudo passa


É tão reconfortante
saber que tudo acaba
como um caminho penoso.

É tão bom 
ver o tempo passar,
como uma chuva fria 
em galhos negros.

É tão inspirador
esperar o silêncio divino
do meu coraçâo - 
que a vida parece 
ser apenas um eco
de duas asas 
cheias do céu,
que mergulham nas ondas
para sempre...
364

Uma poeira

A vida é uma poeira
que o vento do Tempo espalha.
330

Viver significa amar

O significado da vida é o Amor,
Enquanto a solidão é a morte.
O amor por você ou pelo Senhor:
O amor é sempre o mais forte.

É mais forte do que qualquer pesar,
Do que o desespero mais profundo...
Viver significa só uma coisa: amar.
E morrer – para amar no além-mundo!
355

A oração


Um abismo chama outro abismo;
um pesar chama outro pesar...
Ó Senhor,
que o Seu nome possa soar
neste vazio de dor,
iluminando a minha alma de esperança!
563

O imperecível


O tempo desaparece
no abismo da Eternidade.
As ruínas se estendem
como mapas dos impérios antigos.
Os povos se transformam em sombras
da sua glória passada...
Mas, através da destruição,
a luz da fé se rompe,
como um raio do Céu.
378

Uma rosa na lápide

À memória de G.T.M.

Não há ninguém, nem nada
No meio dessa tristeza - 
Só uma rosa quebrada,
Uma imagem de beleza.
 
Uma rosa na lápide fria, 
A rosa branca e casta:
Como a sua alma que sofria
Nesta vida nefasta. 
 
 
508

O mundo sem você

Talvez, ainda existam
árvores verdes,
o céu azul,
a alegría das flores...

Talvez, o sol ainda brilhe
sobre o vazio negro
do mundo silencioso.

Talvez, eu ainda viva –
como uma sombra triste
do seu Amor eterno.
541

O fim

Morrer no abraço sombrio da cruz:
Este é o caminho para a luz.

Tais são esperanças e o amor
Na profundeza extrema da dor.

Não há estranhos, nem pessoas afins
No crepúsculo negro desses confins;

Somente o eco das pranchas do Mal
Na solidão última e abismal.
521

O luar

O silêncio pacífico da luz prateada.
A imensidão negra do céu.
A eternidade do mar... 
O mundo parece tão puro
no espaço dos sonhos! –
perto das falésias
do choro petrificado.
530

No Calvário

O bater dos martelos no Calvário
soa como um metrônomo da história;
e o sangue quente cai
sobre a terra morta.

É o começo no fim
ou o fim no começo?

Não há vida,
nem morte,
nem tempo –
apenas o bater dos martelos
no espaço da solidão.
518

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