outono

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destruída

estar no fundo do poço
não é fácil
eu só sei sentir
me render a dor
incabível em meu coração
minha alma devastada
estou cansada de fingir estar bem
viver nesse mundo não é fácil...
você tem que sofrer
até se tornar um suicida
você tem que estar vivo
para saber o que é estar morto
não consigo mais sorrir
nem me olhar ao espelho
estou despedaçada por dentro
cansada de alimentar essa dor
que me corrói a alma
eu quero viver
mas ao mesmo tempo estou morrendo 
sou tão fraca querendo ser forte
estou aprendendo a me reconstruir ao invés
de ser destruída
quero sobreviver no meio dessa escuridão
mas estou me afundando
nesse grande abismo
perdendo meus pequenos pedaços pelo caminho...
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Poemas

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em minha face

em minha face
ainda vejo a mesma menininha de tempos passados
a que foi deixada para trás
e agora está a abeira do abismo
transitório,
viver nesse mundo em decomposição 
é decair entre as rachaduras deixadas
por estranhos desconhecidos 
estar aqui
é estar perdida e achada
ainda sinto aqui dentro que,
eu deveria ser a mesma de antes
mas como prosseguir
sabendo que tenho um vazio em minha cabeça que não consigo preencher?
ainda uso as minhas belas mentiras para enganar minha alma
o tempo se esgota para todos
mas para mim parece estar se esgotando mais célere
daqui desse mundo não levamos nada,
apenas nossa essência,
e a sensação que fica dentro da gente
de borboletas no estômago
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destruída

estar no fundo do poço
não é fácil
eu só sei sentir
me render a dor
incabível em meu coração
minha alma devastada
estou cansada de fingir estar bem
viver nesse mundo não é fácil...
você tem que sofrer
até se tornar um suicida
você tem que estar vivo
para saber o que é estar morto
não consigo mais sorrir
nem me olhar ao espelho
estou despedaçada por dentro
cansada de alimentar essa dor
que me corrói a alma
eu quero viver
mas ao mesmo tempo estou morrendo 
sou tão fraca querendo ser forte
estou aprendendo a me reconstruir ao invés
de ser destruída
quero sobreviver no meio dessa escuridão
mas estou me afundando
nesse grande abismo
perdendo meus pequenos pedaços pelo caminho...
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seja

seja os olhos
de quem não consegue enxergar 
a verdade por trás do olhar,
seja o abismo sem fim, mas que mesmo assim,
tem uma alma profunda sem maldade
só não seja o sentimento vazio que habita em corações despedaçados
tenha prazer em ser apenas você
sem pressa, calma,
porque o tempo não tem volta
seja como as estrelas que brilham no meio da escuridão
nem mesmo a pior escuridão que esteja acontecendo em sua vida,
pode impedir que a luz que habita dentro de ti se apague e pare de brilhar, brilhe
seja a dor,
que vem nos momentos difíceis e confortam o sentimento que mais faz doer,
o amor.
seja como a cura,
e cure um coração partido
uma alma vazia
em busca de paz...
apenas seja...
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decomposição

sinto muito por você 
minha inocência
corrompida tão cedo
sinto que não sou mais a mesma de antes
sinto muito por você, minha alma
se decompos antes do tempo...
e já não sou mais a mesma menininha de antes
eu sei como a vida é doída
eu sei como é sentir a dor pelas minhas veias
sei como é ter um coração deformado pela maldade
ser enganada pelas pessoas mascaradas
sinto muito mãe, por ter virado uma pessoa estragada com a saúde mental amaldiçoada, eu te amo tanto, e não quero partir sem te dar o último adeus, meu último suspiro
viver em um mundo declinante para mim não é mais tolerável
as pessoas se tornaram algozes, donas da sua própria maldade
quero acreditar na esperança de existir um mundo em que a afabilidade e honestidade sejam superiores a escuridão que ronda mentes saudáveis e rouba almas vivazes
ainda quero de volta
a paz que ainda restava dentro de mim
minha inocência não há como recuperar
estou arruinada por dentro
mas na realidade aparentemente estável
quando a porta do meu quarto se fecha
só eu sei
os monstros que se revelam dentro de mim
eles gritam por socorro
igual minha alma suplica por restauração
e o tremor que habita em mim
é para me lembrar que ainda não estou a salvo
só eu sei e sinto o que ainda resta dentro de mim.
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