Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Certas vezes a loucura bate Outras tantas a realidade, E você vai seguindo sem saber Se é cedo ou tarde, pra mudar a vida, Pra sentir a verdade.
284
Cruza, cruzes, com a sorte!
Cruza a vida Cruzes á morte! Tropeça nas escolhas Joga com a própria sorte!
308
Dez por cento
Impunidade com tons de mediocridade Sociedade lasciva controlada por políticos Libertinos, Entre goles de cachaças, bundas para por na vitrine, Ha ainda quem ache algum tipo de graça! Falhas de caráter que o dinheiro apaga Falhas na sociedade que a tv disfarça. Entre rodas de pessoas, boas? A roleta da sorte só beneficia Quem tem influencia, nome ou algo podre? Com ajuda da mídia, da politica ou do medo, Para poder ter um pedaço do paraíso No brasil é preciso ter o dedo sujo, Ou pagar os dez por cento!
323
Os pássaros
Senta, observa os pássaros Percebe que eles cantam Percebe que é musica pura. Mostrando a beleza da vida No bico e no bater de asas De uma pequena criatura.
302
Alento
De quem são aquelas sombras
Perdidas como outras tantas,
Sem nomes, sem retratos,
Espalhadas como sujeiras
Pelos pedaços de calçadas.
Não sabe o que é frio
Não imagina o que é calor,
Sem cor, sem sentimento.
Esperando, o tempo, o momento,
Alguma forma de alento.
349
As pessoas
As pessoas que sonham de mais
Não vivem!
As que sonham de menos
São tristes!
Os que vivem pelos objetivos
Não sorriem!
E as que nunca saem da sombra
Não progridem!
As que não sentem a vida
São cinza!
As pessoas que amam
São felizes!
323
Por merecer
Há pessoas que não tem dinheiro
Outras tantas não têm saúde
Algumas fazem de conta não ver,
E Algumas se fingem de surdas.
Mas de todas as faltas e carências
A que mais faz mal, para o ser humano,
Não é a de dinheiro ou poder!
É o sentimento que não se compra,
O raio de sol que ilumina o lado humano
Que poucos conseguem ver,
E não agem por merecer.
292
Liberdade assistida
Liberdade assistida, vida enjaulada
Entre botões e programas,
Que mantém sua fé!
No apelo brutal, da falsa ideia?
De beleza e realidade.
Você ignora seus sentidos
Em busca de apelos e motivos.
Escravo de letras garrafais
Em fosco ou neon, indicando um caminho,
Para continuar na trilha, para consumir ou sobreviver,
Em um mundo comum ou dito extraordinário, tanto faz!