paola_

paola_

- tenho um pé no lírico e o outro no óbito -

n. 0000-12-17, São Paulo

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vazar

fechei meus olhos enquanto a água escorria 

fluía de forma tão fácil e leve

morna e constante

por um breve momento nada me ocorria

o relaxamento era inevitável 

toda preocupação se esvaia 

rumo ao ralo ela seguia
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Poemas

2

embotar

Não bebo
Não fumo
A cama e o travesseiro 
São as únicas coisas que uso

Sempre que preciso fugir
Por alguns instantes
É como se deixasse de existir
Minha mente se desprende
Tornando tudo mais dormente

Nada dói
A lágrima não corrói
Pareço livre e normal
E não um completo caos

Quanto mais durmo
Mais entorpecida fico
Meus olhos vivem pesados
Parece que estão sempre dopados

Minha mãe sente pena
Queria lhe dar orgulho
Ter algum futuro
Encontrar alguma luz no fim do túnel


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simulacro

É interessante como não se pode fingir por muito tempo. A escorregada é inevitável, e aquela imagem criada simplesmente se despedaça. E pensamos: como não percebi?
Parece que a ideia que fazemos sobre alguém prejudica, em parte, nosso discernimento. 
Não passando apenas duma fantasia…
Fantasias mexem conosco, despertam aquilo que nem sabíamos que existia, conseguem estremecer, arrepiar…
Desculpa pela viagem, mas durante esse efeito não consigo enxergar defeitos.
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farlleyderze

Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.

Gabriel Andrade

espetacular!

stheportugal

Me senti dentro das escritas!