Comprei duas pulseiras Para amigas especiais Cada uma diferente Mas o sentimento era igual A primeira ficou feliz Recebeu com satisfação Fiquei comovida Lembrando fico até lívida A segunda nem tive chance Antes mesmo de marcar o dia Ela já tinha saído da minha vida Sem aviso Sem por que Até hoje não consigo entender Tive que ficar com a pulseira Sempre que a olhava Brotava uma sensação de desgosto Chegou a gerar até desconforto Mas aquela primeira tinha florescido Tanto que a segunda ficou esquecida Já não doía a partida Foram meses muito bons Ouvia mas também falava Era uma troca Não tinha como ter falha Ela me deu um par de brincos Eram argolas Com purpurina prata Que com o reflexo da luz brilhava Mas isso mudou Assim como a segunda A primeira também sumiu Sem dizer o que fiz O que aconteceu Não sei o que se deu com a primeira pulseira Depois de um tempo Me desfiz dos brincos Pra quê continuar existindo? Cansei! Não vou mais buscar Algo que não foi feito pra mim Talvez esse seja o momento de parar E respirar Quem sabe me isolar E chorar Até não ter mais o que lamentar
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delongar
Começa mais um dia Pra quê? O que vou fazer? Muito complicado Vou passar aquele recado Não passei Depois faço Mais tarde Amanhã Nossa...o dia está quente Podia fazer algo diferente Caminhar Dançar Mas deixa pra lá Ainda tenho tempo A lua já chegou O tempo se foi E aqui estou Não saí do lugar Parece que andei em círculos Estou em completo desalinho Deixo tudo inacabado De lado E aí surge mais um fardo
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alavanca
Estou sem paixão
Meus projetos estão pelo chão
Tantas ideias
Inúmeras primaveras
Mas nada me incendeia
Invejo aqueles que colocam sua paixão pra funcionar
E assim se movimentar
Nessa vida circular
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usos
o dia amanheceu
levanto
- não aguento mais -
escovo os dentes
- mais um dia -
preparo o café
- quero sumir -
me arrumo
- por que sou assim? -
chego no ponto
- que desânimo -
o dia é longo
- vou me arrastando -
a noite chega
coisas pra fazer
- bem que eu poderia desaparecer -
deito desfalecida
- ainda existe vida? -
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impressões
já percebi que não posso me deixar levar
quando minha cabeça deixa de trabalhar
faço besteiras,
penso besteiras,
sinto besteiras…
tento vigilar
essa mente doente
continuando prudente
resiliente
tentando esquecer o quanto sou carente
797
aceitamento
Se minha mente não viaja
Essa não sou eu
Se não vivencio primeiro na minha cabeça
Essa não sou eu
Se não associo músicas com alguém
Essa não sou eu
Se não passar horas pensando na melhor rima
Essa não sou eu
Se não estiver com o rosto sisudo
Essa não sou eu
Se não estiver pronta a ouvir
Essa não sou eu
Se não lembrar do passado presente
Essa não sou eu
Sou tudo isso
E tantas outras coisas
Já me desfiz inumeráveis vezes
Teimando
Lutando
Contra mim mesma
Sentindo
Oprimindo
Em completo tormento
Trilhando caminhos que não eram meus
Pra terminar no mesmo lugar donde parti
Desejei deixar de existir
Não me encaixava
Quase me perdi
Virei um camaleão
Nesse mundo de ilusão
Onde ninguém é nada
Mas ao mesmo tempo é tudo
Mais um absurdo!
E foi aí
Que tudo começou a fazer sentido
E pouco a pouco
Recobrei algum juízo
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desambição
Estou escrevendo pra ver se surge alguma coisa na minha mente: qual a importância de fulano na minha vida?
Sinceramente, nunca parei pra pensar. Relacionamentos longos fazem com que nos acostumemos com o outro, não sei dizer se isso é ruim, mas com certeza dirão que o importante é a estabilidade que ele oferece.
A maioria das minhas escolhas não foram feitas de forma consciente, foram num impulso, buscando algum contentamento imediato, o que de fato acontecia, mas passada a euforia, tudo desencantava, desandava…
Acho que estou nessa desde sempre: não permito que o sentimento seja cultivado, adubado, regado...fases que requerem paciência e trabalho.
Sinceramente? Não consigo vislumbrar nada.
E, se não me enxergo de outra forma, talvez seja pelo comodismo que nada transforma.
Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.