Será que você me quer? Será que estes sinais fazem algum sentido? Ou é apenas coincidência? Ou será efeito da minha sonolência?
213
momentâneo
Enquanto leio um livro Parece que toda escuridão, dor e vazio desaparecem Não apenas minha mente Mas também minh’alma Se tornam tão leves e fluídas Que tornam digna essa terra impura
209
ópio
Enquanto estou na cama Olho para o teto Ouvindo uma música De amor Que não me lembra ninguém Não acelera meu coração Não me faz arrepiar Não me deixa divagar Mas continuo ouvindo De novo E de novo Até me embriagar
582
papear
Sinto falta de conversar Sobre coisas profundas ou superficiais De ter atenção Sem pressa Sem buscar alguma solução Mas estou aqui Sem ter o que dizer Esperando algum mover Que possa desdizer Este meu viver
255
escafeder-se
Têm dias em que nada faz sentido Parece que sumir é a melhor saída Ou seria um caminho Que a maioria evita?
443
joaninha
fui na cozinha passar um café percebi que ela andava apressadamente em círculos parecia não enjoar alternava apenas o sentido mas sempre contínuo tentava identificar no que pisava era apenas um pedaço de vidro naquele azul infinito
465
carecimento
Enquanto lavava a louça aqueles velhos pensamentos ressurgiram, mesmo sozinha estava acompanhada, parece loucura… Comecei a pensar em quantas pessoas passaram pela minha vida e que grande parte delas não permaneceram, dizem que isso é ‘normal’, que a vida é feita de chegadas e partidas, começos e finais, e ponto. Infelizmente, não tenho esse desprendimento quanto a partidas, talvez a minha entrega incondicional seja o problema, quem sabe. Mas ultimamente estou apática, as pessoas chegam, se vão, e nem tem feito diferença talvez no fundo até prefira que seja assim. Não há conexão, nem comprometimento, quem dirá expectativas… Não dói como antes, não fico ressentida, as lágrimas não rolam, mas a mente trabalha continuamente me lembrando dessa dor vazia. Só tenho o papel como meu ouvinte e a solidão como minha amiga.
458
identidade
Percebi que ainda não sei qual é a sua música… Me surgiu uma dúvida: Será que estou sendo muito atrevida Por querer saber como é a sua sobrevida?
448
sazão
Olhando os ponteiros do relógio O seu movimento constante me fascina Avança segundo após segundo É o marcador do tempo Sempre me lembrando do tempo que perdi Do tempo que não volta Do fim que se aproxima
210
olor
Percebeu que estava mais tranquilo Não tinha mais aquele furor inicial Que o tornava extremamente sentimental Mas ainda assim Era atraído em direção à ela Seriam como cravo e canela?
Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.