Se você está lendo esse escrito significa que já parti, e que estás buscando algum conforto que não pode ser reparado, nem que passe 100 anos
Saiba que fui feliz na medida do possível, minha infância foi boa, proveitosa, conheci um mundo que até hoje não saiu da minha cabeça, essa minha cabeça de menina
Nunca me recuperei da morte do meu pai, das desilusões sucessivas, do abandono nos momentos em que busquei alento, e antes que sinta culpa não tens
Busquei forças onde não podiam me dar, busquei amparo mas era tudo tão superficial
Hoje eu sei, que o problema sempre fui eu, nunca aprenderam a ler-me
Amei pessoas que não podiam oferecer na mesma proporção, e a longo prazo fez com que me afundasse mais rapidamente, nunca tive salvação e nunca quis ser salva
A minha partida foi um alívio pra minh’alma.
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furtiva
estou deitada e encolhida
o tempo está parado e denso
o cobertor parece um perfeito invólucro
onde posso me abrigar
sem me preocupar
com as lágrimas que vão rolar
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mútuo
Li por aí
Que precisamos perceber
Se a amizade é correspondida ou apenas respondida
Achei engraçado
Mas depois lembrei que sempre busquei por correspondência onde nunca notaram a minha presença
Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.