paola_

paola_

- tenho um pé no lírico e o outro no óbito -

n. 0000-12-17, São Paulo

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vazar

fechei meus olhos enquanto a água escorria 

fluía de forma tão fácil e leve

morna e constante

por um breve momento nada me ocorria

o relaxamento era inevitável 

toda preocupação se esvaia 

rumo ao ralo ela seguia
Ler poema completo

Poemas

82

tradução

Quem sabe um dia alguém me note

E perceba a pessoa que não sou

Ainda assim permanecer

Somando o seu viver

Com o meu entristecer 

No meio dessa dança

Mesmo errando alguns passos

Não desfaz o nosso laço 

Seguimos em completo compasso

Seria essa mais uma utopia

Nessa minha mente de fantasia?
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comprimidos

O tempo passou

E assim ele me arrastou 

Aquele oco aumentou 

Comecei a ‘preencher’

Com vários fármacos 

Pra conseguir viver 

E no automático comecei a colher

Os frutos da tristeza que deixei crescer
390

escarafunchar

O encaixe não era real

Ao menos agora não é 

No início parecia 

Nada se desprendia 

Mas aquele início 

Passou a não ser suficiente 

Queria algo que trabalhasse minha mente

Que fosse além do carnal

Não sabia se aquilo era normal

Era estranho sentir aquilo

Um eterno ciclo de contradigo
371

esquadrinhar

minhas mãos estão cortadas

de tanto esforço que fiz

tentando arrancar 

aquilo que tem raiz

pra não falhar 

fugi da frustração 

busquei pela eterna atenção 

sempre com paixão 

tudo em vão 

tentei controlar o incontrolável 

busquei sempre pelo mais favorável 

num caminho onde tudo era tátil 

usei da força 

e não do sentido

e assim me tornei este ser perdido  
387

(...)

nada pra fazer 

nada de ter 

sem refazer 

sem aprender 

assim sofrer 

assim doer 

é assim que é esmorecer
991

vazar

fechei meus olhos enquanto a água escorria 

fluía de forma tão fácil e leve

morna e constante

por um breve momento nada me ocorria

o relaxamento era inevitável 

toda preocupação se esvaia 

rumo ao ralo ela seguia
969

...

Início conversas

Mas não rendem

Não conectam

Não aumentam 

Tenho buscado

Aquela mesma sensação

Que tive com você

Às vezes penso que foi tudo ilusão

O encaixe das palavras era perfeito

As ideias se desenrolavam 

A cada novo encontro

Se encontravam
959

círculo

sinto falta 

do desejo

do desejoso 

de ser desejada

cometer falhas 

no decorrer da estrada 

convergir 

pra um mesmo existir

e depois

de alcançar o pico

como se nunca tivesse existido  

em queda livre

ali estarei 

me desfazendo 

daquilo que nunca tive

alcanço o chão 

com o pedaço do outro 

tento encaixar no vão

não há solução 

olho pro meu bolso

está cheio de pedaços 

dos mais variados formatos

são apenas fardos

que teimo em carregar 

pra onde quer que eu vá
413

anamnese

Como não lembrar 

O acelerar do coração 

Aquela pulsão 

Já sabia qual era a intenção 

Viraram lembranças 

Algo distante 

Que serve apenas pra enfeitar 

As memórias na minha estante
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lembranças

Hoje peguei aquelas músicas que você me enviou

Dá aquela sensação de nostalgia

E assim se foram 4 anos

Engraçado!

É diferente ouvi-las 

Depois de tanto tempo

E ainda gerar contentamento
475

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farlleyderze

Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.

Gabriel Andrade

espetacular!

stheportugal

Me senti dentro das escritas!