paola_

paola_

- tenho um pé no lírico e o outro no óbito -

n. 0000-12-17, São Paulo

Perfil
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vazar

fechei meus olhos enquanto a água escorria 

fluía de forma tão fácil e leve

morna e constante

por um breve momento nada me ocorria

o relaxamento era inevitável 

toda preocupação se esvaia 

rumo ao ralo ela seguia
Ler poema completo

Poemas

82

amparo

busco em filmes, músicas ou qualquer outra coisa 

que ajude a despertar aquela sensação de estar apaixonada

é loucura! 

acabo lembrando dos amores pretéritos 

e o que me causavam 

hoje, não me reconheço 

a fantasia está apenas nessa minha cabeça oca 

essa é a minha fuga

que só me afunda
334

familiar

estou ansiosa 
sedenta por sentimentos
onde buscar?
não há lugar
nem pessoa
que possa me dar
meus olhos estão cansados
meu ser esgotado
tento ficar em pé 
mas meu corpo já acostumou 
a sentir o chão 
e permanecer em completa solidão
184

toada

não tinha percebido
que há muito tempo 
usava melodias como conexão
até sentir os sintomas de privação
167

quarentena

a cada caminhada
te via na lagoa
sentava na grama
respirava fundo
sentia o sol
mesmo nos dias nublados
precisava ir no meu quintal
mas agora está tudo diferente 
o sol está limitado 
num espaço 4x4
222

empobrecida

aos poucos 
estou parando de buscar 
tem sido difícil sonhar
a fertilidade passou
hoje sou terra árida 
nenhuma semente cria raiz 
ainda assim 
não deixei de existir
293

dermatilomania

mais uma casca cicatrizada
me pego olhando pra ela
a vontade começa a aumentar 
passo os dedos 
e sinto que a casca está no ‘ponto’
sei que não é sadio 
e por alguns instantes hesito
quando lembro das marcas 
nas pernas 
nos braços 
no rosto 
até desanimo 
mas é difícil lutar 
com aquilo que não se entende 
tenho vergonha! 
tento esconder 
me cobrir 
mas isso não me impede 
em continuar a me ferir
213

faz de conta

vou me aceitar 
sou assim 
aérea 
sempre flutuando 
1000 roteiros
que não acompanham meus desejos 
sempre florindo 
pra suportar que existo
fugindo da realidade 
na qual faço parte 
decidi:
vou transformar isso em arte!
291

embotar

Não bebo
Não fumo
A cama e o travesseiro 
São as únicas coisas que uso

Sempre que preciso fugir
Por alguns instantes
É como se deixasse de existir
Minha mente se desprende
Tornando tudo mais dormente

Nada dói
A lágrima não corrói
Pareço livre e normal
E não um completo caos

Quanto mais durmo
Mais entorpecida fico
Meus olhos vivem pesados
Parece que estão sempre dopados

Minha mãe sente pena
Queria lhe dar orgulho
Ter algum futuro
Encontrar alguma luz no fim do túnel


209

simulacro

É interessante como não se pode fingir por muito tempo. A escorregada é inevitável, e aquela imagem criada simplesmente se despedaça. E pensamos: como não percebi?
Parece que a ideia que fazemos sobre alguém prejudica, em parte, nosso discernimento. 
Não passando apenas duma fantasia…
Fantasias mexem conosco, despertam aquilo que nem sabíamos que existia, conseguem estremecer, arrepiar…
Desculpa pela viagem, mas durante esse efeito não consigo enxergar defeitos.
184

irresolúvel

Fico esperando um retorno seu
Zero notificações
Mesmo fazendo algo
Minha mente não aprende as lições

No fundo sei
Não tem importância 
Mas insisto em dar relevância 
Antes, tentava fugir
Da minha própria mente
Loucura!
Policiar é em vão 
Sempre traio a mim mesma
Me nego perdão

Já tentei mudar
Usando da resiliência 
Contra essa dependência 
Mas quando percebo
Estou no mesmo vício 
Parece um ciclo infinito
199

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farlleyderze

Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.

Gabriel Andrade

espetacular!

stheportugal

Me senti dentro das escritas!