paola_

paola_

- tenho um pé no lírico e o outro no óbito -

n. 0000-12-17, São Paulo

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vazar

fechei meus olhos enquanto a água escorria 

fluía de forma tão fácil e leve

morna e constante

por um breve momento nada me ocorria

o relaxamento era inevitável 

toda preocupação se esvaia 

rumo ao ralo ela seguia
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Poemas

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ficção

Ele se inclinava pra falar com outras pessoas
Convenientemente seu rosto fica próximo ao dela
Parecia que as palavras lhe fugiam 
Não prestava atenção no que ele dizia
Por um momento ele recuou o rosto 
De tal forma que tocou os lábios dela
Estremeceu 
Ele ficou sem graça
Tentou disfarçar 
Mas nitidamente queria lhe tomar em seus braços 
Parecia que não existia mais ninguém ao redor
O despertador tocou:
- mamãe...mamãe acorda! 
Foi aí que percebeu...era mais tormento sem o devido exaurimento
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humano

Enquanto o motorista esperava o sinal verde 
ela percebeu alguém prostrado
era um senhor, provavelmente mais de 70 anos
perguntou a sua mãe:
- O que ele tá fazendo?
- Olhando o movimento dos carros
continuou:
- Ele tá sozinho?
- Sim, está…
- Não tem ninguém pra cuidar dele? a mãe, o pai, o irmão…
A mãe não acreditou na pergunta, e pediu para que repetisse, e assim ela fez
- Não sei, L… 
Os olhos da sua mãe nesse momento se encheram
mas se segurou
não caiu nenhuma lágrima
Lembrou-se de alguém 
próximo, querido, que já havia partido
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farlleyderze

Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.

Gabriel Andrade

espetacular!

stheportugal

Me senti dentro das escritas!