Paulo Faria

Paulo Faria

n. 1963 PT PT

n. 1963-09-27, Porto

Perfil
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O AMOR QUER VOLTAR

Por inúmeras vezes
Em meus sonhos te procurei
Entre os anjos idealizava a tua voz
Nas nuvens moldava teu corpo
Ao acordar...não estavas lá
Assim me resignava...
Imaginando e criando-te na minha mente
Hoje...A luz do meu universo ascendeu
Despertando todos os meus sentidos
Minha vida ganhou cor
Do nada...
Resurgiste em minha vida
E o amor quer voltar
Em outro rosto me disseste...
Estou aqui...
Este tempo é só nosso
Não me deixes só outra vez...
Não vamos cair no abismo
Fica...
A noite é longa
Fica...
É hora de amar
Não vamos mais sentir
O frio de um adeus

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria


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Biografia
Palavras Guardadas é um projecto que trago a muito tempo guardado no baú do meu coração, é uma realização poética da minha parte, espero que sintam os meus sentimentos quando escrevo e por um instante perceberão o mundo através dos meus caracteres desenhados, nesta obra eu trago algumas minhas poesias mais recentes, poesias de um "poeta" mais maduro, poesias que nasceram de um sonho, que por si só já falam ao todo, espero que o fundo do meu coração alcance o objetivo em levar um pouco mais de amor às pessoas e um pouco mais de esperança para toda a gente, e, que essa viagem seja para todo o prazer aos meus estimados e bom leitores.Durante este passeio pela vida, há sempre palavras que ficam por dizer,quer sejam desabafos do coração, angústias guardadas ou todos aqueles gritos silenciosos que ficam para sempre em nós.
Durante muitos anos guardei as minhas palavras no baú como se fossem pedaços da minha alma.

Hoje solto o meu grito...

Poemas

25

PORTAS QUE SE FECHAM

Vai...
Deixa que eu cerro a porta
Vou certificar-me que a tua ida é para sempre,
Mesmo que queiras voltar...
A porta vai estar para sempre bloqueada
Vai embora...
Não há mais motivos para te segurar.
Sei que me queres ainda...
Mas tens medo de ser amada,
Tens medo de amar,
Tens medo de ser feliz e sofrer,
Não queres abrir mão de mim,
Não queres abrir mão da liberdade,
Não queres abrir mão de nada.
E no meio de toda  indecisão,
Abris-te mão de mim... 
A tua liberdade foi mais importante.
Respeito a tua decisão, 
O erro foi apenas meu...
Pensei que estavas pronta
Para levar este amor à sério. 

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
478

TRÊMULO

Queria...
Tanto e ... tão pouco eu queria
Apenas queria...
Não ter vontade de querer.
Querer com esta dor que corroí
Bem cá  fundo da minha alma
Fazendo-me sentir só e perdido
Neste coração preso inabitado.
De tanto querer...
Já não quero mais querer
O que outrora tanto queria
Quero...
De novo querer

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
125

SEM PRESSA DE VIVER

Não tenho pressa de viver
A vida concede-me momentos únicos...especiais,
Cada qual com o seu devido tempo
A vida tem o seu próprio cronometro.
Vivo intensamente o que deve ser vivido,
Aproveitando os momentos junto das pessoas que eu amo.
Não deixo para depois ou tento adiantar o que não posso,
Desfruto cada segundo como se fosse o último.
Vivo o presente aqui e agora.
Continuo na estrada sem desvirtuar o meu caminho
Se pudésse acelerar o tempo, jamais sabería viver! 

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria







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127

NÃO SOU NADA

Eu não sou nada…
Apenas um apaixonado sonhador…
Desenhando em sonhos
Momentos que não voltam mais…
Recrio todos os dias contigo vividos...
Os teus sorrisos que não esqueço mais
Beijos que outrora te roubei.
De tudo...
Levo um pouco de ti…
Deixando uma parte de mim…
Vou seguindo a nossa estrela
Procurando-te em meus desvairos
Muito além do arco íris.
E quando caí o dia...
De olhos cerrados
Observo o pôr do sol 
E na linha do horizonte imaginário 
Estamos lá tu e eu…
Abraçados em cada fim de dia…
Num momento único...de sol poente

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria



474

SEMPRE EM MIM

És o principio...
O meio e o fim da minha vida
És a razão do meu desabrochar.
Nasci para te amar incondicionalmente
Guardando em mim durante este tempo
Os beijos...os carinhos e sorrisos teus
Estiveste sempre em mim...
Hoje no toque de teus beijos,
Minha alma emana paixão
Minhas mãos ficam trémulas...suadas... 
Em teus abraços me perco
E em teus olhos me encontro.
Nosso amor nunca se vai dissipar
Pois tu, e só tu...
És a paz que me faz viver

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
109

MEU MAR



Enorme mar, com coração guerreiro
De ritmo desigual, coração mau,
Eu sou mais mole que esse pobre pau
Que prisioneiro, apodrece nas tuas vagas.
Dá-me a tua cólera tremenda,
Eu passei a vida a perdoar,
Porque entendia mar, eu me fui dando
Piedade, piedade para o que mais ofenda
Vulgaridade, vulgaridade que me acossa.
Vês o vulgar?
Esse vulgar faz-me pena,
Falta-me o ar e onde falta... fico.
Quem me dera não compreender, mas não posso
É a vulgaridade que me envenena.
Empobreci porque entender aflige,
Empobreci porque entender sufoca,
Abençoada seja a força da rocha!
Eu tenho o coração como a espuma
Eu sonhava ser como tu és,
Além nas tardes em que a minha vida
Sob as horas cálidas se abria...
Ah, eu sonhava ser como tu és
Olha para mim, aqui, pequeno, miserável,
Com toda a dor que me vence, com os sonhos todos;
Mar... dá-me,
Dá-me o inefável empenho
De tornar-me soberbo, inacessível.
Dá-me o teu sal, o teu iodo, a tua ferocidade,
Ar do mar!... Oh, tempestade! Oh, enfado!
Pobre de mim, sou um recife
E morro, mar, sucumbo na minha pobreza.
E a minha alma é como o mar, é isso,
Ah...a cidade apodrece-a engana-a;
Pequena vida que dor provoca,
Quem me dera libertar-me do seu peso!
Que voe o meu empenho, que voe a minha esperança...
A minha vida deve ter sido horrível,
Deve ter sido uma artéria incontível
E é apenas cicatriz que sempre dói.

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
59

PALHAÇO

Palhaço moribundo
Com um sorriso aberto
Vives neste carrossel da vida
Espalhando uma alegria sem fim
Perante uma plateia de juízes implacáveis
Transportas contigo a tristeza escondida
Num manto pesado de dor
Secas são  tuas lágrimas
Que banham em tua alma ferida
Só abafadas com um simples e doce olhar
De um sorriso puro de uma criança

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
130

TREVAS QUE SE ESVAEM

Sem ti...estou perdido
Os dias são trevas que se esvaem
Carregadas de um mar de ilusões
Navego em águas de correntes incertas
Enfrentando todas as tormentas e marés
Sem porto à vista para ancorar.
Perdido...
Lanço minhas redes ao mar
Na esperança de teu amor alar
As redes revelam-se vazias...
E de ti...já não sei mais

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
146

AMO-TE POR QUE TE AMO

Sabes por que te amo...
Porque eu me sinto só teu
De um modo e uma forma única
Que meu coração nunca sentiu
Ensinaste-me a acreditar em mim
Nos meus sonhos...na vida
És o motivo para o meu coração continuar a palpitar
Este sentimento ultrapassa o entendimento.
Em todos os lugares está escrito teu nome
Todos os dias, por todo dia...
Flutuo através das horas em exuberante alegria...
E tudo porque te amo 
Amo-te por que te amo e isso me basta.

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
490

SEGUIR EM FRENTE

Não quero mais mendigar teu amor
Nem tão pouco a tua compaixão
Chega de mágoas e sofrimento
Vou soltar as correntes que prendem
Meus pulsos aos meus pensamentos
Seguir em frente é essencial
Olhar para traz é perda de tempo

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria








A vida vai além do que eu possa ver.
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Comentários (2)

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Maria Helena Meireis.
Maria Helena Meireis.

Belos poemas. Parabéns, estas palavras não se devem guardar.

Paulo Faria

Obrigado.Abc