Por inúmeras vezes Em meus sonhos te procurei Entre os anjos idealizava a tua voz Nas nuvens moldava teu corpo Ao acordar...não estavas lá Assim me resignava... Imaginando e criando-te na minha mente Hoje...A luz do meu universo ascendeu Despertando todos os meus sentidos Minha vida ganhou cor Do nada... Resurgiste em minha vida E o amor quer voltar Em outro rosto me disseste... Estou aqui... Este tempo é só nosso Não me deixes só outra vez... Não vamos cair no abismo Fica... A noite é longa Fica... É hora de amar Não vamos mais sentir O frio de um adeus
Palavras Guardadas é um projecto que trago a muito tempo guardado no baú do meu coração, é uma realização poética da minha parte, espero que sintam os meus sentimentos quando escrevo e por um instante perceberão o mundo através dos meus caracteres desenhados, nesta obra eu trago algumas minhas poesias mais recentes, poesias de um "poeta" mais maduro, poesias que nasceram de um sonho, que por si só já falam ao todo, espero que o fundo do meu coração alcance o objetivo em levar um pouco mais de amor às pessoas e um pouco mais de esperança para toda a gente, e, que essa viagem seja para todo o prazer aos meus estimados e bom leitores.Durante este passeio pela vida, há sempre palavras que ficam por dizer,quer sejam desabafos do coração, angústias guardadas ou todos aqueles gritos silenciosos que ficam para sempre em nós. Durante muitos anos guardei as minhas palavras no baú como se fossem pedaços da minha alma.
Estranho este sentir... Louca toda esta agonia, Meu coração doí Dele procedem flechas inflamadas, Soltando lágrimas de sangue Que vertem pelos olhos e pelas palavras. De tanto querer doar E não poder... Dias e mais dias de amargura... Ventos fortes sem direção Cruzam nos meus caminhos. As estrelas... Derramam sementes da paixão, Translucidas em um mar de solidão De desejos e sonhos perdidos Banhados numa tristeza sem fim.
In " Palavras Guardadas" Paulo Faria
483
Dedicado a Adriana Sergio Dalma
Dedicado a Adriana Sergio Dalma
Hoje não vamos chorar de saudade Simplesmente vamos orar! Quem parte desperta um sentimento de saudade eterna nos corações Vamos guardar na nossa mente As lembranças que serão essas que a deixarão viva Em nossos corações para sempre! A morte são pétalas que se soltam das flores Deixando uma eterna saudade no coração. Não se despediu de nós... Mas ficará para sempre na nossa memória Com o tempo entenderemos a sua partida!
Paulo Faria
80
INFINITO
Refuto o que é o infinito Dia após dia... Nada granjeia a dimensão deste amor Se tentares aferir o universo Estarás proxima de compreender A dimensão do meu amor. Este sentimento é e será eterno Ultrapassando as barreiras da eternidade Ele me faz mover... Fazendo de mim uma pessoa única e feliz. No fundo dos oceanos... Descortino o brilho das estrelas Ofuscado pela beleza de um sorriso teu. Em teus olhar encontro um novo caminho Uma visão perfeitamente nítida do paraíso. São os teus olhos que me vêem Mas sou eu que através deles Construo e edifico... Uma estrada de amor infinita.
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
.
498
PORTAS QUE SE FECHAM
Vai... Deixa que eu cerro a porta Vou certificar-me que a tua ida é para sempre, Mesmo que queiras voltar... A porta vai estar para sempre bloqueada Vai embora... Não há mais motivos para te segurar. Sei que me queres ainda... Mas tens medo de ser amada, Tens medo de amar, Tens medo de ser feliz e sofrer, Não queres abrir mão de mim, Não queres abrir mão da liberdade, Não queres abrir mão de nada. E no meio de toda indecisão, Abris-te mão de mim... A tua liberdade foi mais importante. Respeito a tua decisão, O erro foi apenas meu... Pensei que estavas pronta Para levar este amor à sério.
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
478
TRÊMULO
Queria... Tanto e ... tão pouco eu queria Apenas queria... Não ter vontade de querer. Querer com esta dor que corroí Bem cá fundo da minha alma Fazendo-me sentir só e perdido Neste coração preso inabitado. De tanto querer... Já não quero mais querer O que outrora tanto queria Quero... De novo querer
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
125
SEM PRESSA DE VIVER
Não tenho pressa de viver A vida concede-me momentos únicos...especiais, Cada qual com o seu devido tempo A vida tem o seu próprio cronometro. Vivo intensamente o que deve ser vivido, Aproveitando os momentos junto das pessoas que eu amo. Não deixo para depois ou tento adiantar o que não posso, Desfruto cada segundo como se fosse o último. Vivo o presente aqui e agora. Continuo na estrada sem desvirtuar o meu caminho Se pudésse acelerar o tempo, jamais sabería viver!
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
.
127
NÃO SOU NADA
Eu não sou nada… Apenas um apaixonado sonhador… Desenhando em sonhos Momentos que não voltam mais… Recrio todos os dias contigo vividos... Os teus sorrisos que não esqueço mais Beijos que outrora te roubei. De tudo... Levo um pouco de ti… Deixando uma parte de mim… Vou seguindo a nossa estrela Procurando-te em meus desvairos Muito além do arco íris. E quando caí o dia... De olhos cerrados Observo o pôr do sol E na linha do horizonte imaginário Estamos lá tu e eu… Abraçados em cada fim de dia… Num momento único...de sol poente
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
474
SEMPRE EM MIM
És o principio... O meio e o fim da minha vida És a razão do meu desabrochar. Nasci para te amar incondicionalmente Guardando em mim durante este tempo Os beijos...os carinhos e sorrisos teus Estiveste sempre em mim... Hoje no toque de teus beijos, Minha alma emana paixão Minhas mãos ficam trémulas...suadas... Em teus abraços me perco E em teus olhos me encontro. Nosso amor nunca se vai dissipar Pois tu, e só tu... És a paz que me faz viver
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
109
MEU MAR
Enorme mar, com coração guerreiro De ritmo desigual, coração mau, Eu sou mais mole que esse pobre pau Que prisioneiro, apodrece nas tuas vagas. Dá-me a tua cólera tremenda, Eu passei a vida a perdoar, Porque entendia mar, eu me fui dando Piedade, piedade para o que mais ofenda Vulgaridade, vulgaridade que me acossa. Vês o vulgar? Esse vulgar faz-me pena, Falta-me o ar e onde falta... fico. Quem me dera não compreender, mas não posso É a vulgaridade que me envenena. Empobreci porque entender aflige, Empobreci porque entender sufoca, Abençoada seja a força da rocha! Eu tenho o coração como a espuma Eu sonhava ser como tu és, Além nas tardes em que a minha vida Sob as horas cálidas se abria... Ah, eu sonhava ser como tu és Olha para mim, aqui, pequeno, miserável, Com toda a dor que me vence, com os sonhos todos; Mar... dá-me, Dá-me o inefável empenho De tornar-me soberbo, inacessível. Dá-me o teu sal, o teu iodo, a tua ferocidade, Ar do mar!... Oh, tempestade! Oh, enfado! Pobre de mim, sou um recife E morro, mar, sucumbo na minha pobreza. E a minha alma é como o mar, é isso, Ah...a cidade apodrece-a engana-a; Pequena vida que dor provoca, Quem me dera libertar-me do seu peso! Que voe o meu empenho, que voe a minha esperança... A minha vida deve ter sido horrível, Deve ter sido uma artéria incontível E é apenas cicatriz que sempre dói.
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
59
PALHAÇO
Palhaço moribundo Com um sorriso aberto Vives neste carrossel da vida Espalhando uma alegria sem fim Perante uma plateia de juízes implacáveis Transportas contigo a tristeza escondida Num manto pesado de dor Secas são tuas lágrimas Que banham em tua alma ferida Só abafadas com um simples e doce olhar De um sorriso puro de uma criança