Nas Mãos de Deus somos todos marionetes convivendo com gente. Muitas vezes descontentes brigando com gente. Poucas são indulgentes, amando gente mesmo quando mentem. Algumas são cínicas, arrogantes e prepotentes, ainda assim, são gente. Até quando agem mal quase irracionalmente. Algumas são brancas, outras são negras, amarelas que quando se fundem tornam-se pardas, mulatas, mas também são gente. São cristãs, católicas muçulmanas, xintoístas, budistas também são descrentes. Mesmo sendo gente como a gente, as julgamos e condenamos em todos os continentes. Somos gente do mundo, marionetes controlados pelos dedos de Deus.
A vida é feita de escolhas, portanto, também de renuncias. Um mundo de contradições do universo de paradoxos. A vida nos consome com suas dores e agonias, são muitas contradições são tantos paradoxos. O tempo é réu e juiz, jurado e testemunha, julgando erros e acertos expostos numa gama de escolhas oculta numa miríade de renuncias, onde explano contradições onde disserto sobre paradoxos. E na incomensurabilidade crédula em meu egocêntrico ceticismo, sigo expondo as contradições enquanto desfilo com paradoxos
371
Alegrias e tristezas
Letra sem musica é poesia Jardim sem flor . é melancolia Romance sem amor é agonia Poeta sem musa é utopia Criança sorrindo é fantasia Palhaço no circo é alegria Letra sem musica é melancolia Jardim sem flor é agonia Romance sem amor é utopia Poeta sem musa não tem poesia Criança sorrindo é alegria Palhaço no circo é fantasia
348
Mentes, mentem
Dementes de mente Mentes dementes Doentes de mente Dementes doentes Mentes doentes Doentes dementes Doentes que mentem Mentes que mentem Dementes que mentem O que todos mentem Doentes que sentem Dementes que sentem Mentes que sentem O que todos mentem Sentem que são doentes Mentem que são doentes Todos mentem sobre o que sentem.
393
Pacto
Assim como o poeta também fiz um pacto de coexistência só que em vez do tempo, o fiz com Deus. Eu não me preocupo com ele para que ele não se preocupe comigo. E assim sigo o meu caminho levando-o em pensamento e orações. Agradeço em preces pela existência dos elementos da natureza, pelo sol, mar, lua e estrelas cores, sons e flores homens, mulheres e crianças pelos animais, mesmo os irracionais bípedes que circulam pelas ruas, a pé de carro, motos, ônibus e aviões. Pois esses seres merecem e precisam de mais cuidados que eu uma vez que ainda acredito na vida em toda a sua essência.
377
Amigos
Penso nos amigos que outrora "tive", mas se os tive, amigos não eram. Então me pergunto? Onde estão essas pessoas amigas agora que tanto preciso? Perdidas no tempo e espaço, ou guardadas nos meus pensamentos? Escondidas em minhas lembranças ou ocultas nas penumbras de minh'alma? Não desejo saber onde os deixei nem porque me deixaram, apenas gostaria de saber, se realmente um dia os tive!? Os que tive provaram não serem amigos, Hoje estou vivendo, sob novos ares novas culturas e valores. Dividindo cada conquista, cada avanço, ora oferecendo uma palavra de carinho ora recebendo outra de amizade. Os que estão distantes os levo em pensamento e os guardo no coração. E todos eles estão destacados nas paginas do livro que se intitula "VIDA"!
394
Minha rua
Minha rua não tem nome é apenas "minha Rua". Ela fica no meu bairro, na minha cidade, em um estado, que não é o meu! Aliás, também não é minha Rua lá apenas me escondo, me refugio continua sendo no meu bairro que também não é meu na mesma cidade que não é a minha No referido estado ainda que não mencionado também não é o meu. A minha verdadeira rua não existe porque ao contrario de Mario de Andrade que perseguia tanto a si mesmo quanto a São Paulo, eu fujo tanto de mim quanto fujo do meu estado. continuo sem saber quem sou poetizando sobre o nada e desconhecendo a Minha Rua!
412
Cotidiano
È mais um dia normal! Outro dia comum! A chuva em pó, aspirada pela elite a felicidade sintética, inalada por jovens, cheirada por velhos, em raves e favelas, casebres e mansões, parques e playgrounds. queimada pela fome, assassina sem piedade, mata sem dó. A chuva em pó, pedras, sai nos guetos, escorrega na zona sul, inalada por jovens, cheirada por velhos, em raves e favelas, casebres e mansões, parques e playgrounds. Sobrevivi há outro dia, outro dia normal! Sobrevivi a mais um dia, sem levar um tiro, nem levar porrada, nem da sociedade, policia ou malandragem. Sobrevivi a mais um dia, só tive a roupa amassada, amarrotada, suja e rasgada, pela condução abarrotada, pelo ar enegrecido que respiro, pelo suor que transpiro. Sobrevivi a mais um dia, e a noite chegou, as putas surgiram, o trafico acordou, vendendo e ofertando, a ilusão em pó, a alegria em pedra. Sobrevivi a mais um dia, um dia que morreu! Outro dia normal!
369
Continuidade
Desperto novamente com a arma apontada, empunhada pela sociedade, roubando meus sonhos. Fecho os olhos, é o fim, é o estalo do cão, o giro do tambor, BANG! O cheiro de pólvora! Continuo respirando, era de festim! é apenas um alerta, mero aviso de que não estou no Paraíso! Da cidade que desperta! A cidade arriscada, um embate de carros, uma moto caída, um corpo no chão, outra vida perdida. Perdida para a violência, perdida para o caos do cotidiano rotineiro, da vida real. Não há clemência, não há perdão, nem para a fera, nem para o domador
369
Violência
Bang! É o grito da policia. Bang! É a resposta do ladrão. Bang! É uma bala perdida. Bang! Tem um corpo no chão. Bang! É a voz da violência. Bang! É a falta de razão. Bang! É a discussão no transito. Bang! Morre mais um cidadão. Bang! Para criar a ordem. Bang! Também cria a desordem. Bang! É o progresso da nação! Bang! É o discurso político. Bang! Enquanto morre o cidadão! Bang! Sussurra a sociedade. Bang! Alguns fogem de avião. Bang! Outros trancados em condomínios. Bang! São os fogos da favela. Bang! Vários corpos pelo chão. Bang! É noticia na TV. Bang. Outra caba de morrer. Bang! No raiar do dia! Bang! Até o anoitecer.
331
Caos
É o caos! O cidadão em sua casa o seu lar é uma prisão. Se alguém bate em sua porta, fica com medo de ladrão.
É o caos! É o caos! É o caos!
É o caos! Acorda cedo pro trabalho, não tem outra solução. Outro acidente na estrada, outra alma tá no chão. Um curioso se aproxima, toma cuidado com ladrão.
É o caos! É o caos! É o caos!
É o caos! Se alguém pede uma esmola, segue pela contramão. E é tanta insegurança, Pouca policia e muito ladrão.
É o caos! É o caos! É o caos!
É o caos! Assiste ao noticiário,. estourou outra rebelião. Os bandidos escaparam, vão matar mais cidadãos. A segurança muito pensa, só não encontra a solução.