pauloafonsobarros_57

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Aprendiz dos filhos e da vida, acredito que cá estamos não por mero acaso.

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Ainda sou...

Hoje, lentamente, ao buscar entender
que acordava para mais um dia,
primeiro tentei saber se apenas sonhava ou,
se fato,
ainda existia,
demorados segundos de torpor,
em suspensão,
entre ter sido e ainda ser,
percebo que sou,
logo agora que já concebia sido ser,
amanhã,
se outro dia,
vida nova se faça,
com tudo aquilo de que preciso,
pouco,
e com mansidão...
Ler poema completo
Biografia

Nascido no Brasil, na cidade de Apucarana, estado do Paraná, em 07 de outubro de 1957.

Pai: Node de Barros  Mãe: Gilda Montilha de Barros

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Taubaté - UNITAU

Graduado em Biologia - Bacharelado pela Universidade de Taubaté - UNITAU

Especialização em Gerontologia pela Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP - São José dos Campos - SP

Mestre pelo Programa de Pósgraduação Interdisciplinar em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e
Práticas Sociais da Universidade de Taubaté - SP.
Área de Concentração: Contextos, Práticas Sociais e Desenvolvimento Humano.

Tese de Mestrado: ASPECTOS DA CULTURA ORGANIZACIONAL E DO ENVELHECIMENTO EM SERVIDORES
PÚBLICOS DE UM INSTITUTO DE PESQUISAS

Poemas

6

Tão perto, pouco conhecido...



Amar nos harmoniza para com a centelha de amor confiada por Deus que humanos, sem exceção, possuímos.

Amar estreita, acolhe, aconchega e permite superar qualquer barreira, seja de raça, credo ou condição social.

Amar nos alerta para a finitude que chegará para todos, quando nada que seja material carregaremos.

Amar é uma condição favorável para acessar cantinhos nossos, quase inexplorados, onde repousam sinais das buscas seculares a nos inquietar e, por certo, continuarão a nos instigar a apreender o que está tão perto, mas ainda pouco conhecido.

As novas gerações estão mais próximas desses saberes, não há dúvida.

Paulo Afonso de Barros
201

Dia dos avós e dos netos...



No dia dos avós tenho que celebrar e agradecer a Deus por todos os dias do Felipe, que veio das estrelas, as mais longínquas, fez um pit stop onde se encontram espíritos iluminados e recebeu uma tarefa dividida em algumas etapas:

Faça seus pais, Lucas e Gisele, felizes todos os dias, e tenha humildade para aprender o máximo que puder com eles;

Seja carinhoso e humilde para com seus primos e amiguinhos, irmãos da mesma geração, que possuem a mesma tarefa, fazer do mundo um lugar melhor para todos;

Procure ouvir mais do falar;

Fique esperto para com a vaidade, o orgulho, o apego demasiado ao supérfluo, meramente material, coisas efêmeras e passageiras;

Cultive as boas amizades, elas serão para a vida inteira;

Alimente a compaixão e o perdão;

Tenha paciência com seus avós, quando você estiver um pouquinho maior eles podem não estar ouvindo muito bem e nem te acompanhar com o mesmo pique nas brincadeiras, mas vão querer te tocar, fazer e receber carinho;

Deixe-se beijar e beije muito seus avós, tios e tias, primos e primas, não tenha vergonha dos seus sentimentos, demonstre-os, seja espontâneo.

Lá nas estrelas lhe falaram de Jesus e de seu maior ensinamento, amar ao próximo como a ti mesmo, sem discriminação.

Felipe, você não vai lembrar exatamente de tudo que lhe gravaram na mente, mas você terá as boas intuições, siga-as, especialmente quando o que você deseja ou faça não prejudique seu semelhante.

Não se cobre tanto a perfeição, ela não existe, quando perceber que cometeu algum deslize, um equívoco qualquer, não se constranja, peça desculpas e as aceite quando elas forem solicitadas a você.

Por fim, alimente o seu sorriso, você pode ser um especialista em gentilezas.

Beijão aqui do Ditian / avô brasileiro, de Apucarana, estado do Paraná, Brasil.

Paulo Afonso Barros
194

Morrer, ou como morrer...

Morremos sem prévio aviso, ou todo dia um pouco, perdoar ou não é uma escolha.
Paulo Afonso de Barros
190

Enquanto você dormia...



Vejo em silêncio as delicadas linhas de seu rosto, preservadas estão suas mais belas faces em todos os ângulos, a mesma graça de quando a vi pela primeira vez e que me fez pensar.

- Onde e quando já a tinha visto?

Não foram apenas em sonhos ou nas alamedas comuns por onde caminhávamos, se assim fosse jamais me esqueceria.

Sem a tocar alinho com cuidado seus cabelos e delineio numa imaginária aquarela suas pequenas mãos com orquídeas, suas preferidas, agora acolhidas com seu adorável e belo sorriso, quase sempre contido, afagadas pelos mesmos e encantadores olhos suaves e expressivos.

Moldo seus lábios com os meus e juro baixinho,

- Sei, e apenas sei, que a vi e a amei muito antes daquele primeiro dia...

Paulo Afonso Barros
208

Enquanto você dormia...



Vejo em silêncio as delicadas linhas de seu rosto, preservadas estão suas mais belas faces em todos os ângulos, a mesma graça de quando a vi pela primeira vez e que me fez pensar.

- Onde e quando já a tinha visto?

Não foram apenas em sonhos ou nas alamedas comuns por onde caminhávamos, se assim fosse jamais me esqueceria.

Sem a tocar alinho com cuidado seus cabelos e delineio numa imaginária aquarela suas pequenas mãos com orquídeas, suas preferidas, agora acolhidas com seu adorável e belo sorriso, quase sempre contido, afagadas pelos mesmos e encantadores olhos suaves e expressivos.

Moldo seus lábios com os meus e juro baixinho,

- Sei, e apenas sei, que a vi e a amei muito antes daquele primeiro dia...

Paulo Afonso de Barros
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Suicídio no Brasil...


Diariamente trinta pessoas cometem suicídio no Brasil.

O suicídio em nosso país ainda não está contemplado como uma urgente questão de saúde pública, recursos humanos e financeiros no SUS minguam e escancaram o sucateamento desse setor.

O tempo de mera contemplação para com as doenças da mente já passou de há muito, ações por parte de todos, sociedade civil organizada e Poder Público, ainda que tardias, não podem mais serem adiadas.

A indiferença não é aceitável frente aos que, à sua maneira, pedem ajuda e sofrem invisíveis.

Pessoas que cometem suicídio emitem sinais, verbalizados ou não, porém nem sempre são levados a sério.

"-Se fosse verdade ou se tivesse coragem já teria feito pra' valer".

Esse tipo de crença reforça o estigma de quem sofre a depressão em suas mais variadas formas e sintomas.

Acusações do tipo, "quer chamar a atenção" ou "frescura" ou "falta do que fazer", só agrava e instiga a pessoa fragilizada a mergulhar no abismo que se lhe mostra todos os dias.

Pensemos a respeito, consideremos que podemos ajudar.

Clamamos ética nos outros.

O número 188, do Centro de Valorização da Vida - CVV, desde 01 de julho, está recebendo ligações gratuitas de telefones fixos, celulares e orelhões.

Paulo Afonso de Barros
205

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