pauloazfogg

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AFLITOS


ÁS VEZES SINTO OU
MELHOR QUASE QUE
SEMPRE O PESAR
DOS TEUS DIAS FRIOS
VOCÊ LEVASTE TUDO
QUE EU TINHA
NÃO ME DEIXOU
SEQUER A ESPERANÇA
DE DIAS MELHORES
O QUE ESTAVA POR VIR
FOI MUITO DIFICIL
PARA MIM
VER TUDO QUE EU
NÃO TINHA SE PERDER
ESVAIR
TRAGA-ME
A CONCHA
CHEIA DO TEU FEIJÃO
SUJO
AQUELE MEL PODRE
QUE SAI DE SUAS ENTRANHAS
NÃO FIZESTE SEQUER
UM SÓ MOVIMENTO
MESMO QUE INVOLUNTÁRIO
PARA SATISFAZER MEU ESTÔMAGO
AGORA FICA AI A RIR DE MINHA
ETERNA DESGRAÇA
TALVEZ EU SAIBA
COMO SAIR DISSO
TUDO
É TÃO FÁCIL, SÓ
PRECISO DE UM
GOLE E ESTE MEL
QUE TRAZES CONSIGO
ME DARÁS A LIBERDADE
QUE TANTO PRECISO
OUÇO OS PÁSSAROS DO CALABOUÇO
DE UM EU, MORTO.


    130122
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Poemas

5

A CPI DE TOLICES









A SUPREMACIA DE UMA CPI DE TOLICES - Meu pai do céu, que nojo eu sinto vendo aqueles senhores entregando e sujando a nossa bandeira e nossas paciências.

Ainda surge um dos gritantes ali a gritar que a CPI fora a responsável pelo acelero de vacinados.

Só não me sujo as calças por que estes senhores não merecem o produto final desta, estão muito abaixo disso.

A emissora carioca ontem fez e refez aos gritos obstinados no jornal da tarde, sobre a entrega e leitura final de um serviço que eu intitulo desserviço feito ali.

Sendo que travar a questão e encher com pá de côco de pombo, alguns familiares e outros que para mim fizeram um típico papel de retirante ao inverso, céus a vacina esta ai, milhões sendo vacinados e a nação com toda fé e força vai retornando ao impulso normal da vida cotidiana.

Como me sinto humilhado e envergonhado ao ver este circo global que fora todo orquestrado por uma mídia suja e ineficiente e trazendo aos berros o choro e o sofreguidor de um povo que sempre foi e será, pelo visto, tragado e usado pelo grande grupo de milicianos basbacais.









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AFLITOS


ÁS VEZES SINTO OU
MELHOR QUASE QUE
SEMPRE O PESAR
DOS TEUS DIAS FRIOS
VOCÊ LEVASTE TUDO
QUE EU TINHA
NÃO ME DEIXOU
SEQUER A ESPERANÇA
DE DIAS MELHORES
O QUE ESTAVA POR VIR
FOI MUITO DIFICIL
PARA MIM
VER TUDO QUE EU
NÃO TINHA SE PERDER
ESVAIR
TRAGA-ME
A CONCHA
CHEIA DO TEU FEIJÃO
SUJO
AQUELE MEL PODRE
QUE SAI DE SUAS ENTRANHAS
NÃO FIZESTE SEQUER
UM SÓ MOVIMENTO
MESMO QUE INVOLUNTÁRIO
PARA SATISFAZER MEU ESTÔMAGO
AGORA FICA AI A RIR DE MINHA
ETERNA DESGRAÇA
TALVEZ EU SAIBA
COMO SAIR DISSO
TUDO
É TÃO FÁCIL, SÓ
PRECISO DE UM
GOLE E ESTE MEL
QUE TRAZES CONSIGO
ME DARÁS A LIBERDADE
QUE TANTO PRECISO
OUÇO OS PÁSSAROS DO CALABOUÇO
DE UM EU, MORTO.


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FAMIGERADOS

A MAIOR GANÂNCIA
   DE MINHA PARTE
   TE FAZER CRESCER
   EM MIM
   PODERIA TER DADO
   FIM A ESTE LADO
   TÃO CRITERIOSO
   DE INVERDADES
   SOLICITO A TI O
   DIREITO DE PODER
   COAGIR O MEU EU
   INDIGNA-LO E PERSUADI-LO
   PARA QUE EU
   POSSA OBTER A SEGURANÇA
   QUE TANTO PRECISO
   NÃO ME OLHE COM A CARÊNCIA
   DOS DIAS ATUAIS
   ESTÃO SUJOS, MOLESTOS, FÉTIDOS
   ME OLHE COM O CORAÇÃO
   DE GUERREIRO
   DAQUELES QUE FORAM
   POR UMA CAUSA SEM DOR
   POR QUE A DOR SENTIMOS
   HOJE, DIANTE A UMA
   CLASSE FAMIGERADA
   E MISERENTA A VIVER
   TROUXE AS FRUTAS DAQUELA
   ÁRVORE QUE DANTES FORA PROIBIDA
   ME ENTREGUE, FAREI O
   DRINK DE NOSSO PRAZER
   POR FALAR NISSO, ESTIVE AQUI,
   SEMPRE AQUI A
   ESPERAR UMA TRAGÉDIA
   QUE FORA MARCADA POR DEUSES
   ELES NUNCA ERRAM.

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FILHO


        JA SINTO O DESESPERO
        ELE VEIO DE CALÇA
        BRANCA E CAMISA 
        VERMELHA
        UM PERFUME TÃO
        FORTE QUANTO AOS MEUS
        EM NOITES DE LUXÚRIA
        A QUE NOITES ALEGRES
        VIVI
        HOJE ME PERCO A DIAS
        NUM MARASMO DE
        TEMPOS RUINS
        ME TRAGA A FACA
        FAÇA O SEU DESEJO
        DEIXE JORRAR O LIQUIDO
        DO PODER
        O MESMO PODER DE
        GRANDES ÉPOCAS
        HERÓICAS
        AGORA BEBA, BEM
        DEVAGAR E SINTA O
        PULSAR DE OUTRAS
        VIDAS
        REVERBERE TODA A
        ALIANÇA TRAVADA
        E CONFIADA A MIM
        SEMPRE SOUBE QUE 
        ERA MEU
        FILHO NÃO TE SAIAS
        PARA LONGE, POR QUE
        O CHIFRE DO ELEMENTO
        NÃO DIFUNDE
        O QUE TRAZ EM SUA ALMA
        CONHEÇA O TEU DESTINO E AMIGOS
        POR QUE O MUNDO
        TE PERTENÇE AGORA
        DEPOIS TERÁS GANA
        DE TER MUITO MAIS
        POR QUE ESTA NO TEU SANGUE.
        
        FILHO...


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EXTENSO DE NATAL TERROR

















EXTENSO DE NATAL

























CONTO DE TERROR - DE PAULO FOG

























Vinte quatro de dezembro de 1984, ás 23:48 horas, em um bairro de operários no interior de SÃO PAULO.

Gertrudes termina de lavar as panelas na cozinha industrial de uma grande fábrica de alimentícios.

Osvaldo entra trazendo dois lebres e um frango grande.

- O que é isso Osvaldo?

- Acabei de pegar das mãos do senhor Geraldo.

- A velho safado, só por que ele sabe que tenho compromisso no terreiro do seu ZÉ.

- E agora, vamos deixar na câmara fria?

- Não, fique aqui, vou colocar água para ferver.

- Mais........

- Corre lá na casa de Janete e eles estando, diga que venha pra cá e me ajude com isso e traz o Damião esposo dela também.

- Tá certo.

Osvaldo deixa os animais ali na mesa e corre pelo pátio iluminado parando por poucos segundos para observar a belezura da grande árvore natalina da empresa decorada ali.

- Oh árvore linda que só, não me canso de ver. Ele se lembra ali de seu compromisso e sai apurando os passos em direção a vila, menos de 500 metros da portaria principal.

Gertrudes ouve o barulho de água a anunciar o fervor, olha para a porta aberta e nada deles, sente um arrepio lhe percorrer o corpo.

- Nossa SENHORA DO DESTERRO, livrai-me.

Ela fica de joelhos e ali segura forte seu patuá enquanto profere um canto africano que aprendera com seu avô já falecido há mais de vinte anos.

Osvaldo já esta perto da vila quando ouve passos largos atrás dele, ele pára e olha em um giro e nada, retorna para o seu destino e inicia uma corrida quando sente algo queimar em seu pescoço, um estalar, nem dá tempo para qualquer outra reação, logo seus olhos esbugalham, sua cabeça é separada do seu tronco, ambos caem ali naquele chão de terra arenosa.

Gertrudes fecha a porta do refeitório, deixa somente uma menor aberta de acesso a cozinha, vai ao telefone e liga na guarita, então percebe estar sem comunicação, telefone mudo, ela pega o cutelo grande e faz seus benzimentos ali e sai da cozinha, anda pelo pátio segurando o cutelo e de olhos rápidos em tudo, sente sua alma sair do corpo quando vê 3 gatos atravessarem seu caminho.

- Toma conta OXÓSSI. Agora mais firme em seus guias ela caminha por ali indo em direção a lavanderia, ali tudo trancado, ela olha pelo vitrô da porta e nada, caminha até o primeiro vestiário e também nada, quando sai do segundo para o terceiro.

- O que houve Gertrudes, dando um passeio a essa hora?

- Seu Lourenço, seu Lourenço, graças ao pai, o senhor esta fazendo sua ronda?

- Sim, por quê?

- Olhe, me desculpe ocupa-lo com isso, mais a cozinha esta sem telefone.

- Como assim?

- Fui usar e nada.

- Vamos lá ver?

- Sim. Os dois seguem para a cozinha e logo Lourenço avista o problema, os fios estavam soltos na linha aérea, provavelmente devido as últimas ventanias que ocorreram no local.

- Meu PAI XANGÔ.

- Fica tranquila, amanhã vamos ter pessoal na oficina e na elétrica, vou deixar tudo anotado e eles virão dar uma olhadinha e consertarão tudinho.

- Graças, obrigado seu Lourenço.

O homem olha para ela e percebe um certo tremor nas palavras de Gertrudes.

- Olha, se quiser fico aqui com a senhora até que termine seu trabalho, tudo bem?

- Se não for te atrapalhar, eu vou achar é bom, sabe hoje me deu uns bons arrepios este lugar, sabia?

- Mais por que ainda esta aqui a estas horas?

- Imagina, seu GERALDO deu aqueles animais ali para o Osvaldo, agora vou ter de limpa-los para congelar.

- Que animais dona Gertrudes?

A mulher olha para a mesa e nada do bichos ali, somente um rastro de sangue, ela grita e Lourenço vai até ela, eles decidem por seguir o rastro e param diante a câmara fria.

- Vou abrir.

- Por favor seu Lourenço, não abra, chame seus colegas primeiro eu não sinto algo bom com isso ai, por favor seu Lourenço.

- Tá certo.

Lourenço pega seu rádio e tenta contato sem sucesso, porém eles ouvem ruídos vindo de dentro do congelador industrial.

- O que esta havendo?

- Por favor seu Lourenço.

Gertrudes ali com o cutelo em punho, Lourenço abre o potente congelador e logo vê dois rádios jogados, mais a frente seus três colegas de guarda, corpos furados, rasgados, ele os reconhece.

- Meu Deus, o que esta havendo aqui?

Gertrudes corre para fora dali, ali no canteiro de hortaliças que ela cultivara, a mulher começa a vomitar, logo Lourenço vem a ela.

- Vamos?

- O quê, para onde, nós vamos morrer.

- Por favor, venha comigo, vamos ao escritório.

- Fazer o quê?

- Eles tem uma linha especial, subterrânea, não tem como corta-la.

- Será que existe isso mesmo?

- Sim, venha comigo?

- Vamos.

Ela segue o homem, só então percebe que Lourenço traz manchas de sangue em uma das pernas de sua calça.

- Por que parou?

- Seu Lourenço.

- Sim.

- Por que tem essa manchas ai na perna de sua calça, são tipo mãos, como se estivessem agarrado o senhor, o que houve de verdade senhor Lourenço?

- O quê, quais manchas? Ela aponta para ele, o homem olha para ela com um ar diabólico.

- Por que é tão fixa em detalhes, hein Gertrudes?

- O que é isso, o que vai fazer?

- Ia ser muito simples, só um empurrãozinho da escada e pronto, estaria morta igual ao seu Osvaldo, e olha nem deu trabalho em mata-lo sabia?

- Por que, por que seu Lourenço?

Nisso sai da escuridão uma garota de seus 15 anos, cabelos pretos longos, branca quase sem vida, vestido simples verde, magra.

- Quem é ela?

- Não se lembra de mim, vó?

- Não, não pode ser, você morreu, morreu afogada naquele riacho em MINAS GERAIS.

- Talvez sim, talvez eu tenha morrido ali ou bem antes daquilo, vózinha.

Lourenço golpeia Gertrudes que cai, deixando o cutelo caído ao lado no chão, a mulher é arrastada pela garota e o homem até o quarto dispensa, ali é colocada em cima de um colchão de solteiro enquanto Lourenço desenha um pentagrama no chão.

- Pronto?

- Sim.

- Vou preparar as velas. A garota rodeia o desenho com velas e logo Gertrudes é posta no meio daquilo.

Lourenço inicia um rito macabro de rezas e batidas de mão ao peito até que uma nuvem negra toma conta do lugar, mãos com unhas grandes saem desta e puxam o corpo e os dois para dentro de um portal, logo ouve-se o som de sirenes, as viaturas ja entraram na indústria e um braço de Gertrudes é deixado para trás.









FIM.
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