Milena
Milena é doce, é calma
olhar sereno, que encanta a alma
Cabelos negros, como uma cachoeira engolida
pelo espectro da noite, desaguando na paixão,
afogando-me em desilusão,
Mas Milena não tem culpa,
culpa minha e eu sei,
Milena perdoe o meu coração fraco,
e eu prometo, te esquecer de vez.
Pensando bem
Pensando bem, eu aceito tudo isso
Pensando bem, cansei de está errado
pensando bem, talvez esse seja meu destino
pensabem bem, não é tão ruim está sozinho
pensando bem, eu não queria que fosse assim
pensando bem, nada parece funcionar
pensando bem, Chega tão o rápido o fim
pensando bem, eu só deva me conformar
E abraçar a solidão enquanto aguardo
a respostar; pensando não tão bem.
Noite
Hoje, eu pude ver a noite viva,
Viva mesmo! A noite mais intensa...
A noite em movimento, a noite que respira.
Trazendo o lapso do amor, a latejante paixão,
A noite mais enoitecida, mais profunda,
Que toma o coração, sem razão, absoluta.
Seu perfume exalando o dúlcido luar,
Levando-me em cada passo, em cada respirar;
Ao bom falso, ao bom enganar.
Hoje, eu puder ver a noite viva,
A noite que transcende o real,
A noite ao escuro, o escuro em magnestismo,
o escuro em paixão, o escuro cheio de vida,
Que chega a viver o meu coração!
Que chega a dançar o meu coração!
A valsa enoitecida, me conduz feliz sem razão,
Que nem parece desilusão.
O êxtase abraçando-me firmemente,
sem saber o que está por vim,
o final da canção.
Hoje, pude ver a noite viva,
Perco-me e não sei onde estavas
Mas aquela noite, jamais vista,
Me trouxe vida, me trouxe lágrimas.
A noite em seus cabelos.
Pensando bem
Andando em círculos constantes,
Até que o abismo conduz o meu tropeço.
E o reflexo dela acelerando o meu fim
Em um eco sublime nas minhas fragilidades.
Coração enlaçado em seus cabelos enoitecidos.
Mas pensando bem, hoje;
Eu sempre estive um passo atrás.
O sorriso sagaz da noite,
Mastiga meu câncer, como esfaimados animais.
Mas pensando bem, eu sabia
A chuva feliz do dia,
chuva que não molha e se molha,
Suas gotas me machucam,
E a alma se perde em cada gota.
Mas aqui estou eu,
Beijando a lua outra vez
Beijo feroz, referto no ardor,
Só pra sentir-la, eu sei
Só pra sentir o seu milagroso sabor.
E os seus cabelos negros,
Guia a minha alma a um lapso sem fim.
E sempre que a vejo, vejo um anjo,
preparado para golpear os olhos lúcidos.
E seus cabelos enoitecidos;
A mais solta e graciosa valsa,
Dançada na calada da noite profunda.
Esconder
Se o céu soubesse que a lua anda de dia pelos cantos,
ele te escondia todas as noites
e todas as manhãs, os teus encantos.
Mundo Gracioso
Há rosas na superfície
Há rosas no fundo também
Há rosas em todos os lugares,
meu bem.
Rosas cor de mel, teus olhos
Rosas cor do céu, teu rosto
Rosas cor de neve, tua pele
Rosas que enlouquecem, teu corpo.
Sono Infinity
Como eu queria que soubesse,
Mas sabe e não aparece.
E como cantar?
Se já não canto,
Só no canto,
Pensando,
Olhando,
Chorando.
Ah, como eu queria correr,
Esquecer e correr,
pra qualquer direção;
Onde não tenha você,
Onde eu não posso te ver.
Mas vejo,
Vejo e logo esqueço de vez.
Quem sou?
E quem sou, eu já não sei.
Para que a noite logo caia a vim
E eu logo caio a ti.
E quando durmo,
Não me canso de dormir,
Só pra ficar assim.
Ah, se o sono não tivesse
fim,
Eu saberia o fim.
Ela
Ela é um rio a levar
as tristezas minhas
para o nunca, o lugar
entrelaçadas em linhas
as tristezas vindas
apagadas, com teu tocar.
Ela é a pele da confusão
seu toque, a loucura
ou um fraco coração?
não, sua pele que me culpa
derramando fogo em canção
ao meu frágio coração
seus irritantes deslizes.
Ela é o desejo meu
jamais alcançado
e os cabelos seus
em meu caminho desregrado
Deus, diga que estou errado.
Ela é o meu irreconhecível
incendiando o açucar de meu sangue
para que o doce
esteja completamente invisível.
Uma fera visível,
mas ela adora isso.
Escravo
Sou escravo do começo, pego pelas suas garras
Em todas as minhas tentiva de encontrar você.
Vem um forte vento para me tira dessa posição e
apesar de todo seu esforço, não avanço um centímetro
Porque estou acorrentado, preso nesse lugar sem nenhum
oxigênio.
Sou escravo da noite que nunca se apaga
que não sabe o significado de ser amado
porque ela simplismente não precisa se deslocar
para esses lugares.
Me mantendo junto aos seus dias sombrios, sufocando-me
com sua saliva e deixando todo o meu corpo em pedaços, para
refletir a luz que não enxerga nela.
Sou escravo de mim? Não, não sou escravo
Fui destinado a ser e a morrer, portanto
sou escravo do começo e do anoitecer.
Mas não escravo de você.
Tempo Chuvoso
Decidi permanecer em meu quarto.
Pois minhas esperançosas tentativas só mostram o quanto estou errado... Em todas elas.
O nascer incandescente do dia respigando gotas de saudade por todo meu corpo.
Trazendo um ensurdecedor rugido de um trovão, para lembrar-me que essa manhã o tempo é chuvoso.
E sobre o céu da felicidade, vejo a todos, pairando em uma inalcançável conexão.
Afinal, meus órgãos estão cada vez mais podres.
Então não me diga que é apenas uma fase, eu sei que não é.
Porque meus órgãos estão cada vez mais podres.
O tempo é chuvoso, o vento balança brutalmente todos os salgueiros, levando deles, seus dons preciosos.
E o corvo das falsas esperanças está esperando por mim naquele local marcado.
Oh, corvo, você irá virá cinzas nesse lugar.
Pois vou permanecer em meu quarto.
Em meu quarto...